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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Como Usar O FIES Para Pagar A Faculdade


O que é o FIES?

Criado em 1999, o FIES significa Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior e é um programa do Ministério da Educação (MEC) que auxilia alunos matriculados em instituições de ensino superior não gratuitas.


Quem pode pedir o FIES?


É possível solicitar o financiamento pelo FIES em qualquer época do ano, quando tiver necessidade. Para isso, você deve:
  • estar matriculado regularmente em curso de graduação não gratuito  (se estiver em situação de trancamento geral de disciplinas, não poderá ser aceito no FIES).
  • a instituição onde você estiver matriculado precisa ter avaliação positiva no Sistema de Avaliação da Educação Superior (SINAES) e ser participante do programa.
Não é permitido  ao estudante fazer inscrição no FIES nos seguintes casos:
  • se a matrícula acadêmica estiver em situação de trancamento geral de disciplinas;
  • se o aluno já foi beneficiado com o financiamento do FIES;
  • se o aluno estiver inadimplente com o Programa de Crédito Educativo (PCE/CREDUC);
  • se a mensalidade da faculdade comprometer menos de 20% da renda familiar mensal bruta per capita (com exceção de estudantes que de licenciatura e bolsistas do Prouni - veja mais informações a seguir) .

Qual o percentual mínimo e o máximo que pode ser financiado?

O percentual mínimo de financiamento é de 50%  e o máximo é de 100%.

Se os encargos cobrados pela faculdade atingirem ou ultrapassarem 60% da renda familiar mensal bruta per capita, é possível conseguir um financiamento de até 100% pelo FIES.

Bolsistas parciais do Prouni que se inscreverem no FIES para o mesmo curso em que recebe bolsa do Prouni podem financiar até 100% dos
encargos pelo FIES, independentemente da renda. 

Estudantes de cursos de licenciatura, independentemente da renda, também podem financiar até 100% dos encargos pelo FIES.

É possível financiar até 75% quando o percentual de comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita com os encargos educacionais for igual ou superior a 40%  e inferior a 60%.

Quando o percentual de comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita com os encargos for estiver entre 20% e 40%, é possível financiar até metade dos encargos pelo FIES.


Quais são as faculdades aceitas pelo FIES?

Para ser aceito pelo FIES, o curso precisa:
  • ser presencial
  • ter avaliação positiva pelo MEC (nota maior ou igual a 3 no SINAES)
  • caso ainda não tenha o conceito do SINAES, mas esteja autorizado pelo MEC a funcionar, o curso pode participar do FIES.

No site do MEC você pode consultar, por estado, quais os cursos aceitos pelo FIES.
Consulte aqui a lista atualizada.


Precisa ter feito o Enem para pedir o FIES?

Desde de julho de 2011, o Enem passou a ser exigido em alguns casos.  Se você concluiu o ensino médio a partir de 2010, precisa ter feito o Enem para pedir o financiamento
do FIES.

O Enem não é exigido se você se encaixar em alguma destas categorias:
  • Professor da rede pública de ensino em exercício efetivo do magistério da educação básica que seja integrante do quadro pessoal permanente de instituição pública. 
  • Aluno regularmente matriculado em curso de licenciatura, normal superior ou pedagogia. 
  • Estudante que tenha concluído o ensino médio antes de 2010.

Precisa de fiador?
São três os casos em que você pode ser dispensado do fiador e optar pelo Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC)  quando se inscrever no FIES:
  • se for bolsista parcial do Prouni,
  • se estiver matriculado em curso de licenciatura ou
  • se a renda familiar per capita seja de até um salário mínimo e meio por mês.
Em todos os demais casos, é preciso apresentar um fiador.


Onde posso me inscrever para o FIES?

O processo de inscrição no FIES é feito pela internet.
Clique aqui para se inscrever no FIES.


Dúvidas?

Você pode conseguir mais informações sobre o FIES pela Central de Atendimento, no telefone 0800 616161.

Como Você Aprende?


Já parou pra pensar por que aquele seu colega não tem uma linha de anotações no caderno, mas sempre passa nas matérias com notas boas?

As pessoas aprendem de maneiras diferentes. Alguns especialistas descrevem até sete estilos diferentes de aprendizagem, mas podemos reduzi-los a três tipos de alunos: os auditivos, os visuais e os que aprendem experimentando.

Pense numa das primeiras lições de vida, geralmente ensinada pelas mães: se você tocar no fogo, vai se queimar.  Os auditivos ouviram o aviso, acreditaram naquela informação e nunca tocaram no fogo. Os visuais viram um amiguinho mexer com fogo, perceberam a consequência e aprenderam a ficar longe da chama. Já aqueles que aprendem por experiência foram lá e tocaram no fogo, pela primeira e última vez!


Selecionamos três problemas do cotidiano e como cada estilo faria para resolvê-los. Embora não haja uma fórmula perfeita e as pessoas às vezes combinem mais de um estilo para aprender, vale a pena refletir sobre as situações a seguir e tentar descobrir como você reagiria, o que funcionaria melhor para você.

   
Problema #1:
Você precisa pintar uma sala. Quantas latas de tinta e que material você precisa comprar?
O auditivo:
Liga para um pintor, um amigo ou uma loja de materiais de construção e pede informações. Repete as instruções em voz alta para certificar-se de que não esqueceu de nada.
O visual:
Faz uma busca online e lê vários sites especializados. Vai a uma livraria e encontra livros e revistas sobre reformas, decoração e pintura. Vai até a loja e lê as instruções nas latas de tinta. Escreve tudo num papel.
O que aprende com a experiência:
Compra uma lata de tinta, um pincel e começa a pintar. Se a tinta não for suficiente, ou o pincel não for o adequado, simplesmente volta à loja e compra pais. Ao final, acaba aprendendo quantas latas de tinta precisa e quais os materiais corretos.
   
Problema #2:
Seu chefe pede para você organizar a festa de fim de ano para seus colegas de trabalho. Você nunca organizou um evento antes. Como você descobre o que e como fazer?
O auditivo:
Liga para um amigo que costuma dar grandes festas e pede socorro. Na próxima festa que for, faz várias perguntas para o anfitrião. Liga para uma empresa que organiza eventos e tenta arrancar algumas dicas.
O visual:
Faz uma busca na internet por “dicas para organizar festa”. Dá uma olhada em livros sobre como organizar eventos. Prepara um esquema ou lista do que precisa fazer.
O que aprende com a experiência:
Mergulha de cabeça: passa de mesa em mesa pra descobrir quantos vão à festa. Aluga um espaço para o evento, compra um monte de comida e calcula mais ou menos que vai ser o suficiente. Contrata uma banda que ouviu tocar num bar na semana anterior.
   
Problema #3:
Você decide fazer um trabalho voluntário, mas descobre que precisa fazer um curso de primeiros socorros antes.
O auditivo:
Vai para a frente da sala, onde pode ouvir melhor as explicações do instrutor e torce para não ser chamado a demonstrar respiração boca-a-boca no boneco de borracha.
O visual:
Dá uma pesquisada na internet sobre primeiros socorros, acha um folheto antigo que veio com um kit e lê tudo o que pode antes do curso começar.
O que aprende com a experiência:
Entra na sala, vê o boneco de borracha, as ataduras e equipamentos e mal pode esperar para colocar a mão na massa, acha que a parte teórica da aula vai ser entediante.

Agora vamos voltar à sala de aula... entenda como você aprende melhor e turbine seus estudos.

