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domingo, 26 de julho de 2015

Conselho Monetário Nacional aprova juros mais altos para o Fies

Conselho Monetário Nacional aprova juros mais altos para o Fies

Com decisão desta quinta (23), taxa passará de 3,4% para 6,5% ao ano.
Mudança já havia sido anunciada pelo ministro da Educação em junho.

Débora Cruz Do G1, em Brasília
Saiba tudo sobre o Fies (Foto: Reprodução) 
Fies tem nova taxa de juros oficializada no CMN (Foto: Reprodução)
 
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (23) a elevação da taxa de juros do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) de 3,4% para 6,5% ao ano. A mudança já havia sido anunciada em junho pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, e foi agora oficializada pelo CMN.

De acordo com o governo federal, a taxa de 6,5% ao ano valerá apenas para novos contratos. A justificativa para a elevação é "realizar um realinhamento da taxa de juros devido ao cenário fiscal e à necessidade de ajuste fiscal", informou o Ministério da Fazenda, em nota.

"Essa alteração continuará permitindo a oferta de financiamento no âmbito do Fies a juros subsidiados, uma vez que a taxa de 6,5% continua menor que a taxa de mercado. Além disso, a medida contribuirá para a sustentabilidade do programa", justifica a nota.

O Fies financia cursos de ensino superior de estudantes brasileiros em instituições privadas, sendo que os alunos só precisam começar a pagar o valor financiado dois anos após concluírem o curso.
Veja abaixo as principais mudanças no Fies:
TAXA DE JUROS
COMO SERÁ: 6,5% ao ano.
ANTERIOR: Antes, até outubro de 2006, eram de 9%. Depois, até agosto de 2009, passou a ficar entre 3,5% e 6,5%. Desde março de 2010, os juros são de 3,4% ao ano.
JUSTIFICATIVA: Ministérios dizem que buscam "fortalecer a sustentabilidade do programa, para que, no médio prazo, novos alunos sejam financiados pelos formados". Outra razão é corrigir distorção com o mercado de crédito.
TETO DA RENDA FAMILIAR
COMO SERÁ: Limite é a renda per capita de 2,5 salários mínimos.
ANTERIOR: Renda familiar bruta de 20 salários mínimos.
JUSTIFICATIVA: "O Fies é para os estudantes que são mais pobres e precisam de financiamento. Não é mais (a família com renda de) até R$ 15 mil que tem direito ao Fies, são valores mais baixos, mas que ainda atingem muitas pessoas", afirmou o ministro da Educação. O governo diz que 90% das famílias brasileiras estão no novo limite de renda.
PRIORIDADES PARA CURSOS DE TRÊS ÁREAS
COMO SERÁ: As áreas de engenharias, formação de professores (licenciaturas, pedagogia ou normal superior) e saúde serão prioritárias.
ANTERIOR: Não havia definição de critério.
JUSTIFICATIVA: Cursos são considerados estratégicos para o desenvolvimento do país ou para atendimento de demandas sociais. Alunos de outros cursos continuarão a ser atendidos.
CURSOS COM NOTAS ALTAS TERÃO PRIORIDADE
COMO SERÁ: Foco serão os cursos com notas 5 e 4 no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).
ANTERIOR: Ministério da Educação (MEC) exigia avaliação positiva no Sinaes. No primeiro semestre, passou a adotar o critério e cursos com nota 4 ou 5 somaram 52% dos financiamentos.
Gastos do governo com o Fies*
Veja a evolução dos gastos do governo federal para custear os contratos de financiamento estudantil
*O dado de 2015 é parcial e deconsidera os gastos das 61,5 mil vagas a serem oferecidas no 2º semestre
orçamento (em bilhões de R$)12,513,757,5720132014201502,557,51012,515
Fonte: MEC/FNDE
JUSTIFICATIVA: Ministério diz que cursos com nota três no Sinaes ainda serão financiados, mas em patamares menores do que os das áreas consideradas prioritárias.
PRIORIDADE PARA TRÊS REGIÕES
COMO SERÁ: Será priorizado o atendimento de alunos matriculados em cursos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (excluindo Distrito Federal).
ANTERIOR: Não havia recorte de prioridade para regiões ou estados. E 60% dos contratos eram com estudantes de estados do Sul, do Sudeste ou Distrito Federal.
