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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

MEC divulga os aprovados para as bolsas de estudo do Prouni

24/01/2013 08h13 - Atualizado em 24/01/2013 08h51

MEC divulga os aprovados para as bolsas de estudo do Prouni

Estudantes têm até o dia 31 para apresentar documentos.
Sistema registrou recorde de 1,03 milhão de inscritos para 162 mil bolsas.



Do G1, em São Paulo



O Ministério da Educação disponibilizou na manhã desta quinta-feira (24) o sistema de consulta dos candidatos pré-selecionados no Programa Universidade para Todos (ProUni). Acesse o sistema do Prouni.
Para saber se obteve uma das 162.329 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, o estudante deve inserir o número de inscrição e a senha do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) e digitar os caracteres que aparecem na tela.

O prazo para matrícula na instituição de ensino e apresentação dos documentos nas instituições de ensino vai até o dia 31. Estes documentos devem comprovar as informações prestadas na ficha de inscrição, entre eles os comprovantes de rendimentos. Para concorrer à bolsa integral (100% do valor da mensalidade), o candidato deve comprovar renda familiar por pessoa até um salário mínimo e meio (R$ 1.017). Para as bolsas parciais (50% do valor da mensalidade), a renda familiar deve ser até três salários mínimos (R$ 2.034) por pessoa. Veja a lista de documentos necessários



Acesso ao resultado está na página inicial do site do Prouni (Foto: Reprodução) 
Acesso ao resultado está na página inicial do site
do Prouni
(Foto: Reprodução)


Ao receber a documentação entregue pelo candidato, a instituição deve, obrigatoriamente, entregar o Protocolo de Recebimento de Documentação do Prouni. Contudo, o candidato deve ficar atento, pois esse procedimento não afasta eventual exigência de entrega de documentos adicionais caso seja julgado necessário pelo coordenador do Prouni na instituição. No dia 8 de fevereiro será feita a segunda chamada de pré-selecionados, com prazo para matrícula e comprovação de informações até o dia 19.


VEJA O CALENDÁRIO DO PROUNI

  • 24/01 - Resultado da 1ª chamada
  • 24/01 a 31/01 - Comprovação de informações - 1ª chamad
  • 08/02 - Resultado da 2ª chamada
  • 08/02 a 19/02 - Comprovação de informações - 2ª chamada
  • 24/02 e 25/02 - Prazo para participar da Lista de Espera
  • 28/02 - 1ª convocação dos candidatos em lista de espera pelas instituições
  • 28/02 a 05/03 - Comprovação de informações - 1ª convocação lista de espera
  • 08/03 - 2ª convocação dos candidatos em lista de espera pelas instituições 
  • 08/03 a 13/03 - Comprovação de informações - 2ª convocação lista de espera


    Bolsas do Prouni por estado (Foto: Divulgação/MEC)
                          Bolsas do Prouni por estado (Foto: Divulgação/MEC)


    Ao fim das duas chamadas, os candidatos não pré-selecionados, ou aqueles que foram pré-selecionados em cursos sem formação de turma, podem manifestar interesse em fazer parte da lista de espera, que será usada pelas instituições participantes do programa para a ocupação das bolsas eventualmente ainda não ocupadas.
    O período para manifestação de interesse na lista irá de 24 a 25 de fevereiro. Ao fim desse prazo, serão feitas duas convocações dos integrantes. A primeira, em 28 de fevereiro, com prazo para comprovação de documentos e matrícula até 5 de março. A segunda, em 8 de março, com prazo até o dia 13 de março. 

    Fonte: G1.com

Dança e arquitetura encerram provas específicas do vestibular da Unicamp


23/01/2013 09h05 - Atualizado em 23/01/2013 09h05

Dança e arquitetura encerram provas específicas do vestibular da Unicamp

Alunos farão exames em horários diferentes nesta quarta-feira (23).
Resultado geral será divulgado no dia 4 de fevereiro, segundo a Comvest.

