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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Fuvest Divulga Gabarito Da 1° fase Do Vestibular


A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), que seleciona alunos para todos os cursos da Universidade de São Paulo (USP) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, divulgou o gabarito das provas da primeira fase do vestibular 2011, aplicadas na tarde deste domingo.
Clique aqui e confira as respotas corretas.
A prova foi composta de 90 questões sobre o conjunto das disciplinas do núcleo comum obrigatório do Ensino Médio, como Português, História, Geografia, Matemática, Química, Física, Biologia, Inglês e teve algumas questões Interdisciplinares. Todas as perguntas foram do tipo teste, com cinco alternativas. Os candidatos tiveram 5 horas para fazer o exame.
A lista dos aprovados nesta etapa será divulgada em 20 de dezembro, data em que também serão conhecidos os locais de prova para a segunda fase do processo de seleção, que será realizada de 9 a 11 de janeiro de 2011, com exames de habilidades específicas de 12 a 14 do mesmo mês.
As informações sobre este processo foram divulgadas pela faculdade ou instituto responsável pelo exame. Nem sempre as alterações no processo são informadas ao Terra Vestibular. Em caso de dúvidas, consulte diretamente o site da instituição.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Atualidades71 - Entenda A Crise Entre As Coreias


Os disparos causaram incêndios na ilha de
Yeonpyeo
TENSÃO NA PENÍNSULA TEM ORIGEM NA DIVISÃO DE PODER APÓS A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

A tensão entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte tem origem na divisão de poder global após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Durante o processo de ocupação das áreas tomadas pelo Japão, um ex-aliado nazista, os Estados Unidos ficaram com o sul da península Coreana, enquanto a União Soviética estabeleceu suas tropas no norte.

Inspirados pela revolução comunista na China, em 1949, os norte-coreanos decidiram, no ano seguinte, tentar unificar as Coreias por meio de uma declaração de guerra ao Sul. Começava ali a Guerra da Coreia (1950-1953), que tinha de um lado o apoio das tropas soviéticas e, do outro, a participação de militares americanos.

O conflito foi encerrado com ambos os lados voltando para os limites do paralelo 38, a linha imaginária que marcava a divisão inicial entre os territórios comunistas e capitalistas. Apesar da assinatura do Tratado de Pan-munjom ter acabado com as batalhas imediatas, um acordo de paz nunca foi estabelecido, e Coreia do Sul e Coreia do Norte continuam oficialmente em guerra até hoje.

Nas décadas seguintes, enquanto a Coreia do Sul modernizou sua indústria e virou um dos principais países exportadores da Ásia, a Coreia do Norte manteve o sistema comunista de governo, com rígido controle sobre os meios da produção.

Ambos os países, no entanto, continuaram investindo fortemente em suas Forças Armadas. No Sul, o foco estava no treinamento das tropas e na aquisição de caças e tanques americanos. O Norte, por sua vez, desenvolveu um polêmico programa nuclear que culminou, em 2006, com o primeiro teste de uma bomba atômica do país comunista.

O desenvolvimento da arma nuclear pela Coreia do Norte elevou as tensões a um novo patamar na península e provocou intensificação das sanções econômicas da ONU (Organização das Nações Unidas) contra o país. Paradoxalmente, analistas acreditam que a situação só não se desenvolveu em um novo conflito por causa da bomba atômica norte-coreana, que desencoraja um ataque do Sul.

Mais recentemente, em março de 2010, um ataque com torpedo atribuído a um submarino norte-coreano provocou o afundamento da corveta Cheonan, da Marinha da Coreia do Sul. Ao menos 46 militares morreram na ação, fortemente condenada pela comunidade internacional.

Parte da agressividade da Coreia do Norte pode ser atribuída à constante necessidade de ajuda internacional em questões básicas como alimentação e remédios. O governo norte-coreano, liderado pelo ditador Kim Jong-il, é incapaz de suprir todas as necessidade de sua população e constantemente usa a chantagem militar como forma de conseguir mais recursos.