JUSTIFICATIVA: Ministério diz que decisão se soma a "outras várias políticas sociais federais que buscam corrigir as desigualdades regionais". Alunos de outros estados continuarão a ser atendidos, mas em patamares menores do que os das áreas consideradas prioritárias.
VALIDADADE DAS MUDANÇAS
COMO SERÁ: Mudanças só valerão para os próximos contratos.
JUSTIFICATIVA: "Você não pode mudar um contrato por vontade unilateral. O governo firmou um contrato com milhões de estudantes com determinadas regras, e essas regras serão mantidas e respeitadas", disse o ministro Renato Janine Ribeiro.
NOTAS MÍNIMAS NO ENEM
COMO SERÁ: Alunos precisam de 450 pontos na média do Enem e nota diferente de zero na redação.
ANTERIOR: A mudança passou a valer para contratos firmados neste ano. Antes, só era preciso ter prestado o exame.
JUSTIFICATIVA: A iniciativa busca aumentar o nível dos profissionais formados com apoio do financiamento público, de acordo com o governo.
UNIVERSIDADES DARÃO DESCONTO EM MENSALIDADES
COMO SERÁ: Instituições participantes vão oferecer um desconto de 5% sobre a mensalidade para os estudantes com contrato do Fies.
ANTERIOR: Estudante pagava a mensalidade mais barata cobrada na instituição pelo curso.
JUSTIFICATIVA: "O governo é um grande comprador de cursos pelo Fies. Ao ser um grande comprador ele deve se beneficiar de descontos que são dados de modo geral quando você compra em grandes quantidades. Calculando 5%, quer dizer que três mil vagas das 61,5 mil são geradas por essa nova economia", afirmou o ministro.
Fies em números
A quantidade de novos contratos do Fies aumentou quase dez vezes entre 2010 e 2014
novos contratos do Fies por ano252,4731,3560377,8154,376,220102011201220132014201502505007501000
Fonte: MEC/FNDE
PRAZO PARA PAGAMENTO
COMO SERÁ: Três vezes a duração do curso.
ANTERIOR: Até 2010, era de duas vezes a duração.
CRITÉROS DE DESEMPATE
COMO SERÁ: I - maior nota na redação; II - maior nota na prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; III - maior nota na prova de Matemática e suas Tecnologias; IV - maior nota na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e V - maior nota na prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias.
ANTERIOR: A mudança passou a valer para contratos firmados neste ano. Antes, só era preciso ter prestado o exame. Não havia critério de desempate.
Crescimento do Fies
A reformulação do Fies em 2015 ocorreu depois de o programa crescer de forma exponencial nos últimos anos. Ao mesmo tempo, o MEC precisou fazer ajustes no orçamento diante de cortes do ajuste fiscal.
Segundo o FNDE, o Fies gastou R$ 13,7 bilhões em 2014.
Entre fevereiro e agosto do ano passado, o governo federal publicou três medidas provisórias para abrir crédito extraordinário para o Fies, que passou a atender também alunos de mestrado, doutorado e cursos técnicos.
Para conter gastos, o MEC decidiu limitar o prazo para pedido de novos contratos (antes, era possível entrar com a solicitação em qualquer momento do semestre letivo), vincular a aceitação do pedido de financiamento a cursos com notas mais altas nos indicadores de qualidade, privilegiar instituições de ensino fora dos grandes centros e exigir que os estudantes interessados em contratos de financiamento do governo tivessem média de pelo menos 450 pontos no Enem.
As novas restrições no programa, porém, se depararam com a crescente demanda dos estudantes, e o resultado foi um período de instabilidade no sistema, devido à grande procura por novos contratos, e o esgotamento da verba do Fies de todo o ano de 2015 para novos contratos.
O orçamento do Fies para novos contratos durante todo o ano de 2015 era de R$ 2,5 bilhões e, segundo o ministro, essa verba foi gasta inteiramente para atender aos 252.442 novos contratos fechados no prazo do primeiro semestre. Segundo o MEC, 178 mil pessoas tentaram celebrar novos contratos e não conseguiram.
Por isso, a segunda edição do programa para novos contratos ficou indefinida até que o governo federal finalizasse o reajuste orçamentário.