Do G1 Campinas e Região
Os exames de habilidades específicas do vestibular 2013 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) terminam nesta quarta-feira (23) em Campinas (SP). Os candidatos aos cursos de dança e arquitetura fazem as provas em horários determinados. De dança as provas seguem das 8h à 12h. De arquitetura das 16h às 17h30.  As orientações estão disponíveis no site da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest).
As respostas esperadas para as questões das provas de Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas e Artes, de Língua Inglesa e de Ciências da Natureza podem ser consultadas nos links abaixo.

Matrícula
A chamada para matrícula virtual será divulgada no dia 4 de fevereiro. Os convocados devem efetivá-la nos dias 5 e 6 de feveiro em formulário específico no site da Comvest.

Para o vestibular 2013 estão previstas 11 chamadas. As notas e a classificação dos candidatos na segunda fase serão divulgadas no dia 7 de fevereiro.

Fonte: G1.com

UFG divulga resultado da 1ª fase do vestibular 2013/1; confira lista


23/01/2013 16h17 - Atualizado em 23/01/2013 17h54

UFG divulga resultado da 1ª fase do vestibular 2013/1; confira lista

Foram convocados 10.358 candidatos para a segunda etapa.
Estudantes farão provas discursivas nos dias 3 e 4 de fevereiro.

Do G1 GO
 
A Universidade Federal de Goiás divulgou, na tarde desta quarta-feira (23), o resultado da primeira fase do vestibular 2013/1. Foram convocados 10.358 candidatos para a segunda etapa. Clique aqui para conferir a lista.

Os candidatos classificados farão as provas discursivas, da segunda fase, nos dias 3 e 4 de fevereiro. O resultado final está previsto para o dia 17 de março.


Fonte: G1.com

Estudo sobre o Prouni em SP mostra que renda cresceu em 73% dos casos


23/01/2013 07h00 - Atualizado em 23/01/2013 13h24

Estudo sobre o Prouni em SP mostra que renda cresceu em 73% dos casos

Doutora pela PUC-SP entrevistou 150 ex-bolsistas do programa do MEC.
Na maioria dos casos, diploma dos egressos é o primeiro da família.

Ana Carolina Moreno Do G1, em São Paulo

Uma pesquisa com ex-bolsistas do Programa Universidade para Todos (Prouni) em São Paulo mostrou que quase três quartos deles conseguiram aumentar sua renda após concluir o curso de graduação. De acordo com Fabiana Costa, doutora em educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), foram entrevistados 150 jovens que se formaram no ensino superior entre 2010 e 2011, para identificar o impacto que a bolsa de estudo teve na inserção dos egressos no mercado de trabalho e na melhoria de sua condição socioeconômica.
O Prouni distribui bolsas de estudos para estudante de baixa renda em faculdades particulares. O prazo de inscrição foi fechado nesta segunda-feira (21). Foram inscrtitos 1,03 milhões de candidatos para mais de 162 mil bolsas. A primeira convocação dos selecionados será nesta quinta-feira (24).

 A pesquisa foi tema de sua tese de doutorado, defendida em novembro do ano passado, e apresentada no último fim de semana no 14º Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb) da União Nacional dos Estudantes (UNE) em Recife (PE). Na pesquisa, 73,4% afirmaram que, depois de se formarem, conseguiram aumentar sua renda em relação à época em que ingressaram no ensino superior. Dentro deste grupo, 10,5% tiveram o salário incrementado entre 71% e 100%, e 27,9% mais do que dobraram a renda (em relação ao total de participantes, Fabiana afirmou que 18,6% aumentou a renda em mais do que 100%).
A pesquisadora explicou ao G1 que o universo da pesquisa abordou o mercado de trabalho e e a condição sócioeconômica relativos à cidade de São Paulo. "A realidade foi feita com base na capital. A pesquisa é feita dentro de um determinado contexto e um determinado tempo", disse.