AS PRINCIPAIS TENSÕES COM A COREIA DO NORTE EM 2010

23 de novembro Tropas fazem disparos de artilharia contra ilha sul-coreana na região de fronteira do mar Amarelo.
21 de novembro
Cientista americano diz ter visto, a convite do governo norte-coreano, uma nova usina de enriquecimento de urânio, com centenas de centrífugas já instaladas.
11 de novembro
Em visita oficial à Coreia do Sul, presidente dos EUA, Barack Obama, diz que a postura do país vizinho o levará a apenas "mais isolamento e menos segurança" e reafirma apoio ao Sul
29 de outubro
Militares norte-coreanos disparam contra tropas do Sul na Província fronteiriça de Gangwondo.
Coreia do Norte rompe diálogo com a ONU sobre afundamento de navio militar sul-coreano.
24 de outubro
Governo afirma que seu arsenal nuclear é uma "preciosa espada". Analistas cogitam um terceiro teste atômico.
10 de outubro
País realiza um dos maiores desfiles militares de sua história para apresentar Kim Jong-un, futuro sucessor do ditador Kim Jong-il.
27 de setembro
Exército promove Kim Jong-un, filho do ditador Kim Jong-il, a general, em movimento que prepara sucessão.
4 de agosto
Coreia do Norte instala mísseis terra-ar de longo alcance na zona da fronteira com a Coreia do Sul.
26 de março Afundamento de navio militar sul-coreano, atribuído a torpedo da Coreia do Norte, mata 46 marinheiros.


PERGUNTAS E RESPOSTAS

O que motivou a troca de disparos?

Ainda não se sabe o que provocou os disparos de artilharia, mas a área da fronteira marítima entre as duas Coreias já foi palco de diversos embates no passado.

Antes do ataque, a Coreia do Norte havia protestado contra exercícios militares sul-coreanos que estavam sendo realizados na ilha de Yeonpyeong, onde agora vários prédios foram atingidos pela artilharia norte-coreana.

Como fica a situação entre os dois países depois do incidente?

Analistas dizem que qualquer reaproximação significativa entre Coreia do Sul e do Norte parece improvável no futuro próximo.

Antes da troca de disparos, havia sinais de que o governo norte-coreano tinha a intenção de se reconciliar com o vizinho do sul. O país havia oferecido retomar o reencontro de famílias divididas, além de indicar que queria retomar negociações na área militar.

Já a Coreia do Sul mandou arroz para a Coreia do Norte pela primeira vez em dois anos, para ajudar a população atingida por inundações.

Mas não houve mais nenhum avanço significativo nas relações entre os dois países. As negociações internacionais sobre o programa nuclear da Coreia do Norte continuam paradas, e a revelação no último fim de semana de que o país teria novas instalações para o enriquecimento de urânio tornou a retomada das conversas ainda menos provável.

Houve alguma razão para que a tensão entre as duas Coréias voltasse a aumentar?

Uma disputa sem resolução sobre o afundamento de um navio de guerra sul coreano neste ano deixou a relação entre os vizinhos - que permanecem tecnicamente em guerra - na pior situação em muitos anos.

Na noite do dia 26 de março de 2010, o Cheonan, um navio de guerra sul-coreano, estava deixando a ilha Baengnyeong perto da fronteira marítima entre as duas Coreias no Mar Amarelo.

Uma explosão partiu o navio em dois e ele afundou. 58 marinheiros conseguiram escapar, mas 46 foram mortos.

Investigadores cogitaram que uma mina dos tempos da Guerra da Coreia pudesse ser responsável pelo incidente ou que a explosão tivesse sido causada por algum defeito no navio, mas acabaram concluindo que foi um torpedo disparado por um submarino norte-coreano que afundou a embarcação. Eles dizem ter encontrado parte do torpedo no fundo do mar com uma inscrição atribuída à Coreia do Norte.

Qual é a posição da Coreia do Norte sobre o assunto?

A Coreia do Norte nega qualquer envolvimento no episódio. O país rechaçou a conclusão dos investigadores e pediu para conduzir sua própria investigação, o que foi negado por Seul.

As possíveis razões para o ataque não foram esclarecidas, mas uma das teorias indica que o ataque poderia ter sido uma forma de Kim Jong-il conseguir o apoio do exército no momento em que ele prepara seu filho para sucedê-lo. Outras possibilidades colocam o ataque como uma ação unilateral do Exército ou ainda uma tentativa de forçar Seul a retomar antigas políticas comerciais e de auxílio ao vizinho do Norte.

Qual foi a reação internacional ao incidente com o navio?

Desde o início, Estados Unidos e Japão expressaram apoio a Seul e à declaração do Conselho de Segurança da ONU condenando a Coreia do Norte.

Após a declaração, os americanos começaram a realizar uma série de exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul no Mar do Japão. Autoridades militares dos Estados Unidos dizem que os exercícios foram planejados como uma demonstração de força à Coreia do Norte. O Japão também mandou militares para observar, o que indica um suposto apoio ao treinamento.

Os Estados Unidos também anunciaram sanções bilaterais, direcionadas ao comércio de armas e à importação de bens de luxo por Pyongyang.