Alunos auditivos:
Se você é um aluno auditivo, você entende melhor quando alguém lhe diz verbalmente o que fazer. Os alunos auditivos se destacam em palestras. Caso seu professor baseie o programa da disciplina em muita leitura obrigatória, procure saber se há audiolivros, podcasts e vídeos disponíveis sobre o assunto.

Alunos visuais:

Enquanto os alunos auditivos  preferem as palestras, os alunos visuais preferem os livros. Eles vivem de diagramas, gráficos e quaisquer outros esquemas visuais que facilitem o aprendizado. Caso o seu professor se baseie exclusivamente em palestras para ensinar, pergunte sobre outros recursos materiais que você possa usar para reforçar as aulas. Alguns professores podem até estar dispostos a compartilhar cópias de suas notas e esquemas de aula, não custa perguntar.

Alunos que aprendem com a experiência:
São as pessoas que jogam fora o manual de instruções que veio com a impressora e decidem coloca-la pra funcionar de acordo com a sua vontade. Se você for um estudante que aprende por experiência, descubra como pode conseguir algum tempo de prática para a matéria. Por exemplo, se você estiver aprendendo um programa de software, passe algumas horas extras no laboratório de informática para ter uma ideia de como ele funciona.

Muitas pessoas combinam tipos diferentes de aprendizagem, ou usam mais uma ou outra dependendo da situação. Nenhum estilo é melhor do que o outro, o que vale é descobrir como você aprende.  Observe seu próprio comportamento nas aulas, fique atento à maneira como você absorve as informações e construa seu próprio esquema de estudo baseado no seu jeito de aprender!

Guia De Estudos Para A Segunda Fase


A segunda etapa do vestibular da Fuvest começa dia 8 de janeiro. Até lá, dá tempo para revisar alguns conteúdos.
No Mundo Vestibular você encontra tudo o que precisa para dar um gás nessa reta final e se dar bem no Vestibular da Fuvest.

No primeiro dia, a prova da Fuvest tem 10 questões de Português (interpretação de textos, gramática e literature), valendo 5 pontos cada, e uma Redação, que vale 50 pontos.

Resumos de livros


Português

Uma redação matadora

A Redação vale metade dos pontos da prova do primeiro dia, vale a pena investir seu tempo para treinar um pouco mais e relembrar as dicas de como fazer uma boa redação.


No segundo dia, a prova tem 16 questões, de igual valor, sobre: História, Geografia, Matemática, Física, Química, Biologia, Inglês e algumas questões interdisciplinares. A prova do segundo dia vale 100 pontos.

História


Geografia


Matemática



Física


Química


Biologia


Inglês



O terceiro dia de prova da Fuvest depende da carreira escolhida. A prova tem 12 questões e vale 100 pontos Algumas carreiras exigem também uma prova de Habilidades Específicas, como parte da segunda fase, com peso 2 (dois) e valendo 100 pontos. Ela pode ou não ser antecipada e é realizada em um ou mais dias, conforme a carreira. Para ter uma ideia de como são as questões do terceiro dia, vale a pena dar uma olhada nas provas da Fuvest dos últimos anos.


Fuvest: Provas

Refazer provas de anos anteriores ajuda a entender como as questões são elaboradas e que tipo de raciocínio é exigido, além de ajudar a praticar questões discursivas. Aproveite para fazer as provas dos anos anteriores e confira seu desempenho consultando as resoluções. Uma boa dica é ir para um local isolado, sem interrupções, música ou barulho e tentar simular o ambiente do dia da prova. Procure responder as questões no tempo determinado, sem consulta, e só então verificar os gabaritos.
Bons estudos!

Home Dicas para o Vestibular EAD: Vantagens do Ensino a Distância EAD: Vantagens Do Ensino A Distância






Flexibilidade, acessibilidade e qualidade são alguns dos motivos pelos quais mais e mais alunos tem escolhido fazer uma faculdade a distância.

Vantagens do EAD


Conheça 14 vantagens de fazer um curso EAD.
  1. Os alunos podem “assistir" a um curso a qualquer hora, em qualquer lugar. Isto significa que pais podem tomar conta de seus filhos e em seguida sentar para participar do curso; alunos que trabalham podem frequentar as aulas independentemente de qual seja o seu horário de trabalho, as pessoas que viajam a negócios ou a lazer podem frequentar as aulas em qualquer lugar do mundo que tenha acesso à Internet. 
  2. O aprendizado online possibilita que as abordagens do ensino sejam centradas no aluno. Cada estudante tem sua própria forma de aprendizado, ou seja, a que funciona melhor para ele. Alguns aprendem visualmente; outros aprendem melhor "fazendo".
  3. O material do curso está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os participantes têm a possibilidade de ler e reler aulas, debates, explicações e comentários. Muitas vezes, o material falado numa sala de aula tradicional não é assimilado pelos alunos devido a uma série de distrações, aulas perdidas, cansaço ou tédio. 
  4. Em um ambiente online, o comparecimento às aulas é apenas evidente se o aluno realmente participar de debates em sala de aula. Isso aumenta a interação do estudante e a diversidade de opinião porque todos podem falar, não apenas o mais desinibido. 
  5. Os instrutores online têm o conhecimento prático e podem estar em qualquer lugar do mundo. Isto permite que os estudantes sejam expostos a um conhecimento que não aprenderiam em livros e vejam como os conceitos de aula são aplicados em situações reais de negócio. 
  6. O uso de Internet para assistir aulas, pesquisar informações e se comunicar com outros estudantes ensina habilidades no uso de tecnologias que são cruciais para os trabalhadores na comunidade de negócios do século 21 que colaboram com colegas mundialmente e nos mais diversos fusos horários. 
  7. A participação online é muito menos intimidante do que na sala de aula tradicional. Esse ambiente proporciona aos estudantes condições de concorrência equitativas, não contaminadas por preconceitos causados por disposição de lugares na sala, sexo, raça e idade. Os estudantes também podem pensar mais sobre o que querem dizer e adicionar seus comentários quando estiverem prontos.
  8. Como as instituições online geralmente oferecem "salas de bate-papo" para uma conversa informal entre os estudantes, onde biografias de estudante podem ser exibidas e debates extra-aula podem acontecer, o vínculo e a camaradagem podem ser mais fortes do que em ambientes tradicionais das aulas. 
  9. O ambiente online faz com que o instrutores sejam mais acessíveis. Os estudantes podem falar abertamente com seus professores através de salas de bate-papo online, e-mail e grupos de discussões, sem ter de esperar pelo horário de expediente do professor. Esta opção de comunicação pode propiciar maior contato entre professores e alunos. 
  10. O desenvolvimento de cursos online permite um amplo espectro de conteúdo. Os estudantes podem acessar a biblioteca da escola a partir de seus PCs para obter artigos de pesquisa, conteúdo de livros digitais e outros materiais, sem se preocupar que o material já esteja "emprestado".
  11. Como todos têm a chance de contribuir, os estudantes ficam menos irritados com os que "mais contribuem" e podem solicitar esclarecimentos sobre quaisquer observações que não estejam claras. 
  12. As salas de aula online também facilitam o aprendizado em equipe, fornecendo salas de bate-papo e grupos de discussão para a realização de reuniões e trabalhos conjuntos.  Isso elimina os problemas de horários incompatíveis, de encontrar um local de reunião e de distribuir o trabalho de análise entre as reuniões. 
  13. Os estudantes frequentemente comentam que o aprendizado online lhes permite assistir às aulas quando estão
    totalmente despertos e assisti-las em intervalos de tempo que lhes sejam convenientes, em vez de ter de assistir 2 ou 4 horas integrais de aula, uma ou duas vezes por semana. 
  14. Como não existem barreiras geográficas para o aprendizado online, os estudantes podem encontrar uma diversidade de material didático que pode não estar disponível onde vivem ou trabalham. Isto é especialmente verdade para o treinamento profissionalizante e para estudantes situados em zonas rurais remotas que não podem utilizar faculdades ou centros de treinamento profissional. 