Fonte: G1.com

UnB faz registro dos aprovados em 2ª chamada no vestibular; veja lista

UnB faz registro dos aprovados em 2ª chamada no vestibular; veja lista

São 145 nomes; prova aconteceu nos dias 6 e 7 de junho.
Aulas começam em 10 de agosto e vão até 14 de dezembro.

Do G1 DF
Universidade de Brasília - Brasília (DF) #Obras_Niemeyer (Foto: Marcelo Brandt/G1)Universidade de Brasília (Foto: Marcelo Brandt/G1)
A Universidade de Brasília realiza nesta sexta-feira (24) o registro acadêmico dos 145 aprovados em segunda chamada no vestibular de 2015. A prova aconteceu nos dias 6 e 7 de junho. A consulta pode ser feita no site do Cespe, que organizou a seleção.
Segundo o calendário acadêmico disponível no site da UnB, as aulas do segundo semestre começam em 10 de agosto e se estendem até 14 de dezembro. O vestibular ofertou vagas nas unidades do campus Darcy Ribeiro, no Plano Piloto, e também em Planaltina, Ceilândia e Gama.
De acordo com a UnB, medicina continua como o curso mais concorrido, com 97,17 candidatos por vaga. Depois, a maior procura foi por direito diurno (11,47) e odontologia (10,87). Todos são oferecidos no campus Darcy Ribeiro. Em Ceilândia, o curso mais procurado é de fisioterapia; em Planaltina, é o de gestão ambiental; e no Gama é engenharia.

Regra rígida
No momento da inscrição, os candidatos precisaram anexar cópia do certificado de conclusão do curso. Foi a primeira vez que a UnB adotou a regra, para evitar problemas judiciais com alunos que ainda cursam o ensino médio.
Estudantes que não concluíram a educação básica e estão matriculados até o fim do ano só puderam participar do vestibular como treineiros. A mudança nas regras tenta evitar diplomas falsificados ou a conclusão irregular em supletivos, segundo a UnB. A universidade afirma que esses recursos são utilizados por alunos que passavam no vestibular sem concluir o terceiro ano.
"Este é um mecanismo de controle para a universidade garantir o cumprimento da legislação, que prevê a conclusão do ensino médio como requisito para ingressar no ensino superior", afirmou o decano de Ensino de Graduação da UnB, Mauro Rabelo, em texto publicado pela instituição em junho.

Fonte: G1.com

Jovem supera dezenas de estudantes e ganha bolsa para curso nos EUA

Jovem supera dezenas de estudantes e ganha bolsa para curso nos EUA

Leonardo dos Santos, de 16 anos, é morador de São Vicente, litoral de SP.
Adolescente sonha em fazer faculdade de Arquitetura e Urbanismo.

Guilherme Lucio da Rocha Do G1 Santos
Leonardo viajará para os Estados Unidos em agosto (Foto: Arquivo Pessoal/Leonardo Silva)Leonardo viajará para os Estados Unidos em agosto (Foto: Leonardo Silva/Arquivo Pessoal)
 