Mas a China, o maior parceiro comercial e aliado da Coreia do Norte, tem constantemente pedido moderação. Pequim tem evitado tomar medidas duras contra a Coreia do Norte, por querer impedir que o regime do país vizinho entre em colapso, levando a uma perigosa instabilidade e a uma onda de refugiados cruzando a fronteira.

QUADRO-RESUMO

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sugestão de Leitura - As 100 Melhores Histórias Da Mitologia – A. S. Franchini & Carmen


Ola leitores famintos hora de embarcar nas lendas lendárias, ou melhor mitologia; A Guerra de Tróia. Os Doze Trabalhos de Hércules. A história de amor de Cupido e Psique. A desgraça de Édipo. O retorno de Ulisses a Ítaca.
As maiores batalhas do mundo antigo, o nascimento dos mais célebres heróis de então, os principais episódios envolvendo deuses e deusas do Olimpo, mortais, imortais, monstros e bestas são aqui relatados na sua forma original: com o vigor da ficção.
Nas 100 histórias que compõem este livro, as forças da natureza tomam vida, forma-se o Universo, nasce o homem, surgem os animais e explicam-se, segundo a ótica mágica da mitologia greco-romana, os primórdios da existência e da história da humanidade.
Os mitos não são mitos, mas personagens vividos e de carne e osso, que pensam, sentem e amam — tudo isso contado numa prosa acessível — e que compõem o berço da cultura ocidental.
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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Os Percalços Do Novo Fies


A reformulação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), há cinco meses. veio para facilitar a vida dos universitários reduzindo juros, aumentando o tempo de pagamento da dívida e incluindo novos bancos como agentes financeiros. Mas a mudança de operacionalização da Caixa Econômica Federal para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) trouxe dúvidas para muitas instituições de ensino. Entre elas, dificuldades de acesso ao novo sistema, o SisFies, desencontro de informações entre Caixa Econômica e Ministério da Educação, e insegurança quanto ao repasse de títulos às instituições e ao ressarcimento de mensalidades aos alunos.

Com a operação sendo realizada pelo FNDE e não mais por um agente bancário, as instituições passaram a receber um título pelos alunos matriculados com o Fies. Esses títulos podem ser trocados por dinheiro ou ser usados no pagamento de impostos. O FNDE tinha até julho para emitir os títulos às instituições e até outubro para efetuar as trocas.

Algumas instituições alegam que, apesar de o aluno ter sido aceito no programa e o financiamento aprovado pela Caixa, nem todos os repasses de títulos foram feitos pelo Ministério.


O MEC afirma que os casos são pontuais e que todos os títulos referentes ao primeiro semestre de 2010 foram emitidos. Segundo o órgão, nos dois primeiros meses do novo Fies, o FNDE emitiu certificados no valor equivalente a R$ 135 milhões para os contratos do primeiro semestre de 2010, o que somado aos contratos firmados a partir de julho deste ano representaria R$ 353 milhões em recursos disponíveis para os contratos.

Entretanto, o processo de recompra desses títulos ou autorização para que sirvam de moeda de pagamento de tributos foi iniciado pelo FNDE no final de setembro. Isso explicaria por que os alunos não receberam de volta o que pagaram no início do ano.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

15 De Novembro de 1989 – No Centenário Da República, Brasil Vai Às Urnas

Eleições 1989 - 15 DE NOVEMBRO DE1989


Nas ruas de todo o país bandeiras do Brasil eram erguidas pelas mãos de cidadãos sorridentes e eufóricos num dia de muita comemoração. A partir das oito da manhã, quando as seções eleitorais abriram suas portas, o centenário da Proclamação da República foi celebrado como se deve; numa festa democrática, dentro da qual o voto direto e secreto voltava a assumir sua função de protagonista, após passar 28 anos num papel de coadjuvante, neste teatro de máscaras da política brasileira.

Finalmente chegava o tempo em que 82 milhões de brasileiros iriam às urnas exercer sua cidadania ao escolher o próximo Presidente da República. No último pleito federal plenamente democrático, o país elegera João Goulart, em 1961, que logo seria deposto pelo golpe militar de 1964. A ditadura sobrepunha-se à democracia. As mordaças da censura calavam a voz do povo, que só seria libertado na conclusão do processo de redemocratização, fomentado pelo movimento das Diretas Já. Em novembro de 1989, o gosto da República voltava a ser doce.


eleições diretas para presidente - CPDoc JB



Três eram os principais candidatos deste tão almejado pleito: Fernando Collor de Mello, o renovador do conservadorismo, Luís Inácio Lula da Silva, o candidato das massas, e Leonel Brizola, então favorito da elite intelectual, mas duramente surpreendido após a apuração. Nos dias 15 e 16 de novembro, assim, o Brasil votou e levou ao segundo e inédito turno, Lula e Collor, abrindo uma segunda campanha eleitoral emocionante e imprevisível.