Dicas De Como Usar A Rotina Para Aprender Física


O mito de que Isaac Newton descobriu a lei da gravidade ao ser atingido por uma maçã na cabeça não é verdadeiro, mas ilustra de maneira bem clara como a física pode ser facilmente identificada no nosso cotidiano. A disciplina que estuda, entre outras coisas, o tempo, o espaço, o movimento, a energia, a matéria e suas interações pode ser vislumbrada em diversas situações rotineiras, mesmo que elas passem despercebidas.
Segundo o professor de física do Cursinho Intergraus de São Paulo, Anderson Almeida, nós vivemos imersos na física. "Praticamente tudo o que fazemos possui um princípio da física por trás. Isso se deve ao fato da disciplina estudar as leis que regem nosso universo", comenta Almeida. Do raio-X à gravidade, adentrando estudos de elétrica e dilatação, confira alguns exemplos de como você pode usar a sua rotina para aprender física.
Ação e reação no caminho da escola
Uma das atividades mais simples que exercemos diariamente, o ato de se locomover a pé, pode ser explicada pela terceira lei de Isaac Newton: o princípio de ação e reação. "Ao caminharmos empurramos o chão, que por sua vez empurra nosso corpo, fazendo com que consigamos andar", explica o professor do Intergraus. Esse princípio diz que se um corpo A exerce uma força em um corpo B, o corpo B consequentemente exercerá uma força de mesma magnitude no corpo A (ambas as forças possuindo mesma direção, contudo sentidos contrários).
A inércia sacana dentro do ônibus
Imagine a seguinte cena: você precisa levar ao colégio uma pilha de livros. Com os volumes em mãos, se dirige à parada e pega o ônibus necessário. No meio do percurso, o veículo, que está em movimento, para bruscamente. Você, que está em pé, agarra-se em um banco para não cair, mas todos os seus livros são lançados adiante. Por que isso ocorreu? "Mais uma vez, a física. O princípio da inércia prevê que um corpo que está em movimento permaneça em movimento. Você estava em movimento dentro do ônibus quando ele parou. A diferença é que somente ele parou, seu corpo continuou em movimento, por isso a queda", explica o professor Almeida.
Curtindo um empuxo no mar
Com a chegada do verão, as praias brasileiras ficam lotadas, e o mar, cheio de gente relaxando e flutuando na água. Flutuando na água? Sim, trata-se do tradicional "boiando". Segundo o professor Anderson Almeida, isso só é possível devido ao princípio do empuxo. "Toda vez que um corpo é total ou parcialmente imerso em água, ou outro fluido, ele sofre uma força, chamada empuxo, que é igual ao peso do volume de água deslocada pelo seu corpo. Assim, ele fica mais leve, porque a força exercida pelo líquido, vertical e para cima, alivia seu peso", conclui Almeida.
A Lei de Joule pelo cano
Toda vez que giramos o registro da água para tomar um banho quente estamos desencadeando uma das leis da física em nossos banheiros: a Lei de Joule. Essa lei explica a relação entre o calor gerado e a corrente elétrica que percorre um condutor em um determinado tempo. "A passagem da corrente elétrica pelo resistor do chuveiro faz com que aquela peça, que vai trocar calor com a água, aqueça. Dessa maneira, a água que sai de nossos chuveiros desce quentinha", comenta o professor de física do Cursinhos da Poli de São Paulo, Bassam Ferdinian.
Raios que atravessam sua pele
Todos os exames de órgãos internos que fazemos atualmente é via radiação. "As máquinas empregadas nesses exames são como câmeras que em vez de luz visível utilizam raios X", explica o professor Ferdinian. Funciona assim: os raios X são ondas eletromagnéticas semelhantes à luz, porém mais energéticos. Esses raios atingem o filme da mesma maneira que a luz o faria. A diferença está na maneira em que nossos órgãos, músculos e outras partes do corpo absorvem esses raios. "Cada parte do nosso corpo absorve de maneira diferente, possibilitando que enxerguemos o nosso interior", revela o professor.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Uma Tragédia De Erros ! Parte II


Para poder responder a pergunta que ficou em nosso último post “Uma Tragédia de erros”, é necessário relembrar que o Iraque foi “fortemente armado” pelos EUA durante a Guerra Irã X Iraque. Isso ocorre quando o “aliado” americano, Sadan Russein, resolve atacar o Irã e provocar uma guerra que vai durar de 1980 até 1988; guerra esta que levou a destruição para a região.

É esse mesmo Sadan, que já havia sido acusado de usar armas químicas durante a guerra citada acima, que vai se tornar “inimigo” do mundo, principalmente após os ataques de 11 de setembro, por estar desenvolvendo, supostamente, armas de destruição em massa. Mas e estas armas foram encontradas após a invasão do Iraque por tropas americanas ? A Resposta é não !
E o mais impressionante é que esta última parte da guerra, iniciada em 2003, aconteceu sem o aval da Organização das Nações Unidas, que não havia se convencido com as "provas" mostradas pelo Secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell. Mesmo assim, neste ano, com total desrespeito aos organismos internacionais, e a justiça proposta por estes, os EUA e seus aliados, principalmente a Inglaterra, invadiram o Iraque.
Hoje sabemos que as armas de destruição em massa não foram encontradas. Sabemos também que a ONU, que nunca teve realmente muita força para intervir, saiu desta guerra mais “desmoralizada”, além disso, todos os gastos feitos pelo exército ajudaram a aumentar a dívida americana, o que tem contribuído para agravar a crise econômica pelo mundo. Mas se não bastasse todos esses erros, a própria imagem dos EUA, perante a opinião mundial, fica mais desgastada do que de costume. Ainda mais quando percebemos que com o passar do conflito o discurso sobre o objetivo do mesmo mudou. Quando não se achou as tais armas a guerra passou a ser pela “democracia”, pela liberdade do povo iraquiano frente a um ditador sanguinário, Sadan Russein. Mas não podemos nos esquecer que, de certa forma, esse governante foi “criado” pelos próprios EUA.
Agora com a saída das tropas americanas do Iraque, uma outra faceta dos EUA vai vir à tona; a de que eles são muito bons para destruir, mas que para ajudar na construção da dita “Democracia”, aí a coisa não funciona tão bem assim.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Livro - O Príncipe