PESQUISA SOBRE EGRESSOS DO PROUNI

Universo: 150 bolsistas do programa que concluíram a graduação entre 2010 e 2011 em São Paulo

Inserção no mercado de trabalho: 85% deles afirmaram que estão trabalhando; desses, 64% têm carteira assinada e renda de um a cinco salários mínimos

Nível socioeconômico familiar: 81% das mães e 91% dos pais dos bolsistas entrevistas não têm diploma universitário

Melhoria da renda: Após conquistar o diploma, 73,4% dos entrevistados conseguiram aumentar sua renda. Dos 150 participantes, 18,6% conseguiu mais que dobrar sua renda

Fonte: Pesquisa "O Prouni e seus egressos: uma articulação entre educação, trabalho e juventude", de Fabiana Costa, PUC-SP


Outro número destacado por ela tem a ver com a utilidade do diploma conquistado por meio das bolsas de estudo integrais ou parciais. De acordo com a pequisa, 72,6% dos 150 bolsistas entrevistados afirmaram que, atualmente, estão trabalhando na área em que se formaram no ensino superior. O número de estudantes no mercado de trabalho antes e depois de receberem a bolsa se manteve em 85%. Desses, 64% dos egressos tinham carteira assinada e renda de um a cinco salários mínimos.
O Prouni foi criado pelo Ministério da Educação em 2004 com o objetivo de oferecer bolsas de estudos integrais ou parciais em instituições privadas de educação superior a estudantes com renda de até três salários mínimos.
A seleção é feita exclusivamente pela internet, e as inscrições para o processo seletivo do primeiro semestre de 2013 foram encerradas na noite de segunda-feira (21). Nesta edição, são oferecidas 162.329 bolsas distribuídas em 12.159 cursos de 1.078 instituições.


Primeiro diploma da família
 
Um dos dados da pesquisa de Fabiana que melhor definem o perfil socioeconômico dos egressos do Prouni entrevistados é o fato de que o diploma universitário deles foi o primeiro da família. "Os dados mostram que 81% das mães e 91% dos pais dos entrevistados só têm o ensino médio", afirmou Fabiana.

A educação formal dos pais e das mães dos bolsistas é parecida: 39% dos pais tinha fundamental incompleto, e 23% chegaram a concluir o ensino médio. No caso das mães, 36,6% delas abandonou a rede de ensino sem terminar o ensino fundamental, e 21,9% chegaram ao fim do ciclo básico.

Fabiana Costa, doutora em educação pela PUC-SP, apresente sua tese de doutorado sobre o Prouni em congresso da UNE (Foto: Divulgação/UNE) 
Fabiana Costa, doutora em educação pela PUC-SP, apresenta sua tese em evento da UNE
(Foto: Adolfo Sonteria/Divulgação/UNE)
 
Além disso, 6% das mães e 5% dos pais dos estudantes que responderam às perguntas não sabem ler nem escrever.
"Os egressos enxergam o Prouni como porta de entrada e oportunidade de concluir a graduação", disse a pesquisadora.
 
Falta assistência e sobra burocracia

Fabiana, que há anos se dedica a pesquisar o programa do MEC, e publicou um livro com sua dissertação de mestrado concluída em 2008, na qual pesquisou a realidade dos bolsistas durante a graduação, afirmou que muitos dos ex-bolsistas entrevistados para sua tese de doutorado apontaram no Prouni os mesmos problemas que ela havia escutado há mais de cinco anos.

O principal deles é a falta de assistência estudantil aos estudantes, o que dificulta sua permanência na instituição. "Poderia haver mais bolsas e auxílio para esses alunos de graduação, por serem de baixa renda", sugeriu ela.
Além disso, muitos deles afirmaram que as instituições participantes do Prouni oferecem cursos de baixa qualidade "em termos de conteúdo" e nos quais, em muitos casos, o bolsista decide se matricular por falta de opção. "O Prouni tem essa lacuna: O aluno não tem a opção de escolher muito, vai fazer o curso que conseguiu na segunda ou terceira chamada, se esforça e se dedica para isso."