Um jovem de 16 anos, morador da comunidade México 70, em São Vicente, no litoral de São Paulo, conquistou a oportunidade de estudar nos Estados Unidos, a partir de agosto deste ano. O estudante Leonardo dos Santos Silva ganhou uma bolsa de uma ONG americana para cursar parte do Ensino Médio no estado americano do Texas.
O adolescente explica que ficou sabendo da oportunidade na escola. "Inicialmente, era preciso fazer uma prova pela internet e preencher alguns requisitos, como renda mínima e boas notas. Eu não acreditava muito, mas quando passei por essa fase, passei a botar fé", lembra.
Após a primeira etapa, Silva viajou a São Bernardo do Campo para participar da última seleção, com dezenas de jovens. O estudante realizou provas escritas e dinâmicas, além de uma entrevista. Dias depois, foi anunciado como o escolhido.
Silva estuda na Etec Ruth Cardoso e mora com a mãe, a diarista Natalina dos Santos Ferreira, de 52 anos, e com um irmão. A renda familiar gira em torno de R$ 1 mil. "Sei que, em condições normais, dificilmente teria a chance de fazer essa viagem", comenta o estudante.
O jovem acredita que essa é a chance da sua vida. "Já estudo inglês há algum tempo, e essa viagem vai ser importante para eu ter fluência na língua. Vou ficar em uma casa de família. É um lugar totalmente diferente, com uma cultura diferente. Vai ser um bom aprendizado", explica.
Com o sonho de fazer faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Leonardo não descarta morar no Texas. "Eu gostaria de viver nos Estados Unidos, mas não tenho essa pretensão no momento. Quero voltar melhor do que fui e começar uma carreira profissional", finaliza.

Leonardo é morador da comunidade do México 70, em São Vicente (Foto: Reprodução/TV Tribuna)Leonardo é morador da comunidade México 70, em São Vicente (Foto: Reprodução/TV Tribuna)
 
Fonte: G1.com

Fatecs divulgam lista de classificação geral do vestibular de meio de ano

Fatecs divulgam lista de classificação geral do vestibular de meio de ano

Matrícula dos convocados deve ser feita entre esta quarta e quinta.
Segunda chamada será divulgada na sexta-feira (24).

Do G1, em São Paulo
O Centro Paula Souza divulgou, na manhã desta terça-feira (21), o resultado do vestibular do meio de ano das Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Estado de São Paulo. A lista de classificação geral está disponível no site oficial do processo seletivo, e os candidatos que estiverem na lista devem fazer a matrícula entre esta quarta (22) e quinta-feira (23).
A lista da segunda chamada será divulgada na próxima sexta (24), segundo o Centro Paula Souza. Porém, ela só estará disponível presencialmente nas unidades das Fatecs.
A prova do vestibular aconteceu no dia 5 de julho e teve cinco horas de duração. Os candidatos tiveram que fazer uma redação e responder a 54 questões de múltipla escolha, cada uma com cinco alternativas. Foram 40 perguntas com conteúdo de ensino médio das disciplinas biologia, física, geografia, história, inglês, matemática, química e português, e nove interdisciplinares. As cinco questões restantes eram de raciocínio lógico.

Fonte: G1.com

'É difícil manter os investimentos', diz ministro da Educação sobre crise

'É difícil manter os investimentos', diz ministro da Educação sobre crise

Janine disse, porém, que cortes só afetam projetos futuros do MEC.
Ministros da Educação e da Ciência estiveram em evento da Obmep 2014.

Cristina Boeckel Do G1 Rio
 O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, admitiu na tarde desta segunda-feira (20) que a crise econômica afetou parcialmente a educação, mas disse que os estudantes não sentiram este impacto, pois ele estaria relacionado somente aos projetos futuros da pasta. "Neste momento, é difícil manter todos os investimentos, todos os gastos do governo. Porque a arrecadação está menor. Mas isso não nos impede de nos preparar todos para que logo a economia recupere o viés de alta, recuperarmos os programas que tinham sido adiados", afirmou o ministro durante entrevista concedida após a entrega das medalhas de ouro da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), no Rio.
O ministro negou que a crise tenha afetado o Fies ou qualquer outro programa relacionado ao ingresso de estudantes no ensino superior. "No total, 900 mil estudantes ingressam no ensino superior por ano graças aos programas do governo federal"
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, confirmou as palavras de Janine e afirmou que não aconteceu nenhum corte em bolsas relacionadas a pasta. "Não houve corte em nenhum programa essencial. Nenhuma bolsa paga pelo Cnpq deixou de ser cumprida. Nenhuma bolsa já comprometida deixará de ser paga."