O PRÍNCIPE

O Príncipe (em italiano, Il Principe) é um livro escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, cuja primeira edição foi publicada postumamente, em 1532. Trata-se de um dos tratados políticos mais fundamentais elaborados pelo pensamento humano, e que tem papel crucial na construção do conceito de Estado como modernamente conhecemos. No mesmo estilo do Institutio Principis Christiani de Erasmo de Roterdã: descreve as maneiras de conduzir-se nos negócios públicos internos e externos, e fundamentalmente, como conquistar e manter um principado. Maquiavel deixa de lado o tema da República que será mais bem discutido nos Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio. Em vista da situação política italiana no período renascentista, existem teorias de que o escritor, tido como republicano, tenha apontado o principado como solução intermediária para unificar a Itália, após o que seria possível a forma republicana. O tratado político possui 26 capítulos, além de uma dedicatória a Lorenzo II de Médici (1492–1519), Duque de Urbino. Mediante conselhos, sugestões e ponderações realizadas a partir de acontecimentos anteriores na esfera política das principais localidades de então, o livro pretendia ser uma forma de ganhar confiança do duque, que lhe concederia algum cargo. No entanto, Maquiavel não alcançou suas ambições. É este livro que sugere a famosa expressão os fins justificam os meios, significando que não importa o que o governante faça em seus domínios, desde que seja para manter-se como autoridade, entretanto a expressão não se encontra no texto, mas tornou-se uma interpretação tradicional do pensamento maquiavélico. Alguns cursos de administração de empresas fazem leituras aparentemente deturpadas de tal obra, afirmando que, se uma empresa for gerida considerando as metódicas análises do autor, essa conseguiria prosperar no mercado. Nesta obra, Maquiavel defende a centralização do poder político e não propriamente o absolutismo (como muitos pensam). Suas considerações e recomendações aos governantes sobre a melhor maneira de administrar o governo caracterizam a obra como uma teoria do Estado moderno. Uma leitura apressada ou enviesada de Maquiavel pode levar-nos a entendê-lo como um defensor da falta de ética na política, em que "os fins justificam os meios". Para entender sua teoria é necessário colocá-lo no contexto da Itália renascentista, em que se lutava contra os particularismos locais. Durante o século XVI, a península Itálica estava dividida em diversos pequenos Estados, entre repúblicas, reinos, ducados, além dos Estados da Igreja. As disputas de poder entre esses territórios era constante, a ponto de os governantes contratarem os serviços do condottieri (mercenários) com o intuito de obter conquistas territoriais. A obra de Maquiavel revela a consciência diante do perigo da divisão política da península em vários estados, que estariam expostos, à mercê das grandes potências europeias.
Síntese
Maquiavel começa o livro com uma dedicatória ao "magnífico Lourenço de Médici", oferecendo-lhe o livro e as faculdades de sabedoria que, a Maquiavel, venho a conhecer em anos e com incômodos perigos. Originalmente Maquiavel intencionava dedicar o livro a Giuliano de Medici, filho de Lorenzo I de Medici, o Magnificiente e duque de Nemours, que morreu em 1516 (conforme carta de Maquiavel ao amigo Francesco Vettori, de 10 de dezembro de 1513). Do capítulo 1 ao 14, descreve as formas de poder e os dois principais tipos de governo: as monarquias e as repúblicas. No capítulo 15, Maquiavel escreve sobre como um príncipe deve proceder ante seus súditos e amigos, explicando que para manter-se adorado é necessário que o líder saiba utilizar os vícios e das virtudes necessárias, fazendo o que for possível para garantir a segurança e o bem-estar. No capítulo 16 é explicado ao príncipe como cuidar de suas finanças, para não ser visto como gastador, e levar o povo à pobreza, cobrando muitos impostos para manter-se rico. O autor diz que o melhor é ser visto como miserável, pois com este julgamento ele poderá ser generoso quando bem entender, e o povo irá se acostumar com isso. Os príncipes que vão junto ao exército atacar e saquear outras cidades devem ser generosos com seus soldados, para que esses continuem sendo fiéis e motivados. No capítulo 17, defende que é melhor um príncipe ser temido do que amado, mostrando que as amizades feitas quando se está bem, nada dura quando se faz necessário, sendo que o temor de uma punição faz os homens pensarem duas vezes antes de trair seus líderes. Diz também que a morte de um bandido apenas faz mal a ele mesmo, enquanto a sua prisão ou o seu perdão faz mal a toda a comunidade. O líder deve ser cruel quanto as penas com as pessoas, mas nunca no caráter material "as pessoas esquecem mais facilmente a morte do pai, do que a perda da herança". No capítulo 18, Maquiavel argumenta que o governante deve ser dissimulado quando é necessário, porém nunca deixando transparecer sua dissimulação. Não é necessário, a um príncipe, possuir todas as qualidades, mas é preciso parecer ser piedoso, fiel, humano, íntegro e religioso já que às vezes é necessário agir em contrário a essas virtudes, porém é necessário que esteja disposto a modelar-se de acordo com o tempo e a necessidade. No capítulo 19, o autor defende que o príncipe faça coisas para não ser odiado, como não confiscar propriedades, não demonstrar avidez ou desinteresse. Do capítulo 20 ao 23, explica como o líder deve controlar e o que deve fazer para manter seu povo feliz, mantendo distância dos bajuladores, e controlando seus secretários. No capítulo 24 explica porque os príncipes italianos perderam seus Estados e como fazer para que isso não aconteça. Quando se é atacado, deve-se estar preparado para defender e nunca se deve "cair apenas por acreditar encontrar quem te levante" já que isso só irá acontecer se os invasores forem falhos. Nos últimos capítulos explica como tomar a Itália e como se manter na linha entre a fortuna e Deus dizendo que os líderes devem adaptar-se ao tempo em que vivem, para manter-se no poder por mais tempo. O livro retrata a experiência de Maquiavel em analisar as estruturas de um governo, oferecendo ao Príncipe Lorenzo de Médici uma forma de manter-se permanentemente no poder, sem ser odiado por seu povo.
 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Fuvest Divulga Lista De Aprovados Para 2ª Fase; Confira

A Fuvest divulga nesta segunda-feira a lista com os mais de 30 mil candidatos convocados para a 2ª fase. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra A Fuvest divulga nesta segunda-feira a lista com os mais de 30 mil candidatos convocados para a 2ª fase
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) divulgou segunda-feira a lista dos 31.503 candidatos convocados para a segunda fase do vestibular para a Universidade de São Paulo (USP) e Medicina da Santa Casa. Veja no site oficial a lista completa.
Os candidatos aprovados na primeira fase terão de fazer a segunda etapa da seleção nos dia 8, 9 e 10 de janeiro de 2012. A Fuvest informa que os locais de exame não serão, necessariamente, os mesmos da primeira fase.
As provas de habilidades específicas (Artes Cênicas, Música -Ribeirão Preto, Curso Superior do Audiovisual, Arquitetura - São Paulo, Arquitetura - São Carlos e Design) serão realizadas a partir do dia 11 de janeiro.
As informações sobre este processo foram divulgadas pela faculdade ou instituto responsável pelo exame. Nem sempre as alterações no processo são informadas ao Terra. Em caso de dúvidas, consulte diretamente o site da instituição.

Veja A Correção Das Provas Da 2ª Fase Da Unesp De Domingo


O COC corrigiu neste domingo o primeiro dia de prova da segunda fase do vestibular 2012 da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O exame foi composto por 24 questões de Conhecimentos Específicos (Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática). Amanhã, 19 de dezembro, será realizado o segundo dia do exame, com 12 questões (Linguagens e Códigos) e redação. As 36 questões são discursivas. Os 38.765 selecionados disputam 6.629 vagas para as 156 opções de cursos disponíveis.
O menor índice de ausentes da primeira fase, 3,9%, foi registrado em Campo Grande. O maior, 19,4%, em Registro, no Vale do Ribeira. Os cursos mais concorridos são os de Medicina (170,9 candidatos por vaga), Direito (59,3), Engenharia Civil (52,3), Arquitetura e Urbanismo (44,9) e Engenharia de Produção Mecânica (40,3). O resultado final será divulgado em 27 de janeiro, no site da Vunesp e também no endereço vestibular.unesp.br.
A correção foi realizada pela equipe de professores do Sistema COC de Ensino e pode ser acompanhada, questão por questão, abaixo: 


1º Dia 18/12
Conhecimentos Específicos

domingo, 18 de dezembro de 2011

Uma Tragédia De Erros !