"Os egressos enxergam o Prouni como porta de entrada e oportunidade de concluir a graduação"
                                                                                             Fabiana Costa, pesquisadora da PUC-SP
                                                                                                                
 
O excesso de burocracia é outro fator de reclamação dos estudantes. A bolsa integral custeia todo o valor da mensalidade e é destinada a candidatos que tenham renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo. Já a parcial custeia 50% da mensalidade e é oferecida a quem possui renda familiar per capita de até três salários mínimos.
Porém, o programa exige a comprovação de renda todos os semestres, não só no semestre de ingresso do bolsista. Fabiana conta que, quando fazia seu mestrado, escutou casos de estudantes que perderam a bolsa por causa de uma melhoria na renda familiar, mas isso faz com que, por exemplo, muitos bolsistas evitem conseguir um estágio na área em que estudam com medo de perder a bolsa.
No formulário de entrevistas para o seu doutorado, ela afirmou ter lido mais depoimentos sobre esse tipo de limitação. "Se o programa é para ajudar, por que ele vai perder a bolsa?", questiona.

Fonte: G1.com

Fuvest e Unicamp repetem lista de livros obrigatórios no vestibular 2014

23/01/2013 16h34 - Atualizado em 23/01/2013 17h32

Fuvest e Unicamp repetem lista de livros obrigatórios no vestibular 2014

Lista unificada foi divulgada na tarde desta quarta-feira (23).
Veja os títulos dos nove livros que cairão nas provas da USP e da Unicamp

Do G1, em São Paulo

A Fuvest divulgou, na tarde desta quarta-feira (23), a lista unificada de obras de leitura obrigatória para os processos seletivos para 2014 da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
De acordo com a assessoria de imprensa da Fuvest, o Conselho de Graduação (CoG) da USP manteve, durante reunião realizada no dia 15 de janeiro, a lista de livros obrigatórios no último vestibular. Veja a relação:

VEJA OS LIVROS COBRADOS NOS VESTIBULARES DA FUVEST E DA UNICAMP

Vestibulares da Fuvest e Unicamp terão quatro livros novos (Foto: TV Globo/Reprodução)
 
 
'Viagens na minha terra'
Autor: Almeida Garrett
Ano: 1846

É uma obra que mistura um relato de viagens com diário e a história da literatura portuguesa. Quando D. Pedro I volta a Portugal e assume o trono cria-se um período progressista de liberdade, Garrett volta do exílio e escreve a obra. Ele vai defender o governo e insere dentro do livro uma noveleta “A menina dos rouxinóis”, tragédia que mistura ficção e realidade.


 





 









'Til'
Autor: José de Alencar
Ano: 1872

Segundo o professor Marcílio Gomes Júnior, do cursinho Oficina do Estudante, de Campinas, “Til”é um romance regionalista, de fazenda. Ele desdobra dramas do interior do Brasil com uma trama, uma das especialidades de José de Alencar.







'Memórias de um sargento de milícias'
Autor: Manuel Antônio de Almeida
Ano: 1854

A obra traz histórias de amor e aventura. Segundo Marcílio, existem elementos no livro que permitem considerá-lo uma obra romântica. No entanto, ele não se enquadra no figurino romântico tradicional.



 
'Memórias póstumas de Brás Cubas'
Autor: Machado de Assis
Ano: 1880

Veja no vídeo abaixo detalhes da vida e da obra literária de Machado de Assis, que teve seu centenário comemorado em 2008.





 'O cortiço'
Autor: Aluísio Azevedo
Ano: 1890

O romance "O Cortiço", de Aluísio Azevedo, enquadra-se no Realismo de pendência naturalista de fins do século XIX. A obra tem como característica a sexualização dos enredos e a animalização dos personagens.




 'A cidade e as serras'
Autor: Eça de Queirós
Ano: 1901

O romance, que narra a história do personagem Jacinto, faz parte da terceira fase da carreira do autor realista português Eça de Queirós.






 'Vidas secas'
Autor: Graciliano Ramos
Ano: 1938

A obra de Graciliano Ramos pertence à segunda fase do Modernismo. O autor retrata uma família de retirantes na seca nordestina. A partir de cada um dos personagens, o escritor expõe os dilemas do ser humano.





'Capitães da areia'
Autor: Jorge Amado
Ano: 1937

A obra de Jorge Amado retrata a realidade urbana de um grupo de meninos de rua. O autor, um dos escritores brasilerios mais lidos, propõe uma reflexão sobre a vida de menores abandonados.