'Festa da inteligência'
Em discurso na premiação das medalhas de ouro da Obmep, Rebelo afirmou que os bons resultados dos 501 estudantes premiados é, acima de tudo, dos professores e dos pais dos estudantes que os auxiliaram no processo de estudo. "O professor tem o papel de romper as barreiras para que o talento destes estudantes ganhe o mundo," afirmou ele.
O ministro ainda lembrou que o país também deve voltar seus esforços para populações que ainda não tem acesso ao conhecimento matemático e citou algumas populações indígenas do país.
Janine, por sua vez, definiu o evento como uma "festa da inteligência". Ele afirmou que o evento mostra o avanço da educação no Brasil para beneficiar populações que, historicamente, são excluídas.
Os ministros participaram da Cerimônia Nacional de Premiação da 10ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep 2014). Na cerimônia foram entregues 501 medalhas de ouro a alunos vindos de várias partes do país e que se destacaram na competição. Entre os premiados, destacou-se a delegação de Minas Gerais, que teve 153 medalhistas de ouro. A segunda mais numerosa foi a de São Paulo, com 86 medalhas de ouro.

Os ministros Renato Janine Ribeiro e Aldo Rebeldo entregam medalhas da Obmep 2014 (Foto: Cristina Boeckel/G1) 
Os ministros Renato Janine Ribeiro e Aldo Rebeldo entregam medalhas da Obmep 2014, no Rio (Foto: Cristina Boeckel/G1)
 
Força feminina
César Camacho, diretor geral do Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (Impa), lembrou que a prova surgiu a partir de um teste realizado no estado do Ceará nos anos de 2003 e 2004, que serviu de modelo para a primeira edição da prova nacional, em 2005, que contou com a participação de cerca de 10 milhões de estudantes. Ele afirmou ainda que a prova dá aos estudantes a noção de que são competitivos em nível nacional.
"O número de escolas cresce cada vez mais. Atualmente são cerca de 18 milhões de participantes", completou Camacho, que afirmou que possui a perspectiva de que o exame seja ampliado para os alunos do 4 e 5 ano do ensino fundamental.
Camacho ressaltou ainda o esforço das campeãs do sexo feminino, que muitas vezes enfrentam a barreira de preconceito e de famílias, que não querem que suas filhas estudem longe de casa em busca de uma formação superior. "As famílias, por fim, se rendem diante das evidências de que têm verdadeiras joias em casa."
Cláudio Landim, coordenador geral da Obmep, ressaltou que as escolas que se envolvem mais com a competição acabam por possuir melhores notas na disputa e no Enem. Ele citou exemplos de melhora em escolas de cidades de cinco mil habitantes em Minas Gerais e no Piauí, além da periferia de Manaus. "A Obmep é mais do que uma prova, é um instrumento de mobilidade social", definiu Landim.

Alegria dos campeões
Daniel Pinheiro, de 18 anos, veio de Jacundá, no Pará, para comemorar a quarta medalha na Obmep. Estudante da Escola Estadual Maria da Glória Rodrigues Paixão, ele afirma que a conquista ainda o deixa emocionado. "Estar aqui é um grande êxtase. Eu estudo bastante para a Obmep desde a primeira vez. Agora eu quero estudar engenharia mecânica ou matemática".
Ana Paula Lopes Schuch, de 17 anos, celebrou a sua terceira medalha de ouro na Obmep. Para ela, a premiação é um estímulo para seguir em frente. "A cerimônia é legal e o clima da premiação é bacana e nos estimula a estudar mais," conta a jovem, estudante do Colégio Militar de Porto Alegre, que pensa em estudar engenharia.

Fonte: G1.com

Universidade Estadual de Londrina anuncia novo calendário acadêmico

Universidade Estadual de Londrina anuncia novo calendário acadêmico

Ano letivo de 2015 será encerrado no dia 4 de março de 2016.
Inscrições do Vestibular de 2016 abrem no dia 8 de setembro.