 
Mais uma guerra americana chega ao fim. Esta custou a vida de mais de 60 mil iraquianos, quase 5 mil soldados americanos e perto de um trilhão de dólares aos contribuintes nos EUA ! Isso após 11 anos de intensas batalhas em uma guerra que deveria durar, segundo o presidente George W. Bush, apenas alguns meses. Esse é o saldo matemático de mais uma insanidade humana !

Mas para além da matemática, o que mais ficou ? Primeiramente não podemos nos esquecer que esta guerra foi travada com a desculpa da “luta contra o TERROR”. Lembremos que os ataques sofridos pelos EUA em 11 de setembro de 2001, por supostos grupos muçulmanos radicais, levaram o país a querer “caçar culpados”. Entre estes, nomes como o do saudita Osama bin Laden, líder da organização al-Qaeda, morto em maio último pelas tropas americanas, e o do iraquiano Saddam Hussein, morto em 2006 durante a guerra contra o Iraque, figuravam como principais.
Como essas duas mortes caracterizam, o interesse americano tanto na invasão do Iraque, para caçar Saddam Hussein, como na guerra no Afeganistão, para perseguir Osama bin Laden, está ligado à destruição daquilo que os americanos chamaram de “eixo do mal”. Isso quer dizer que o interesse divulgado era o de acabar com possíveis “células de radicais”, ligadas aos muçulmanos, espalhadas pelo mundo que pudessem, quem sabe, vir a ser usadas para novos ataques contra os EUA e seus aliados, sendo que um dos principais seria Israel.
Então a guerra começou para destruir a al-Qaeda e seu líder, responsabilizada pelos ataques de 11 de setembro, e para procurar e destruir as “armas de destruição em massa” que os iraquianos estavam supostamente desenvolvendo para uma futura guerra. Era então uma “guerra preventiva”, no sentido de evitar futuras guerras que seriam ainda piores, pois estes grupos estariam, em um futuro breve, de posse de armas desenvolvidas para a destruição em massa, como armas químicas, biológicas e nucleares, por exemplo. Mas será que o objetivo foi alcançado agora com o final dos conflitos ? Vamos ver isso num próximo post !

Uma Sociedade Moderna ?

 
Desde muito cedo, talvez mesmo a partir de 22 de abril de 1500, um país tenta se formar. Inventar uma sociedade, uma nação, um povo nunca foi fácil, haja vista o processo que temos passado desde o nascimento das primeiras cidades há 3750 anos. Mas mesmo com todas as dificuldades, uma sociedade “moderna” tenta nascer aqui nos trópicos. Mas será isso possível?

Em nosso socorro talvez possa vir algumas palavras de um daqueles que sonhou que isso era possível, Jean-Jacques Rousseau, em sua obra “Do contrato Social” (1762).
(...) Haverá sempre uma grande diferença entre subjugar uma multidão e reger uma sociedade. Sejam homens isolados, quantos possam ser submetidos sucessivamente a um só, e não verei nisso senão um senhor e escravos, de modo algum considerando-os um povo e seu chefe. Trata-se, caso se queira, de uma agregação, mas não de uma associação; nela não existe bem público, nem corpo político.”
Neste trecho Rousseau afirma que para haver um povo, uma sociedade, é necessário que haja quem possa reger, sendo que esta “regência” só não será considerada “dominação” quando houver uma livre “associação”, onde ambas as partes, o povo e os seus governantes podem, a partir de um contrato, cobrar mutuamente direitos e deveres. Assim o cidadão paga seus impostos, ajuda a formular as leis e a segui-las, escolhe seus regentes, de tempos e tempos, fiscalizando-os sempre e aponta para o caminho que pensa ser o melhor para a sua sociedade. Enquanto o governo coloca toda esta orquestra, com seus inúmeros instrumentos, para produzir não um som dissonante, mas, se não uma bela sinfonia, ao menos uma música agradável. E assim segundo Rousseau, teríamos uma “sociedade moderna”. Mas e esta sociedade que tenta se formar desde 1500, será que tem tido êxito em ser Moderna ? Ou será que o contrato social está falhando pela péssima regência do maestro e pela sonolência da plateia ?
Para pensar sobre esta questão deixo abaixo um LINK para um estudo recente publicado pela Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Nele um pouco mais de nossa sociedade é desnudada ! Vale uma leitura.

O Fim E O Sofrimento !

 
Sei que o FIM está próximo ! Mas isso não quer dizer que ele deva ser ANGUSTIANTE. Afinal, nem sempre aquilo que parece realmente é !
Gostaria de aproveitar esse momento de sofrimento, principalmente daqueles que estão deixando a “segurança” do Ensino Médio, para dizer que o seu sofrimento só acontece por causa do seu “querer”. Isso mesmo, segundo o Budismo a dor é real, mas o sofrimento é opcional, portanto, você “quer” sofrer. Isso porque só aqueles que se apegam às coisas podem sofrer quando, eventualmente, perdem aquilo pelo qual se apegavam ! Pense nisso !
 
Permitam-me, antes de qualquer coisa, citar um grande poeta.

“O único mistério do Universo é o mais e não o menos.

Percebemos demais as coisas – eis o erro, a dúvida.

O que existe transcende para mim o que julgo que existe.

A Realidade é apenas real e não pensada."

Fernando Pessoa - O Eu profundo e os outros Eus (Nova Fronteira)- pág. 178

Tenho percebido, mais uma vez, a angústia que toma conta da alma de muitos adolescentes que estão “na idade da mudança”. Por um lado, temos aqueles que já encerraram em 2009 o Ensino Médio. Por outro, aqueles que estão chegando agora no 3º ano e que, por isso, já estão percebendo que o fim se aproxima. Excesso de sofrimento !!

Mas gostaria de acalmá-los um pouco. Veja, essa sensação de angústia não é exclusiva de vocês e nem terminará com o fim deste momento! Eu sei, não estou tranqüilizando ninguém ... Mas releia agora o poema do grande Fernando Pessoa! Nele o autor nos mostra que no fundo “A Realidade é apenas real e não pensada”. Se você entender o que isso quer dizer, talvez possa se acalmar um pouco. Pense: a realidade é aquilo que neste momento você vive; nem mais nem menos. Nela, o seu cérebro que ,como sabemos, é “capaz dos maiores sonhos e dos piores pesadelos”, como diria Carl Sagan, está fazendo o que ele faz de melhor: Pensando! E é neste momento que a realidade simples, nua e crua, passa a ser pensada e, então, passa a ser angustiante!!!

Nada como os grandes poetas para nos colocar no eixo !! Não adianta, neste momento, você que está pensando no Vestibular, ou você que já esta entrando em um curso Universitário, se angustiar. Isso não vai melhorar em nada o seu problema. Tenha calma ... Lembre-se: “A Realidade é apenas real”...
 

Qual A Sua Vocação ?

Meus caros amigos, como estão indo de começo de férias ? Espero que bem !!!! Afinal, esse é o “momento mágico” aguardado ansiosamente durante todo o ano letivo por vocês, as FÉRIAS !!!!