'Sentimento do mundo'
Autor: Carlos Drummond de Andrade
Ano: 1940

Este livro “Sentimento do mundo” foi publicado em plena Segunda Guerra Mundial. É uma visão universal dos dramas humanos que estava se passando em termos de inquietude, fragilidade e insegurança diante da guerra, não só o Brasil, mas todo o mundo.

Observação: Para ver os vídeos das obras, clique no link abaixo:

http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/01/fuvest-e-unicamp-repetem-lista-de-livros-obrigatorios-no-vestibular-2014.html


Fonte: G1.com


 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Novo reitor da Unesp diz que vai dar condições de igualdade aos cotistas


22/01/2013 14h00 - Atualizado em 22/01/2013 14h57

Novo reitor da Unesp diz que vai dar condições de igualdade aos cotistas

Em entrevista ao G1, Julio Durigan fala do projeto de cotas na universidade.
Ele diz que Enem precisa melhorar muito para substituir vestibular.


Vanessa Fajardo Do G1, em São Paulo
Julio Durigan, de 58 anos, é o reitor da Unesp (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)Julio Durigan, de 58 anos, é o reitor da Unesp (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)
Recém-empossado reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) – ele era vice-reitor, mas exerceu o cargo de reitor em exercício entre 2010 e 2012, depois que Herman Voorwald foi nomeado secretário estadual da Educação –, o agrônomo Julio Cezar Durigan, de 58 anos, recebeu a reportagem do G1 para falar sobre os desafios de estar à frente de uma das mais importantes instituições de ensino do país. Durigan fez críticas ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que, segundo ele, precisa ainda de ajustes, e destacou o projeto das universidades estaduais de São Paulo (Unesp, USP e Unicamp) em criar o seu próprio sistema de cotas.

Em dezembro, o governo de São Paulo anunciou um programa que pretende garantir reserva de 50% das vagas de cada curso e cada turno das universidades estaduais paulistas para estudantes vindos de escolas públicas, a partir de 2014. Ao contrário da lei de cotas do governo federal, que coloca os estudantes cotistas diretamente nas universidades, a proposta paulista prevê a criação de um curso de capacitação destes alunos, no sistema de "college", antes de iniciar a graduação. A proposta precisa ainda ser analisada e aprovada pelos conselhos das universidades.
"Chegou-se à conclusão que deveria se pensar rapidamente em um sistema que trouxesse algumas correções dos problemas que vimos na proposta federal", afirma Durigan. "Nossa ideia é dar condições para que esse aluno venha melhor formado para entrar na universidade. De que jeito? Fazendo algo que seja interessante para a vida dele, um curso de formação, com certificação, de forma que, se não quiser para universidade após este curso, ele pode ir para o mercado de trabalho."

"Queremos que os cotistas tenham o mesmo nível dos alunos que entram pelo vestibular. A política federal não prevê isso"

Julio Cezar Durigan, reitor da Unesp
Segundo o novo reitor, metade dos cotistas vai passar por esse college e o restante cada universidade vai estabelecer um critério para recebê-los. "Queremos que os cotistas tenham o mesmo nível dos alunos que entram pelo vestibular. A política federal não prevê isso. Vamos ter um aluno na medicina que é de altíssimo nível e outro que é baixíssimo nível. Os dois vão estar na mesma sala, fazendo o mesmo curso. Se não dermos condições para que eles se aproximem, vamos ter problemas na sala de aula, não adianta dizer que não. O governo estadual e o Cruesp [Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo] pensaram nisso: vamos melhorar o nível dos cotistas."
"A gente quer fazer a inclusão social de forma que os cotistas tenham condições de acompanhar o curso oferecido e se forme em igualdade de condições. O que vai ser muito difícil de ser feito no federal", diz.

