“Eu gostaria, e este será o último e o mais ardente de meus desejos, eu gostaria que o último dos reis fosse enforcado com as tripas do último dos padres”
Essa frase atribuída ao padre francês Jean Meslier poderia encerrar tudo o que tem que ser dito sobre a Revolução Francesa ! Lendo-a fica claro o motivo do lema da Revolução ser o da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, é isso exatamente o que esse ato aparentemente tão “selvagem”, de enforcar reis com tripas de padres, poderia proporcionar. Mas como sabemos, uma coisa são as palavras, outra, bem diferente, são os atos !
Há exatamente 221 anos, em 1789, um povo faminto, oprimido, cansado das restrições e do imobilismo do rei Luis XVI, e “incitado/guiado” por outros não tão famintos, se revolta e inicia um dos mais famosos movimentos de toda a nossa história. Ele começa com a procura por armas para enfrentar o rei. Essa leva a multidão até a Bastilha, que naquele momento havia se tornado em uma prisão para os “opositores” do rei e em um depósito de munição, onde, não depois de muitas mortes, essa multidão tem acesso ao que queria.
A Tomada da Bastilha simboliza o fim do Antigo Regime, aquele onde o rei, durante a modernidade, tinha o poder “absoluto”. Apoiados pela esmagadora maioria do exército francês, os revolucionários assumiram o controle de Paris e a partir daí dos arredores, forçando o rei Luis XVI a aceitar um governo constitucional. Em 1792 a monarquia foi abolida.
Aliás, também é em 1792 que a ala mais radical liderada por Robespierre, Danton e Marat assume o poder. A partir de então começa a fase da Revolução chamada de “Fase do Terror”, onde as ordens dos líderes eram para matar qualquer oposicionista do novo governo. Muitos integrantes da nobreza e outros da oposição foram condenados a morte na Guilhotina em praça pública. Entre estes estavam o próprio rei Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta, que foram guilhotinados em 1793. A violência e a radicalização política são as marcas desta época. Também a Igreja Católica não vai sair impune, pois os seus bens foram confiscados durante o processo revolucionário. A Revolução ainda vai se desenrolar por um bom tempo, alguns gostam de dizer que ela “termina” com a tomada do poder por Napoleão Bonaparte em 1799. Mas apesar das datas, que servem mais como marcos históricos, o mais importante foi que esta revolução deixou um legado profundo para a nossa história. Isso porque significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza, além de garantir a ascensão da burguesia ao poder. Mas muito mais do que isso, essa Revolução produziu a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, onde o primeiro artigo diz: “Os homens nascem e são livres e iguais em direitos” ! Mas, apesar da “bela escrita”, como sabemos, uma coisa são as palavras, outra, bem diferente, são os atos !
A quinta-feira, 25 de novembro de 2010, entrou para a história do Rio de Janeiro como o dia em que a cidade se insurgiu contra o tráfico. Hipnotizada, a população parou para assistir em casa e na rua às cenas de sua guerra particular, transmitidas ao vivo pela televisão. Pela primeira vez na história, veículos militares blindados da Marinha trafegaram pelas vielas de uma favela. Seis tanques de guerra, do mesmo modelo usado no Iraque, e dois veículos anfíbios abriram caminho para a entrada de homens do Bope na Vila Cruzeiro, o principal bunker do Comando Vermelho, maior facção criminosa do Estado. A Vila Cruzeiro, ao lado dos complexos de favelas da Penha e do Alemão, era considerada uma fortaleza inexpugnável, refúgio seguro para bandidos e traficantes.
Todos assistiram à ação da polícia como se estivessem diante do filme "Tropa de elite", versão 3. A incursão envolveu 510 policiais e 88 fuzileiros navais. Foi uma resposta fulminante e bem coordenada aos atentados terroristas que, ao longo da semana, incendiaram pelo menos 95 veículos nas ruas. A polícia esperava conflito com os traficantes da Vila Cruzeiro, mas o que se viu foram dezenas de bandidos fugindo pela mata, de moto, picape ou a pé, rumo ao Complexo do Alemão. Moradores acenavam com panos, toalhas e lençóis brancos, pedindo paz e ajuda. Na sexta-feira, chegou um reforço com 800 soldados do Exército – e a ocupação dos morros era dada como certa. A dúvida era quando e como seria retomado todo o território em poder dos bandidos.
