A pena de morte também é conhecida como pena capital e consiste numa
sentença aplicada pelo poder judiciário – composto por juízes com a
capacidade de julgar um cidadão – e que consiste na execução de um
indivíduo condenado pelo estado. Segundo o site penademorte.info,
atualmente 96 países do globo aboliram a pena de morte para todos os
crimes, 34 não aboliram as leis que dizem respeito à pena de morte,
porém não executaram prisioneiros nos últimos dez anos. Todavia, 58
nações seguem condenando e executando seus prisioneiros. Embora nenhum
estado membro da União Europeia aplique pena de morte, até o final dos
anos 70, a França ainda mandava prisioneiros para a guilhotina.
Embora muitas pessoas não saibam, o Brasil é o único país de língua
portuguesa que prevê a pena de morte em sua constituição. A pena capital
no Brasil é prevista para crimes militares e somente em tempos de
guerra. A lista de crimes que podem ser punidos com o fuzilamento, em
caso de guerra, está especificada no Código Penal Militar e vão do
favorecimento do inimigo à espionagem.
Entre os países com sistemas políticos democráticos, os EUA e o Japão
são os únicos que ainda utilizam esse tipo de punição para seus
prisioneiros. Entre os vários países ainda são adeptos da pena de morte
para crimes comuns figuram a China, o Irã e Belarus. Belarus é o
último país da Europa e da antiga União Soviética que continua
realizando execuções e é alvo de uma intensa campanha da Anistia
Internacional para que as execuções sejam suspensas. Em 2007, a
Organização das Nações Unidas aprovou uma moratória impulsionada pelos
países da União Europeia, especialmente pela Itália. O documento foi
aprovado com o voto de 99 países – inclusive do Brasil – e expressa a
crescente preocupação da ONU com as execuções. A moratória ainda
incentiva os países a suspenderem a pena capital e, ainda que não tenha
efeito legal sob a legislação de cada nação, é considerada um componente
moral muito importante no que diz respeito à abolição dessas leis.
Segundo relatório da Anistia Internacional, em 2010 pelo menos 527
pessoas foram executadas em 22 países e mais duas mil pessoas foram
condenadas à morte, chegando a 18 mil prisioneiros no corredor da morte
em todo o mundo. Ainda segundo o documento, a Arábia Saudita, a China,
os EUA, o Irã e o Iemên são os países que cometem mais execuções e
violam as normas internacionais de direitos humanos.
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