Do G1 PR
Universidade Estadual de Londrina (UEL) (Foto: Gilberto Abelha/UEL/Divulgação) 
Calendário de 2015 será encerrado em março de 2016 (Foto: Gilberto Abelha/UEL/Divulgação)
 
A Universidade Estadual de Londrina (UEL), no norte do Paraná, divulgou, nesta segunda-feira (20), o novo calendário acadêmico,  após o fim da greve dos professores. As datas foram definidas em uma reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. Com o novo calendário, o ano letivo de 2015 vai se encerrar apenas no dia 4 de março de 2016.
As aulas do primeiro semestre devem seguir até 25 de setembro. Entre 1° e 6 de outubro os estudantes terão um breve período de férias. As aulas do segundo semestre começam no dia 7 de outubro e terminam no dia 4 de março de 2016.
O recesso acadêmico será realizado entre 23 de dezembro e 6 de janeiro de 2016. As aulas do primeiro semestre de 2016 começam no dia 11 de abril.

Vestibular
Durante a reunião, os conselheiros também definiram a data do Vestibular da UEL. As inscrições para o processo seletivo serão feitas entre 8 de setembro e 8 de outubro. A primeira fase está marcada para o dia 6 de dezembro, e a segunda para 31 de janeiro, 1° e 2 de fevereiro de 2016. O resultado será publicado no dia 21 de março.
A partir do próximo vestibular, a UEL também vai selecionar alunos pelo Sistema de Seleção Unificado (Sisu). Em reunião durante a tarde desta segunda-feira, dos 54 cursos disponibilizados pela instituição, 29 aderiram a nova forma de seleção. A universidade disponibiliza, todos os anos, 3.090 novas vagas, destas 580 serão destinadas para o Sisu.
Os cursos que não aderiram ao Sisu são: serviço social, relações públicas, odontologia, música, medicina veterinária, medicina, letras português, letras inglês, jornalismo, arquitetura e urbanismo, artes visuais, ciências da computação, ciências biológicas, design de moda, design gráfico, direito, engenharia civil e engenharia elétrica.

Fonte: G1.com

Ciência sem Fronteiras é 'bom' para 53% dos bolsistas e 'fraco' para 5%

Ciência sem Fronteiras é 'bom' para 53% dos bolsistas e 'fraco' para 5%

Dados foram apresentados em conferência promovida em São Carlos (SP).
Estudantes beneficiados elogiam o programa, mas cobram mais fiscalização.

Stefhanie Piovezan Do G1 São Carlos e Araraquara
Evento na UFSCar reuniu ex-bolsistas, professores e representantes das agências (Foto: Stefhanie Piovezan/G1)Evento na UFSCar reuniu ex-bolsistas, professores e agências (Foto: Stefhanie Piovezan/G1)
 
Dados apresentados nesta quinta-feira (16), na 67ª reunião anual da Sociedade para o Progresso da Ciência (SBPC), em São Carlos (SP) mostram que os bolsistas do Ciência sem Fronteiras (CsF) aprovam o programa, mas em 24% dos casos não conseguem aproveitar as disciplinas cursadas no exterior.
O levantamento foi apresentado por Geraldo Nunes Sobrinho, representante do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e por Adalberto Luís Val, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com base em entrevistas com 20.879 bolsistas de graduação.
Questionados sobre o desempenho geral, 53% dos jovens classificaram o programa como “bom”. Para 18% ele é “ótimo”, para 22% o CsF é “regular”, 5% avaliaram como “fraco” e 1% como “péssimo”.
Também foi feita uma pesquisa com 6.915 coordenadores das instituições de origem. Para eles, o desempenho acadêmico dos estudantes no exterior foi “bom” em 54% dos casos. Em seguida vêm “ótimo” (26%), “regular” (15%), “fraco” (4%) e “péssimo” (1%).
Questionados se a bolsa foi relevante para a formação pessoal e acadêmica dos alunos, eles disseram que foi “ótima” em 50% dos casos e “boa” em 41%. “Regular” ficou com 7% e “fraca” teve 2%. Em 98% dos casos os estudantes retomaram suas atividades na universidade.
Outro ponto apresentado pelas agências foi o aproveitamento das disciplinas. Uma pesquisa com 814 bolsistas do programa mostrou que 68% das matérias foram aproveitadas totalmente, 8%, parcialmente e 24% não foram aproveitadas.
Segundo o balanço, o principal motivo para o não aproveitamento dos créditos foi a indisponibilidade das matérias na grade da instituição brasileira. O quesito desempenho insatisfatório/reprovação do aluno representou 12% do total.
Fiscalização
Antes da apresentação, ex-bolsistas contaram suas experiências e avaliaram o programa. Eles elogiaram os intercâmbios, mas recomendaram mais fiscalização. Também compartilharam a preocupação com um possível corte do auxílio para a compra de livros.