Mas como penso que durante o descanso podemos usar aquilo que mais temos, o tempo livre, para outra coisa que não somente descansar, deixo abaixo um texto publicado na revista Exame, de autoria de Antônio Ermírio de Moraes, empresário brasileiro dono do Grupo Votorantim. Nele o autor fala um pouco sobre a vocação de cada um no mundo corporativo. Será que você se encaixa em algum dos perfis ? Leia e saiba !
Se você ainda não sabe qual é a sua verdadeira vocação, imagine a seguinte cena: Você está olhando pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e ali. Aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta: - Será que vai chover hoje? Se você responder 'com certeza'... a sua área é Vendas: O pessoal de Vendas é o único que sempre tem certeza de tudo. Se a resposta for 'sei lá, estou pensando em outra coisa'... então a sua aérea é Marketing: O pessoal de Marketing está sempre pensando no que os outros não estão pensando. Se você responder 'sim, há uma boa probabilidade'... você é da área de Engenharia: O pessoal da Engenharia está sempre disposto a transformar o universo em números. Se a resposta for 'depende'... você nasceu para Recursos Humanos: Uma área em que qualquer fato sempre estará na dependência de outros fatos. Se você responder 'ah, a meteorologia diz que não'... você é da área de Contabilidade: O pessoal da Contabilidade sempre confia mais nos dados no que nos próprios olhos. Se a resposta for 'sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuvas': Então seu lugar é na área Financeira que deve estar sempre bem preparada para qualquer virada de tempo. Agora, se você responder 'não sei'... há uma boa chance que você tenha uma carreira de sucesso e acabe chegando a diretoria da empresa. De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder 'não sei' quando não sabe. Os outros 99 sempre acham que precisam ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação. 'Não sei' é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo, e pré-dispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de tomar uma decisão. Parece simples, mas responder 'não sei' é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa. Por quê? Eu sinceramente 'não sei.
Antonio Ermírio de Moraes - Revista Exame – maio de 2009

Unesp: 2ª Fase Do Vestibular Começa Neste Domingo


A Universidade Estadual Paulista (Unesp) aplica a partir deste domingo as provas da segunda fase do vestibular 2012. O exame será realizado das 14h às 18h30, com 24 questões discursivas. Na segunda-feira, os candidatos encerram as provas com mais 12 perguntas e uma redação. O Sistema COC de Ensino, fará a correção online de todas as questões nos dois dias de prova.
Os testes serão aplicados em 30 cidades paulistas, além de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Curitiba (PR). A consulta de local de prova da segunda fase pode ser feita no site www.vunesp.com.br.
Os 38.765 convocados das provas comuns deverão comparecer ao local de prova com uma hora de antecedência, portando cédula de identidade original, lápis preto número dois, apontador, borracha, caneta esferográfica com tinta azul ou preta e régua transparente. Durante as provas, não será permitida a utilização de equipamentos eletrônicos.
A Unesp oferece 6.629 vagas para as 156 opções de cursos distribuídos em 19 cidades de todas as regiões paulistas. Os cursos mais concorridos são os de Medicina (170,9 candidatos por vaga), Direito (59,3), Engenharia Civil (52,3), Arquitetura e Urbanismo (44,9) e Engenharia de Produção Mecânica (40,3).
O resultado final será divulgado em 27 de janeiro nos endereços http://www.vunesp.com.br e vestibular.unesp.br.
As informações sobre este processo foram divulgadas pela faculdade ou instituto responsável pelo exame. Nem sempre as alterações no processo são informadas ao Terra. Em caso de dúvidas, consulte diretamente o site da instituição.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Fatec-SP Divulga Gabarito Das Provas De Domingo

A Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec-SP) divulgou o gabarito das provas realizadas neste domingo. A primeira lista de aprovados será divulgada no dia 19 de janeiro. São 11.360 vagas distribuídas entre as 52 unidades que oferecem 61 cursos. 

Análise e desenvolvimento de sistemas, na Fatec Zona Leste, é o curso mais concorrido. São 21,45 candidatos por vaga para o turno da noite.

Gabarito Oficial

Vestibular Fatec - 1º SEM/12

Exame dia 04/12/2011
Selecione abaixo a opção desejada:
 

domingo, 20 de novembro de 2011

Atualidade 110 - Revolta Na USP

Protestos vão além da questão da segurança

Setenta e dois estudantes foram detidos no último dia 8 de novembro durante a desocupação da reitoria da USP (Universidade de São Paulo), a mais prestigiada universidade do país, realizada pela Tropa de Choque da Polícia Militar.

Eles foram liberados após o pagamento de fiança e podem responder a crimes de desobediência à ordem judicial (em razão de não terem respeitado o prazo dado pela Justiça para desocuparem o imóvel), e dano ao patrimônio público.

Foi o episódio mais dramático de uma crise política na universidade, motivada por um convênio firmado entre a USP e a PM para aumentar a segurança na Cidade Universitária, situada no bairro Butantã, zona oeste de São Paulo.

Os alunos ocupavam o prédio desde o dia 2 de novembro, em protesto contra a presença da PM no campus e processos administrativos envolvendo funcionários e estudantes da instituição. Segundo os manifestantes, os processos teriam o objetivo de intimidar o movimento estudantil.

A USP é a maior universidade pública do Brasil, com aproximadamente 75 mil estudantes matriculados, e é considerada a melhor da América Latina. O exame de admissão é o maior e um dos mais concorridos do país.

O estopim das manifestações foi um conflito entre estudantes e policiais ocorrido em 27 de outubro, após a detenção de três alunos, por posse de maconha, no estacionamento da faculdade de História e Geografia. Viaturas policiais foram depredadas e os policiais reagiram lançando bombas de gás lacrimogêneo.

No dia seguinte, estudantes invadiram um prédio administrativo da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) e, uma semana depois, ocuparam a reitoria.

A segurança da universidade era feita por empresas privadas contratadas pela USP. Em 8 de setembro, porém, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o reitor João Grandino Rodas assinaram um convênio com a PM para assegurar a presença mais frequente de rondas policiais.

A medida foi adotada depois do assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, 24 anos, no estacionamento da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade), durante uma tentativa de roubo.

Cidades universitárias são espaços públicos onde circulam milhares de pessoas, não somente estudantes e funcionários. O problema na USP é que a falta de iluminação, a presença de bosques e a longa distância entre os prédios prejudicam a segurança.

Interesses políticos

Parte dos estudantes é contrária à presença da Polícia Militar na Cidade Universitária por acreditarem que a policia coíbe manifestações e contraria o princípio de autonomia da universidade. Confrontos entre policiais e estudantes aconteceram em outras ocasiões, em 2007 e 2009.

O DCE (Diretório Central dos Estudantes) defende que a segurança fique a cargo da Guarda do Campus. Uma pesquisa recente feita pelo Datafolha, entretanto, apontou que 58% dos alunos são favoráveis à presença da PM.

Já a reitoria alega que os manifestantes, que representam uma minoria dos estudantes da USP, são manipulados por partidos políticos de esquerda e sindicatos. De fato, os jovens são ligados ou influenciados por partidos como o PSOL e o PSTU e a central sindical CSP-Comlutas, à qual o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) é filiado.

A insatisfação dos alunos, porém, vai além das questões de segurança. Eles reivindicam eleições diretas para a reitoria (o que depende da mudança do estatuto). Atualmente, o reitor é indicado pelo governador de São Paulo a partir de uma lista de três nomes de professores titulares escolhida pelo Conselho Universitário.

Após a detenção dos manifestantes, alunos das faculdades de Comunicação e Artes (ECA) e Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP entraram em greve. Houve também passeatas dentro do campus e nas ruas do centro de São Paulo. Entre os dias 22 e 24 de novembro acontecem eleições do DCE da USP, que deve decidir o futuro do movimento.