Quanto à utilização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o reitor afirma que não pode correr o risco de optar por “um sistema que está tendo problemas a cada ano”. "O Enem é uma boa ideia de seleção geral, mas não tem a estabilidade que precisamos. Quando tiver, podemos tentar adotá-lo. Temos um nome a zelar."
"Existe a possiblidade de um dia substituir o vestibular. Mas esse ‘um dia’ talvez não esteja muito próximo. Por quê? Temos uma estrutura de vestibular consagrada, conceituada, com qualidade de seleção muito boa, compatível com que queremos nos nossos cursos. Nosso vestibular há anos vem sendo feito com uma qualidade muito boa, posso falar pela Unicamp e USP também", afirma Durigan.


Durigan com o secretário Herman  (Foto: Chello Fotógrafo/Unesp) 
Durigan com o secretário Herman (Foto: Chello Fotógrafo/Unesp)
Reitor viu a Unesp nascer
 
Nascido em Taiúva, cidade de pouco mais de 5.000 habitantes, no interior de São Paulo, Durigan sempre estudou na rede pública de ensino. Foi para a cidade de Jaboticabal cursar o ensino médio, onde também aos 17 anos ingressou na então Faculdade de Agronomia, que anos depois se transformaria em um dos institutos da Unesp. Mais tarde tornou-se professor da mesma instituição. Lembra, com carinho, do dia da inauguração da Unesp. Estava na cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, há quase 37 anos, quando o governador Paulo Egydio Martins anunciou a criação da terceira universidade pública em São Paulo - no começo uma fusão de 14 institutos já existentes.  

Durigan fez mestrado, doutorado e livre docência em agronomia, e pesquisou a área de ervas daninhas. Nenhum dos três filhos seguiu sua profissão - são advogados. Nunca se imaginou reitor da universidade em que estudou a vida toda. No entanto, agora, de posse do cargo, aposta que a Unesp, a caçula das universidades paulistas, em até duas décadas estará no mesmo patamar da Universidade de São Paulo (USP), uma das mais respeitadas da América Latina.
A Unesp conta com cerca de 3.500 professores, mais de 45.000 alunos de quase 300 cursos de graduação e pós-graduação, em 24 cidades do estado de São Paulo. Durigan diz que um dos seus objetivos será agregar características de sustentabilidade na nossa infraestrutura para os projetos novos e reformas. "Vamos coletar água de chuva, instalar células que captem energia solar. Queremos prédios com projetos que permitam boa ventilação para não ligar o ar condicionado nas áreas comuns. Boa luminosidade natural, para não acender as luzes o dia todo."
Segundo ele, a universidade precisa ser exemplo. "Demoramos 40 ou 50 anos para ser cobrados no quesito acessibilidade porque tem poucas pessoas no contexto geral da população que precisam da acessibilidade. Por isso a cobrança veio ao longo de um tempo maior. Já a sustentabilidade interessa a população toda. A cobrança vai ser mais pesada em curto espaço de tempo. A universidade tem de antever isso e vir como exemplo."

A Unesp era uma universidade desacreditada, ninguém botava fé no modelo. Na época a USP era a senhora USP, a Unicamp era nova, mas já tinha quase 20 anos e já era estruturada, e a Unesp era uma bebezinha."
Julio Cezar Durigan, reitor da Unesp.
Novos cursos de engenharia

A Unesp está implantando 11 cursos de engenharia em parceria com o governo estadual. Durigan diz que a universidade deve também passar por um processo de internacionalização. "Temos um projeto que vai investir 7,5 milhões neste ano para isso. Não dá para deixar a Unesp ‘separadinha’ do restante do mundo." Durigan diz que a meta é mandar para o exterior cerca de 700 alunos da Unesp por ano. "Temos convênio com 235 universidades de 50 países. Vamos oferecer 60 disciplinas em inglês na pós e na graduação."

O reitor diz que para o universitário, ir para o exterior é experiência de vida e oportunidade de conhecimento. Ele classifica o programa de intercâmbio do governo federal, Ciencia sem Fronteiras, como um "divisor de águas". "Muitos meninos bons ficarão no exterior? Sim, vai ocorrer, mas vai ter um retorno grande de estudantes que voltarão para o Brasil com outra visão. O país vai ganhar mais do que perder."