Estava em jogo ali a confiança do mundo na capacidade do Rio de Janeiro de sediar as Olimpíadas de 2016 e a Copa de 2014. E também o futuro da política de segurança da cidade, em especial de um projeto que, ao menos parcialmente, devolveu nos dois últimos anos a paz a vários pontos da cidade: as Unidades de Polícia Pacificadora, ou UPPs. Formadas por jovens policiais, treinados durante seis meses, as UPPs já retomaram o território de 12 favelas antes dominadas por traficantes. Acompanhadas de ginásios, creches, postos de saúde, bancos, elas tentam garantir a presença do Estado na área. Sua implantação enfrentou seu maior teste no epicentro do tráfico. Com o sucesso nas opeaçãoes, o Rio poderá se tornar um exemplo para o Brasil e para todo o mundo.
RESISTÊNCIA
Armado de fuzil, bandido ameaça os policiais que avançavam por uma das entradas do Complexo do Alemão, no dia 26. Foto: César Guimarães/UOL/Folhapress
Em uma semana, PM prende 118 em operações no Rio; mortos passam de 50
As operações policiais para tentar conter a onda de violência que atingiu o Rio a partir do dia 21 de novembro resultaram em 118 prisões e na apreensão de 164 armas e 77 granadas ou bombas caseiras, de acordo com balanço parcial da Polícia Militar. No período, ao menos 51 pessoas morreram durante as operações. Deste total, foram 37 mortes de suspeitos registradas pela PM, 7 mortes registrados pela Polícia Civil e 7 registradas pelos hospitais públicos do Rio.
Segundo balanço da PM, 130 pessoas também foram detidas para averiguação. Durante as buscas, foram apreendidos coquetéis molotov, além de material combustível. Mais de cem veículos foram incendiados em ações criminosas.
Com o apoio das Forças Armadas, a polícia ocupou o Complexo do Alemão praticamente sem resistência dos traficantes na manhã de domingo (28), após uma série de atentados ocorridos na cidade. Na quinta-feira, policiais já tinham entrado na Vila Cruzeiro, favela vizinha ao complexo.
Os militares ainda fazem varredura em casas do Complexo do Alemão e revistam quem entra e quem sai da comunidade.
A presidente eleita, Dilma Rousseff, e o governador Sérgio Cabral devem se encontrar na noite de hoje para discutir as ocupações e os ataques do crime organizado no Rio.
Apreensões
Após receber denúncias de moradores, a polícia localizou, na manhã desta segunda-feira, uma casa no Complexo do Alemão em cujo porão havia armas. Segundo a polícia, foram apreendidos cinco fuzis, um rifle, duas granadas, munição, carregadores de armas e um colete camuflado.
Como o porão é muito estreito, cachorros serão utilizados para farejar o local e descobrir se há mais material.
UPP
Cabral afirmou que acertou com o Ministério da Defesa a permanência das Forças Armadas nos complexos de favelas do Alemão e da Penha de três a sete meses. Militares do Exército ficarão até que sejam instaladas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) na região.
O governador disse que o acordo ainda é verbal, mas que as questões técnicas serão resolvidas e um documento, assinado.
Após a ocupação, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou em entrevista coletiva que a polícia vai permanecer ocupando o Complexo do Alemão, 'o coração do mal' em suas palavras.
Serviços
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, apresentou nesta segunda-feira um pacote de serviços públicos para os complexos de favelas do Alemão, da Penha e para dez bairros da região, ocupados desde domingo por forças policiais. A "invasão de serviços" foi definida numa reunião pela manhã com diversos secretários municipais.