Direto ao ponto volta ao topo
Setenta e dois estudantes foram detidos no último dia 8 de novembro durante a desocupação da reitoria da USP (Universidade de São Paulo), a mais prestigiada universidade do país, realizada pela Tropa de Choque da Polícia Militar.

Foi o episódio mais dramático de uma crise política na universidade, motivada por um convênio firmado entre a USP e a PM para aumentar a segurança na Cidade Universitária, situada no bairro Butantã, zona oeste de São Paulo.

A reitoria e o governo do Estado firmaram um convênio com a PM para intensificar as rondas na Cidade Universitária depois que um aluno foi morto durante uma tentativa de assalto em outubro. Os manifestantes alegam que a presença da PM inibe protestos e fere a autonomia universitária. Um total de 58% dos estudantes apoia a iniciativa.

O movimento estudantil da USP, contudo, tem motivações políticas. Os estudantes reivindicam eleições diretas para a escolha do reitor, que hoje é indicado pelo governador do Estado a partir de uma lista tríplice. Os manifestantes também são ligados a partidos de esquerda e sindicatos.

Saiba mais

  • Culturas da Rebeldia: a juventude em questão (SENAC): obra do sociólogo Paulo Sérgio do Carmo que analisa o movimento estudantil no Brasil desde os anos 1950.
     
  • Anos Rebeldes (DVD): minissérie exibida pela Rede Globo nos anos 1990 que retrata o período da ditadura militar do ponto de vista de jovens da época.

O vestibulinho 2012 das Etecs (Escolas Técnicas Estaduais), de São Paulo, será realizado neste domingo (20), das 13h30 às 17h30. Os candidatos devem chegar ao exame com, no mínimo, 30 minutos de antecedência. Foram recebidas 316.819 inscrições.
O candidato precisa levar para as provas caneta esferográfica de tinta preta ou azul, lápis preto, borracha, régua e o original de um dos seguintes documentos: cédula de identidade (RG); cédula de identidade de estrangeiros (RNE); carteira nacional de habilitação com foto; documento expedido por Ordens ou Conselhos Profissionais (exemplo: OAB, Coren e Crea, entre outros); carteira de trabalho e previdência social (CTPS) ou passaporte brasileiro.
O exame terá 50 questões de múltipla escolha, relacionadas às diferentes áreas do saber (científico, artístico e literário), à comunicação e expressão, em diversos tipos de linguagem, abrangendo conhecimentos comuns de 5ª a 8ª série ou do 6º ao 9º ano do ensino fundamental.
De acordo com o manual do candidato, as questões são elaboradas por uma equipe interdisciplinar e dizem respeito a um determinado tema - ligado a situações do cotidiano, envolvendo problemáticas sociais, culturais, científicas e tecnológicas - apresentado em um texto-matriz e em vários textos complementares.


O gabarito oficial será divulgado hoje, a partir das 18h. O resultado final está previsto para 18 de janeiro de 2012. O resultado para os cursos técnicos de canto, dança, prótese dentária e regência será divulgado no dia 4 de janeiro.

Vagas

Serão oferecidas 93.490 vagas: 76.536 para o ensino técnico e 16.954 para o ensino médio. Do total de vagas para o ensino técnico, 73.795 são destinadas às 202 Etecs e às 62 classes descentralizadas (unidades que funcionam com um ou mais cursos em parceria com prefeituras ou empresas, sob a administração de uma Etec). Outras 2.741 vagas são destinadas para a modalidade semipresencial por meio do Telecurso TEC.
Estão incluídas também 10.329 vagas para o convênio firmado entre o Centro Paula Souza, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo: são 8.959 vagas para cursos técnicos em salas de 109 escolas estaduais e 1.370 em 21 CEUs (Centros Educacionais Unificados) (CEUs). As aulas serão noturnas, ministradas por professores das Etecs.
Uma novidade deste processo é que das 9.874 vagas para o ensino técnico integrado ao médio, 3.637 serão oferecidas na rede estadual de duas maneiras:
  • O aluno terá as aulas do ensino médio em uma escola estadual e as do curso técnico em uma Etec (modalidade interdependente);
  • aulas do ensino médio e do curso técnico na mesma escola estadual.

Pontuação acrescida

O Sistema de Pontuação Acrescida do vestibulinho das Etecs concede bônus de 3% a estudantes afrodescendentes e de 10% a oriundos da rede pública. O candidato pode somar os dois bônus e obter um acréscimo de 13%.
O candidato que se enquadre nesses quesitos precisa fazer uma autodeclaração no momento da inscrição e informar se cursou integralmente da 5ª a 8ª série ou do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, em instituição pública municipal, estadual ou federal. A comprovação deve ser feita no ato da matrícula, por meio do histórico escolar do ensino fundamental ou a declaração escolar, discriminada série a série.
As informaçoes foram fornecidas pela instituiçao e podem ser alteradas por ela sem aviso prévio. É recomendável confirmar datas e horários no site oficial.

Filme - O Morro Dos Ventos Uivantes (1992)

O Morro dos Ventos Uivantes (1992)   Título Original: Wuthering Heights
  Gênero: Drama | Romance
  Ano de Lançamento: 1992
  Duração: 102 min
  País de Produção: Reino Unido, EUA
  Diretor(a): Peter Kosminsky

Sinopse:
No final do século XVIII, em uma área rural da Inglaterra, surge com o tempo uma violenta paixão entre Catherine Earnshaw (Juliette Binoche) e o cigano Heathcliff (Ralph Fiennes), seu irmão adotivo. Criados juntos, eles são separados pela morte do pai de Catherine e a crueldade de como Hindley Earnshaw (Jeremy Northam), seu irmão, trata Heathcliff. Quando Heathcliff fica sabendo que ela vai casar com Edgar Linton (Simon Sheperd), um homem rico e gentil, Heathcliff foge para fazer fortuna, ignorando o fato de que Catherine o ama, e não o futuro marido. Dois anos depois, Heathchliff retorna para vingar-se de Hindley e Edgar e do abandono que Catherine lhe infligiu.

Elenco:
Juliette Binoche ... Cathy Linton / Catherine Earnshaw
Ralph Fiennes ... Heathcliff
Janet McTeer ... Ellen Dean
Sophie Ward ... Isabella Linton
Simon Shepherd ... Edgar Linton
Jeremy Northam ... Hindley Earnshaw
Jason Riddington ... Hareton Earnshaw
Simon Ward ... Mr. Linton
Dick Sullivan ... Parson
Robert Demeger ... Joseph
Paul Geoffrey ... Mr. Lockwood
John Woodvine ... Mr. Earnshaw
Jennifer Daniel ... Mrs. Linton
Janine Wood ... Frances Earnshaw
Jonathan Firth ... Linton Heathcliff

Dados do Arquivo:
Tamanho: 360 Mb
Formato: RMVB
Qualidade: DVD Rip
Audio: Inglês
Legenda: Português (embutida)
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Link FileServe Download via FileServe

Filme - O Incrível Exército De Brancaleone (1966)

O Incrível Exército de Brancaleone   Título Original: L'armata Brancaleone
  Gênero: Aventura | Comédia
  Ano de Lançamento: 1966
  Duração: 120 min
  País de Produção: Itália, França, Espanha
  Diretor(a): Mario Monicelli
Sinopse:
Este clássico do cinema italiano, retrata os costumes da cavalaria medieval através de uma demolidora e bem humorada sátira. A figura central é Brancaleone, um cavaleiro atrapalhado que lidera um pequeno e esfarrapado exército, perambulando pela Europa em busca de um feudo. Trata-se de uma paródia a D. Quixote de Cervantes. O filme consegue ser hilário, mesmo na reconstituição dos aspectos mais avassaladores da crise do século XIV, representados pela trilogia "guerra, peste e fome". Utilizando-se sempre da sátira, o filme de Monicelli focaliza a decadência das relações sociais no mundo feudal, o poder da Igreja católica, o cisma do Oriente e a presença dos sarracenos.