A imprensa apoiava Collor, o arrojado jovem clean, que trazia no cerne das propostas o neoliberalismo e a promessa de renovação. Lula, o sindicalista que mal terminara os estudos, tinha o apoio de Brizola mas igualmente a antipatia da classe média dado a uma suposta tendência comunista. No fim do ano, a resposta era clara. Após recuperar sua cidadania, garantida pela Constituição de 1988, o eleitorado brasileiro elegia Collor Presidente da República.

eleições diretas para presidente - CPDoc JB


Sobre o pleito, o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, ex-exilado político e criador da campanha Natal Sem Fome, em 1994, escreveu na época um artigo para o JB sobre a emoção que sentiu ao votar para presidente depois de 39 anos:

"No caminho havia no ar um gosto de democracia, uma alegria da dignidade recuperada, a seriedade do dia mais importante deste século. Entrei na sala de votação como quem entra no ventre materno, para recuperar minha identidade perdida, arrancada que foi pela força naquela tarde miseravelmente triste de 31 de março de 1964"

Unesp Vestibular 2011



Gabarito - Prova de Conhecimento Gerais
Caderno de Questões - Prova de Conhecimento Gerais
Consulta local de prova
Relação Candidato/Vaga
Consulta o status da inscrição
Resultado dos recursos da redução de taxa de inscrição
Lista de candidatos isentos da taxa de inscrição
Lista de candidatos deferidos - redução de taxa de inscrição (1/9/2010)
Critérios para solicitação de redução do valor da taxa de inscrição
Calendário
Inscrições para o vestibular: 8/9 a 8/10/2010 - No site da Vunesp ( www.vunesp.com.br )
Valor da Taxa de inscrição: R$ 110,00
Pedido de isenção: 09 a 15/8/2010 - Cadastro no site da Vunesp
Prova da 1ª fase: 14/11/2010
Resultado da 1ª fase e lista de convocados para a 2ª fase: 3/12/2010
Provas da 2ª fase: 19 e 20/12/2010
Unesp utilizará nota do Enem 2009 ou 2010
Divulgação do resultado final: 3/2/2011
Normas para o Vestibular Unesp 2011
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Atualidades70 - Entenda A Crise Do Euro

A Europa, sempre lembrada como uma região de altíssimo desenvolvimento econômico e bem-estar social, agora tem sua imagem associada a turbulências de mercado. Entenda como o descontrole das contas públicas e as particularidades políticas do continente conduziram a zona do euro a uma crise financeira que levará anos para ser totalmente superada.

1. Por que a Europa passa por uma crise?

A formação de uma crise financeira na zona do euro deu-se, fundamentalmente, por problemas fiscais. Alguns países, como a Grécia, gastaram mais dinheiro do conseguiram arrecadar por meio de impostos nos últimos anos. Para se financiar, passaram a acumular dívidas. Assim, a relação do endividamento sobre PIB de muitas nações do continente ultrapassou significativamente o limite de 60% estabelecido no Tratado de Maastricht, de 1992, que criou a zona do euro. No caso da economia grega, exemplo mais grave de descontrole das contas públicas, a razão dívida/PIB é mais que o dobro deste limite. A desconfiança de que os governos da região teriam dificuldade para honrar suas dívidas fez com que os investidores passassem a temer possuir ações, bem como títulos públicos e privados europeus.

2. Quando os investidores passaram a desconfiar da Europa?

Os primeiros temores remontam 2007 quando existiam suspeitas de que o mercado imobiliário dos Estados Unidos vivia uma bolha. Temia-se que bancos americanos e também europeus possuíam ativos altamente arriscados, lastreados em hipotecas de baixa qualidade. A crise de 2008 confirmou as suspeitas e levou os governos a injetarem trilhões de dólares nas economias dos países mais afetados. No caso da Europa, a iniciativa agravou os déficits nacionais, já muito elevados. Em fevereiro de 2010, uma reportagem do The New York Times revelou que a Grécia teria fechado acordos com o banco Goldman Sachs com o objetivo de esconder parte de sua dívida pública. A notícia levou a Comissão Européia a investigar o assunto e desencadeou uma onda de desconfiança nos mercados. O clima de pessimismo foi agravado em abril pelo rebaixamento, por parte das agências de classificação de risco, das notas dos títulos soberanos de Grécia, Espanha e Portugal.