Unesp em números
Cidades 24
Faculdades e institutos 34
Cursos de graduação 179
Cursos de pós-graduação 118
Alunos de graduação 35.929
Alunos de pós-graduação (stricto sensu) 10.705
Professores 3.543
Fonte: Anuário estatístico 2011


Desafio maior
Outro desafio será dar mais visibilidade à universidade. Segundo Durigan, a Unesp era uma universidade desacreditada. "Na época a USP era a senhora USP, a Unicamp era nova, mas já tinha quase 20 anos e já era estruturada, e a Unesp era uma bebezinha. E agora em 36 anos a Unesp está na cabeça dos rankings, como as melhores do mundo."

Ele destaca que a Unesp é a primeira entre as maiores (com mais de 100 cursos) avaliadas no Enade [Exame Nacional de Desempenho de Estudantes], a segunda no Guia do Estudante com maior número de cursos estrelados, é a segunda com maior número de doutores formados por ano e programas de pós-graduação.
"Em muitos quesitos já passamos a Unicamp que estava sempre na nossa frente. E a Unesp dentro de 10 e 15 anos, talvez seja a primeira do Brasil, vai estar disputando com a USP. Nós crescemos muito rapidamente e ganhamos qualidade."

Fonte: G1.com

Mais de 23% das bolsas do Prouni são para graduação a distância

22/01/2013 06h00 - Atualizado em 22/01/2013 06h00

Mais de 23% das bolsas do Prouni são para graduação a distância

Segundo o MEC, 37.783 bolsas são para a graduação não presencial.
Maioria das bolsas nesta modalidade cobre 100% da mensalidade.


Quase um quarto das bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni) oferecidas no primeiro semestre de 2013 são para cursos de graduação a distância. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação, 37.783 das 162.329 vagas em instituições privadas de ensino superior custeadas parcial ou integralmente pelo governo federal estão alocadas em opções de cursos não presenciais. Isso equivale a 23,3% do total.


O MEC não informou a quantidade de vagas disponíveis pelo Prouni na modalidade a distância na edição do primeiro semestre de 2012, nem quais são as instituições que mais oferecem vagas neste tipo de curso.
De acordo com os dados de 2013, e considerando apenas as 108.686 bolsas de 100% do valor da mensalidade, a porcentagem de vagas em cursos a distância sobe para 29,8%: são oferecidas 32.420 bolsas nesta modalidade.
A grande maioria das vagas em cursos não presenciais neste ano é de bolsas integrais: 85,8%. O número absoluto de bolsas parciais em cursos a distância é de 5.363, ou 10% das 53.643 oferecidas pelo Prouni em todas as modalidades.
O programa é uma alternativa para estudantes de baixa renda que não conseguiram ser aprovados para as vagas em instituições federais de ensino superior pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) estudarem em uma faculdade particular com bolsa de estudos paga pelo governo.

Inscrições encerradas

O sistema encerrou as inscrições de candidatos para concorrerem a bolsas de estudo parciais e integrais na segunda-feira (21). Até as 12h da segunda, o sistema havia recebido a inscrição de mais de 877.002 candidatos, segundo balanço divulgado pelo Ministério da Educação.

Foram registradas 1.701.312 inscrições, já que cada candidato pode se inscrever em até duas opções de curso.
O programa oferece bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior para estudantes de baixa renda. O número de bolsas para este primeiro semestre aumentou desde que o governo fez o primeiro anúncio. Subiu de 144.629 para 162.329 bolsas distribuídas em 12.159 cursos de 1.078 instituições de todo o país.
São Paulo é a unidade da federação que oferece mais bolsas, as instituições paulistas oferecem 56.289 bolsas, sendo 33.824 integrais e 22.465 parciais (50% da mensalidade). Além de São Paulo, Minas Gerais, com 17.923 bolsas, e Paraná, com 12.671, são os estados com maior oferta.
A primeira chamada do processo seletivo do Prouni será divulgada na quinta-feira (24). O estudante pré-selecionado deverá entregar os documentos na respectiva instituição para fazer a matrícula entre os dias 24 e 31. A segunda chamada será no dia 8 de fevereiro, com matrículas entre 8 e 19 de fevereiro.

Fonte: G1.com