As ações emergenciais, no entanto, ainda aguardam a autorização da Secretaria Estadual de Segurança Pública para que sejam concretizadas.
A vila olímpica do complexo do Alemão servirá de base para a realização dos serviços, para o quais Paes pediu ao Tribunal de Contas do Município agilidade na liberação de verbas e licitações.
Diante de ruas depredadas e da construção de barricadas por traficantes para impedir a entrada das forças policiais, a Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos concentrará esforços na pavimentação e drenagem das vias. A limpeza imediata da área será feita por 600 garis da Comlurb. Depois, a ideia é que cem homens façam a varredura e coleta de lixo permanente da região. Também terá início a limpeza de quatro rios que cortam a área.
Com 14 equipes, a Rio Luz vai restabelecer a energia no local e reformular o sistema de iluminação dos dois complexos.
Militares patrulham vias do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio
O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, anunciou nesta segunda-feira, dia 29 de novembro, um plano de cooperação internacional, envolvendo Peru e Bolívia, para combater o narcotráfico não só no Brasil, mas em todos os países da América do Sul. "Chegou a hora de um plano de combate ao crime organizado na América do Sul", afirmou o ministro ao tratar do acesso de traficantes do Rio de Janeiro a drogas e armamentos.
Barreto concedeu a entrevista ao lado do ministro do Interior boliviano, Sacha Lorenty. Eles se reuniram para discutir políticas de fronteiras e ações conjuntas, que poderá resultar na assinatura de um acordo de cooperação entre países da América do Sul.
De acordo com Barreto, o governo também vai já conversou com representantes da Argentina e do Paraguai e vai se reunir com autoridades do Peru, Colômbia, Venezuela e Uruguai.
A ideia, segundo o ministro, é garantir a integração, mas também o firme combate ao tráfico de drogas e armas nas regiões de fronteira.
Integração
De acordo com Barreto, mesmo se todos os policiais disponíveis fossem colocados nas fronteiras ainda há a possibilidade de entrada de drogas e armas por via aérea. “A integração entre toda a América do Sul, com um sistema eficiente de proteção, é o melhor caminho para um efetivo combate ao crime nos 16 mil quilômetros quadrados de fronteira do Brasil e em toda a região”, concluiu o ministro, lembrando a importância do uso da tecnologia e da inteligência.
O ministro afirmou que o Brasil vai enviar uma equipe técnica à Bolívia para ajudar no treinamento de agentes para combater o tráfico de drogas e de armas.
Ele defendeu uma ação “dura e firme” das Forças de Segurança no combate ao crime organizado no Rio, mas aliada à política de pacificação das comunidades com maiores índices de violência. “Essa é a linha de segurança pública que temos que ter no Brasil, a política de pacificação”, afirmou.
Plano municipal
Ainda nesta segunda-feira, o prefeito do Rio, Eduardo Paes anunciou um conjunto de ações para os Complexos do Alemão e da Penha, incluindo melhoria nos serviços e obras de urbanização.
A prefeitura terá duas bases operacionais - uma na Vila Cruzeiro e outra no Complexo do Alemão - que funcionarão como uma espécie de quartel-general dos serviços municipais, servindo de apoio aos funcionários e de referência para população.
Paes disse também que vai assinar um decreto municipal tornando o dia 28 de novembro o da refundação da cidade. “É uma data histórica para o Rio, o Estado e o país. Nada mais justo.”