Elenco:
Vittorio Gassman ... Brancaleone da Norcia
Catherine Spaak ... Matelda
Folco Lulli ... Pecoro
Gian Maria Volonté ... Teofilatto dei Leonzi
Maria Grazia Buccella ... The widow
Barbara Steele ... Teodora
Enrico Maria Salerno ... Zenone
Carlo Pisacane ... Abacuc
Ugo Fangareggi ... Mangold
Gianluigi Crescenzi ... Taccone
Pippo Starnazza ... Piccioni
Luigi Sangiorgi ... Manuc
Fulvia Franco ... Luisa
Tito García ... Filuccio
Joaquín Díaz ... Guccione

Dados do Arquivo:
Tamanho: 761 Mb
Formato: AVI
Qualidade: DVD Rip
Audio: Italiano
Legenda: Português (embutida)
Link FileServe Download via FileServe
Link Megaupload Download via Megaupload

Livro - As Crônicas De Gelo e Fogo Livro 1 – A Guerra dos Tronos


Livro que deu origem a serie Game of throne produzida pela HBO.
Em uma terra onde o verão pode durar décadas e o inverno toda uma vida, os problemas estão apenas começando. O frio está de volta e, nas florestas ao norte de Winterfell, forças sobrenaturais se espalham por trás da Muralha que protege a região. No centro do conflito estão os Stark do reino de Winterfell, uma família tão áspera quanto as terras que lhe pertencem.
Dos lugares onde o frio é brutal, até os distantes reinos de plenitude e sol, George R. R. Martin narra uma história de lordes e damas, soldados e mercenários, assassinos e bastardos, que se juntam em um tempo de presságios malignos. Entre disputas por reinos, tragédias e traições, vitória e terror, o destino dos Stark, seus aliados e seus inimigos é incerto. Mas cada um está se esforçando para ganhar este conflito mortal: a guerra dos tronos.
Titulo: Download eBook As Crônicas de Gelo e Fogo Livro 1 – A Guerra dos Tronos
Tamanho: 3.94 MB
Categoria: Medieval
Idioma: português PT-BR

Tema Nos Vestibulares, Globalização Iniciou No Século 15


Você acha que o termo "aldeia global", cunhado por Marshall McLuhan para definir as mudanças tecnológicas do contemporâneo é assunto atual? Pois saiba que as práticas de sobreposição cultural já existiam desde o descobrimento do Brasil, só não tinham esse nome. "O processo de globalização moderno tem início com a expansão do capitalismo no final do século 15, quando a Europa transborda seu território e unifica o globo, colocando o que hoje se chama das Américas em um sistema mundial cada vez mais integrado", afirma o professor Gustavo Lins Ribeiro, do departamento de antropologia da Universidade de Brasília (UnB).

No entanto, a fase da expansão capitalista conhecida como globalização e a utilização do termo começaram mesmo com o fim da Guerra Fria. Segundo o professor de história do Colégio Paulista (Copi) Fernando Caiafa Loureiro, é possível traçar um paralelo entre a expansão marítima e o fenômeno atual, mas deve-se ter em mente que isso é um anacronismo.
"Quando usamos termos de agora para explicar questões passadas, temos que tomar cuidado com essas apropriações, uma vez que tentamos enxergar o passado a partir de percepções do presente", alerta. Conforme Caiafa, o termo passa a ser usado a partir da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) para nomear a integração de mercados cada vez maior.
Já o professor de história do Sistema de Ensino Alfa, de Cascavel (PR), Julio Raizer, conhecido como Che, vai além: seguindo uma visão sociológica e histórica, a prática de tornar global uma cultura pode ser identificada desde a Idade Antiga, com a expansão do Império Romano, por exemplo.
De acordo com Ribeiro, dependendo de como se vê a história da expansão capitalista, é possível dividir a globalização em fases. "No final do século 15, houve a expansão mercantilista, que estabeleceu rotas e conexões inusitadas. A grande máquina dessa expansão era o barco. Depois, já no século 18, entramos na era do capitalismo industrial, que acelera o processo. Aqui a máquina principal era o trem", compara. O fenômeno acelera-se ao longo dos séculos 19 e 20 com revoluções cada vez mais intensas nos transportes e comunicação (telégrafo, rádio, automóvel, telefone, televisão, satélites). A vida social, cultural e política sofrem impactos com a aceleração, a fragmentação e os processos de desterritorialização.
A globalização como conhecemos, explica Ribeiro, é a intensificação do processo de encolhimento do mundo a partir da redução das distâncias pelos meios de comunicação. A integração político-econômica capitalista que se dá após o fim da Guerra Fria, marcada pela queda do muro de Berlim, pelo fim da União Soviética, sob a hegemonia do capitalismo eletrônico-informático também são particularidades do fenômeno. A grande característica desse processo, conta o professor de geografia do Colégio Paulista Gilberto Geretz, é aproximar o distante e distanciar o próximo, acabando com a definição de territórios. "As atividades econômicas, como a negociação do preço de commodities e a produção de automóveis, se transformaram em processos globais que envolvem o mercado do mundo todo. Os mecanismos não são mais locais, ainda que as ações sejam", explica.
'Capital não tem fronteiras, pessoas, sim', diz professor
Com o mercado financeiro mundial cada vez mais interdependente, os problemas econômicos também perpassam os limites territoriais. A partir da produção multinacional de bens, a crise em uma nação afeta todos os demais mercados. A crise da Grécia evidencia bem isso. "A partir de um problema em um país da zona periférica do euro, a economia da Itália e da Espanha foi influenciada. Os Estados Unidos também foram afetados e, consequentemente, o Brasil", analisa Caiafa.
Por outro lado, o processo contrário é percebido quando se trata do fluxo de indivíduos. De acordo com o professor de história do Colégio Paulista, enquanto o capital não tem fronteiras, as pessoas sim. "Vemos casos recorrentes de xenofobia, principalmente por causa da imigração árabe e africana na Europa. Esses trabalhadores aceitam receber salários menores que os europeus, o que causa descontentamento por parte dos locais". É o que o professor chama de um efeito social não equacionado da globalização.
Outra demonstração de descontentamento com a integração internacional, conta Raizer, são os movimentos sociais, como as manifestações da década de 1960 e a organização do Fórum Social Mundial, que se pretende um ponto de resistência e construção de alternativas às políticas neoliberais.
Daqui para frente, aposta o pesquisador da UnB, haverá um aprofundamento da hegemonia do capitalismo eletrônico-informático, aumentando a influência de lugares distantes. "Haverá uma mudança nas formas políticas de construir coletividades e de regular a interação com pessoas nascidas em outros países", afirma. Além disso, um conflito de escala imprevisível poderá ocorrer para regular a mudança da hegemonia do sistema mundial, que deverá passar dos Estados Unidos para a China. Se isto efetivamente ocorrer, equivalerá a um impacto semelhante ao das caravelas, isto é, será um impacto civilizacional que mudará a vida no planeta por séculos, prevê o professor.