Formado
em direito e filosofia, o advogado Michael Altit. de 50 anos, prestou
letras na Fuvest e achou a parte de exatas difícil (Foto: Caio Kenji/G1)
No segundo dia de provas da segunda fase do vestibular da
Fuvest,
que ocorreu nesta segunda-feira (6), a maior da reclamação dos
candidatos abordados na porta da Escola Politécnica de Engenharia Civil
da USP era a respeito das questões de exatas, consideradas bastante
complicadas.
O exame desta segunda teve 16 questões dissertativas de história, geografia, matemática, física, química, biologia e inglês
O
G1 trará a correção comentada da prova na noite desta segunda-feira feita por professores do Cursinho da Poli.
Formado em direito e em filosofia, este último na própria FFLCH, o advogado Michael Altiti, de 50 anos, tenta voltar à
USP no curso de letras, e ressaltou a dificuldade da parte de exatas da prova.
“Exatas tava difícil, mas bastante bem feita” contou o candidato, que destacou a interdisciplinaridade do vestibular.
“Tinha uma questão que era uma mistura de geografia com química,
perguntava sobre a ocupação de terreno, pedindo o resultado da
exploração da área com tal vegetação e o que acarreta do ponto de vista
de química”, apontou Michael.
O advogado sublinhou também um “viés ideológico” na prova até então que, na opinião dele, “puxava muito para a esquerda”.
Candidata ao curso de medicina, Camila Nascimento, de 19 anos, comentou
que contou com a facilidade em biologia e química na prova, e ressaltou
a contextualização das questões. “Pedia bastante conhecimento da
atualidade e interpretação”, avaliou a jovem.
Tentando a Fuvest pela terceira vez, Irenita Lopes, de 19 anos, achou o
segundo dia de provas da segunda fase tranquilo, sem deixar as
ressalvas em relação à prova de matemática. “Exatas é sempre mais
complicado”, disse a candidata ao curso de pedagogia.
Moradora de Cotia, região metropolitana de São Paulo, Irenita
relacionou as questões de biologia com o tipo perguntas feitas geramente
no Enem.
“Estava muito parecido, o Enem sempre tem questões assim”, comparou a
Lopes, mantendo a mesma opinião sobre um dos textos da prova de inglês
que falava sobre tecnologia, tema considerado por ela bastante abordado
no Exame do Ensino Médio.
Irenita Ferreira Lopes presta Fuvest de olho em uma vaga em pedagogia (Foto: Caio Kenji/G1)
Abstenção
As provas do segundo dia da etapa final do vestibular 2015 da Fuvest
registraram um índice de abstenção de 8,4% nesta segunda-feira (5). Dos 29.698 candidatos aptos para a segunda fase do vestibular, 2.498 não apareceram para fazer as provas.
Em São Paulo, mais de 1,1 mil candidatos não compareceram para a prova.
No interior, outros 1,1 mil candidatos não apareceram. E mais 136 da
região do ABC paulista faltaram. Os candidatos da Fuvest disputam 11.177
vagas (11.057 na USP e 120 no curso de medicina da Santa Casa).
Provas até terça
No domingo, primeiro dia de provas, os candidatos fizeram dez questões
dissertativas de português e a redação cujo o tema foi "Camarotização:
desagregação social."
A segunda fase termina na terça-feira (6) com 12 questões
dissertativas. O conteúdo varia de acordo com a carreira escolhida pelo
candidato, e pode abordar entre duas e três disciplinas. Se forem duas
disciplinas, serão seis questões de cada uma delas. Se forem três
disciplinas, serão quatro questões de cada.
Algumas carreiras têm provas de habilidades específicas, que valem 100
pontos. Elas serão realizadas a partir do dia 7 de janeiro.
A primeira chamada dos aprovados no vestibular será feita no dia 31 de
janeiro. A matrícula online ocorrerá nos dias 3 e 4 de fevereiro para
confirmar o interesse pela vaga, e a matrícula presencial será feita em
11 e 12 de fevereiro.
Fonte: G1.com