3. Quais países se encontram em situação de risco na Europa e por quê?

Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha - que formam o chamado grupo dos PIIGS - são os que se encontram em posição mais delicada dentro da zona do euro, pois foram os que atuaram de forma mais indisciplinada nos gastos públicos e se endividaram excessivamente. Além de possuírem elevada relação dívida/PIB, estes países possuem pesados déficits orçamentários ante o tamanho de suas economias. Como não possuem sobras de recursos (superávit), entraram no radar da desconfiança dos investidores. Para este ano, as projeções da Economist Intelligence Unit apontam déficits/PIB de 8,5% para Portugal, 19,4% para Irlanda, 5,3% para Itália, 9,4% para Grécia e 11,5% para Espanha.

4.Por que o bloco europeu não consegue regular sua política fiscal como os Estados Unidos, por exemplo?

Apesar de ter um órgão responsável pela política monetária, o Banco Central Europeu (BCE), que estabelece metas de inflação e controla a emissão de euros, a União Européia não dispõe de uma instituição única que monitora e regula os gastos públicos dos 16 países-membro. Dessa maneira, demora a descobrir os desleixos governamentais e, quando isso acontece, inexistem mecanismos austeros de punição. Em 1999, os países da região encerraram um ciclo de discussões chamado Pacto de Estabilidade e Crescimento. Em resumo, as nações comprometeram-se com a questão do equilíbrio fiscal. Àquelas altamente endividadas ficou a imposição de apresentar ‘planos de convergência’ para patamares de dívida mais aceitáveis. As sanções seriam recolhimentos compulsórios e multas. Contudo, sua aplicação não seria automática, ficando na dependência de uma avaliação pelo Conselho Europeu. A política mostrou-se insuficiente para controlar os gastos públicos dos PIIGS.

5.A crise financeira pode afetar a economia real da Europa?

A desconfiança em relação à Europa pode disseminar pânico no mercado e fazer com que bancos fiquem excessivamente cautelosos ou até parem de liberar crédito para empresas e clientes. Os investidores, ao venderem ações e títulos europeus, provocam fuga de capitais da região. Sem poder provocar uma maxidesvalorização do euro, haja vista que isso prejudicaria aqueles países que têm as contas controladas, a opção é impor sacrifícios à população, como corte de salários e congelamento de benefícios sociais. Tudo isso implica menos dinheiro para fazer a economia girar - justo num momento em que a zona do euro precisa crescer e aumentar sua arrecadação para diminuir o endividamento. O risco é a criação de um círculo vicioso, em que uma estagnação ou, até mesmo, uma recessão, prejudique os esforços de ajuste fiscal - o que levaria a medidas de austeridade ainda mais severas, mais recessão, e assim por diante. Num segundo momento, a Europa, como um dos maiores mercados consumidores do mundo, diminuiria o ritmo de importação de bens e serviços e prejudicaria a dinâmica econômica global.

6. Por que o euro se desvaloriza?

A possibilidade de que governos e empresas da região tornem-se insolventes faz com boa parte dos investidores simplesmente não queira ficar exposta ao risco de ações e títulos europeus. Na primeira metade do ano, o que se viu foi um movimento de venda destes papéis e fuga para ativos considerados seguros, como os títulos do Tesouro norte-americano. Tal movimento, de procura por dólares e abandono do euro, fez com que a cotação da moeda européia atingisse valores historicamente baixos. As moedas também refletem o vigor das economias. Assim, argumentam os analistas, a tendência de longo prazo é de fortalecimento do dólar e das moedas dos países emergentes (real inclusive), enquanto a Europa não conseguir resolver seus problemas fiscais e criar condições para um crescimento econômico mais acentuado.

7. O que foi feito para evitar a derrocada do euro?

Dois pacotes de socorro foram aprovados com o intuito de ganhar tempo para a tarefa de reorganizar as contas dos países mais endividados e restabelecer a confiança dos investidores na região. O primeiro voltava-se exclusivamente à Grécia e somou cerca de 110 bilhões de euros. O montante, levantado pelo Fundo Monetário Internacional (€ 30 bilhões) e pelos governos dos países da zona do euro (€ 80 bilhões), deve ser liberado de forma progressiva num prazo de três anos. O segundo foi a constituição de um fundo emergencial de 750 bilhões de euros para situações de crise na União Européia. Qualquer país da região estaria apto a recorrer a ele. A maior parte, € 500 bilhões, virá de países europeus e o restante, € 250 bilhões, do FMI.