Estudantes vão representar o Brasil em olimpíada de ciências na Índia
Grupo formado por seis alunos vai embarcar neste sábado (30).
Competição terá prova em teste, dissertativa e parte prática.
Para chegar à equipe internacional, os brasileiros encararam várias provas como seletiva. Na última etapa, havia 200 candidatos, entre os quais os seis foram escolhidos. A concorrência acirrada deve se manter na Índia, onde eles vão participar de três dias seguidos de competições com alunos do mundo todo.
Matheus Camacho, de 15 anos, é o veterano do grupo (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)
O Brasil participa da ISJO desde 2004. No ano passado, quando a competição foi realizada no Irã, o time brasileiro voltou para casa com seis medalhas. Também ficou em primeiro lugar na fase experimental.
"A expectativa é de que a equipe faça um excelente papel. Fizemos uma semana de treinamento intensivo, e eles foram muito bem nos simulados. Vamos disputar com países como China, Rússia, Coreia que têm níveis de ensino altíssimos e o Brasil tem conseguido competir à altura. Temos grandes chances de fazer bonito lá fora, e mostrar que o Brasil não é só o país do futebol", afirma Ronaldo Fogo, coordenador das turmas olímpicas de física do Objetivo.
O veterano da turma é Matheus Camacho, aluno do 9º do ensino fundamental do Colégio Objetivo, que disputou a ISJO no ano passado no Irã e levou medalha de prata na prova teórica e ouro na prática. "A equipe deste ano também está muito boa, vai ser legal, não costumo ficar muito nervoso, também vou ter a missão de passar calma para o grupo", diz.
Outro expert na equipe brasileira é Lucca, de Fortaleza, que já tem no currículo três medalhas de competições internacionais. Uma conquistada em Moçambique e duas na Argentina. "Estou um pouco ansioso, mas o time está bem preparado."
Rodolfo admite a ansiedade e a tensão perante os competidores asiáticos que tradicionalmente são excelentes em ciências exatas, mas afirma estar otimista por um bom desempenho brasileiro. O grande incentivador de Rodolfo, é seu pai, o professor de química José Rodolfo de Farias Filho, de 47 anos, vai acompanhar a equipe na viagem para a Índia.
Primeiro voo
Letícia e Leonardo farão neste sábado o primeiro voo de suas vidas, e por isso, tentam controlar a ansiedade. "Estou animada, esta vai ser uma oportunidade única", diz Letícia, que começou a participar de olimpíadas há três anos.
"Acho que a alimentação vai mudar bastante, veremos arquitetura, construções e costumes muito diferentes, vai ser interessante essa troca de cultura. Vai dar para conhecer gente de todo mundo", afirma Leonardo, aluno do Objetivo e bolsista do Ismart. Também vai ser sua estreia em competições internacionais - ele possui pelo menos 15 medalhas em olimpíadas, mas ainda não tinha tido a chance de disputar fora do Brasil.
"As olimpíadas trazem novos desafios, eu gosto de estudar e os conteúdos são mais avançados e instigantes. Fico com mais vontade de entender. Além disso nas competições dá para conhecer pessoas novas com interesses parecidos", diz Leonardo.
Fonte: G1.com
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