Reunião anual do evento representa mais de 100 sociedades cietíficas (Foto: Fábio Rodrigues/G1) 
Reunião anual da SBPC acontece até este sábado em São Carlos (SP)  (Foto: Fábio Rodrigues/G1)
 
Cintia Akie Nakano, estudante de estatística da UFSCar, foi para a Soongsil University, na Coreia do Sul. “Por que Coreia? Por ser referência mundial em educação, ter universidades de ponta, pelo desafio de lidar com dois idiomas”, pontuou.
A estudante contou que fez dois estágios e voltou com um certificado de prioridade para trabalhar na Hyundai no Brasil quando se formar. “Trouxe de volta uma cultura de planejamento”, afirmou. “Você volta para o Brasil com outra visão, você quer mais, não consegue ficar quieto", disse. Ela, contudo, criticou a falta de monitoramento das matérias cursadas. “Na Coreia não tinha fiscalização, dependia muito dos próprios alunos”.

Relatos
Marcos Pereira dos Santos, aluno de biotecnologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), passou um ano no Canadá. Ele escolheu o país com base no ranking das melhores instituições em sua área e comentou algumas diferenças entre os sistemas. Enfatizou o alto padrão de infraestrutura, a existência de vários processos de avaliação durante o semestre e a preocupação com a sanidade mental dos alunos. Mencionou que há, por exemplo, atividades com filhotes de cachorros e um carro velho que pode ser martelado pelos estudantes, tudo para aliviar o estresse.
Também elogiou o complexo de lazer e esportes e o centro de saúde abertos aos universitários e contou que, no Canadá, não há a possibilidade de cursar uma matéria sem relação com o curso de origem apenas para cumprir créditos. Um órgão regula os pedidos e avalia a ligação.
Há os casos de gente que vai
fazer turismo, que a imprensa divulga, mas não é só isso (...). Acham que é só para jovens,
mas tem para a terceira
idade também"
José Aleixo, professor
No período de intercâmbio, Marcos fez estágio no Centro Canadense de Neurociência Comportamental, onde conviveu com pessoas de diferentes nacionalidades, e afirmou que esse contato incrementou seu inglês e resultou no enriquecimento cultural.
Professor do departamento de Ciência Florestal da Universidade Federal Rural de Pernambuco, José Antônio Aleixo da Silva representou os pesquisadores contemplados pelo programa e também relatou sua experiência.
“Acham que é só para jovens, mas tem para a terceira idade também”, brincou ele, que fez pós-doutorado na Technische Universität Berlin.
“Há os casos de gente que vai fazer turismo, que a imprensa divulga, mas não é só isso”, disse. “É um programa muito bom, deve ser incentivado. É um projeto que é realidade, vai ajudar o Brasil”, completou. “Fui, adorei e recomendo”.

Para onde vai?
Integrante da primeira leva de alunos do CsF, Guilherme de Rosso Manços aproveitou a mesa para lançar reflexões sobre o futuro profissional dos participantes e Helena Nader, presidente da SBPC, comentou a obrigação dos ex-bolsistas. Para ela, eles devem compartilhar suas experiências para contribuir com a melhoria do ensino brasileiro.
Sobrinho também cobrou os universitários. “Uma palavra que foi dita aqui talvez resuma muita coisa: inquietar. O bolsista do programa deve inquietar a sociedade, as universidades, os pesquisadores. Os alunos têm a obrigação de provocar essa inquietação, inquietar as estruturas que estão aí no sentido positivo”.

Fonte: G1.com