Cronologia dos confronto no Rio de Janeiro
DOMINGO (21/11)
* 2 veículos são incendiados e 1 carro da Aeronáutica é metralhado na Linha Vermelha por homens armados com fuzis
* Outros dois ataques ocorrem na Pavuna e em Laranjeiras
SEGUNDA-FEIRA (22/11)
* 4 veículos incendiados
* 1 ataque a cabine blindada da PM no Irajá, na zona norte do Rio
TERÇA-FEIRA (23/11)
* Na madrugada, quatro são flagrados em Copacabana colocando bombas em carros
* PM inicia operações em 18 favelas em toda a cidade
* Dezenas de veículos queimados à noite
QUARTA-FEIRA (24/11)
* 31 veículos incendiados, maior parte na zona norte do Rio
* 50 homens do Bope entram na favela Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha
QUINTA-FEIRA (25/11)
* 37 veículos incendiados
* 1 ataque a posto de polícia em Mesquita
* Operação conjunta do Bope, das polícias Militar e Civil, com apoio logístico da Marinha, expulsa o tráfico da Vila Cruzeiro
* Debandada dos traficantes para o vizinho Complexo do Alemão é transmitida ao vivo pelas TVs
SEXTA-FEIRA (26/11)
* 9 veículos queimados
* 800 homens da Brigada Paraquedista do Exército entram na guerra contra o tráfico e iniciam cerco ao Complexo do Alemão
SÁBADO (27/11)
* 4 veículos incendiados em dois pontos diferentes de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense
DOMINGO (28/11)
* cerca de 30 presos
* 40 toneladas de maconha apreendidas
* cerca de 50 fuzis apreendidos
* 10 mil munições apreendidas
* mais de 50 coletes à prova de bala apreendidos
SEGUNDA-FEIRA (29/11)
* 5 presos
* 31 armas apreendidas
* 54 granadas e explosivos apreendidos
* diversas peças de carros roubados encontradas
Tribunal internacional ameaça condenar decisão do STF que estendeu benefício da Lei da Anistia aos torturadores
Quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em abril, que a Lei da Anistia valia não só para os que lutaram contra a ditadura, mas também para os agentes do governo responsáveis por torturas e outros crimes durante o regime militar, o polêmico tema pareceu encerrado. Por intervenção de um tribunal internacional, no entanto, o julgamento da principal Corte do Brasil pode não ter sido a pá de cal sobre o assunto. Está para sair o resultado de um processo que corre na Corte Interamericana da Organização dos Estados Americanos (OEA) destinado a incriminar os responsáveis pela morte de 60 camponeses e guerrilheiros no Araguaia. Em tese, segundo os especialistas, a decisão, com grande possibilidade de ser favorável, teria peso para forçar a revisão do entendimento do STF. “É um escândalo internacional: somos o único país da América Latina que não julgou inválido esse perdão a torturadores”, disse o jurista Fábio Konder Comparato, responsável pela contestação da Lei da Anistia no STF.
LUTA
A lei, negociada pelo general Figueiredo,
foi uma resposta aos atos pela anistia, liderados
pelo cardeal dom Paulo Evaristo Arns
O entendimento da Corte da OEA deverá ser, basicamente, o mesmo defendido pelo historiador Roberto Ribeiro Martins no livro “Anistia Ontem e Hoje”: “Como Pode Ser Anistiado Alguém Que Não Foi Condenado?” Pela linha de raciocínio de Martins aplicar anistia a quem não foi punido seria um grave erro jurídico. Essa também é a opinião da advogada do Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) Beatriz Affonso, que representou as famílias de vítimas do Araguaia que entraram com a ação na OEA. Segundo ela, a prática dos torturadores foi incluída apenas em um apêndice da lei que se refere aos “crimes conexos”, enquanto os combatentes da ditadura tiveram acusações formais, anuladas pela Lei da Anistia. “Como o Brasil pode se apresentar como um líder internacional se não julga os agentes que, em nome do Estado, violaram os direitos humanos de cidadãos?”, questiona Beatriz.
O STF “nem sequer teria condições de incluir no acórdão as pessoas que praticaram os crimes de tortura”, comenta o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous. “Como pode anistiá-las se não sabe quem são?” Damous não acredita, no entanto, que uma decisão contrária da OEA traga qualquer mudança significativa, mesmo que a Corte esteja hierarquicamente acima do Supremo. “Não há punição para o País que não cumpre uma decisão daquela Corte e, aparentemente, não há disposição do governo de mexer no assunto.” Já a advogada do Cejil acha que há esperança. “Seria um vexame internacional para o País ignorar a Corte da OEA.”
O historiador Martins, que foi condenado pelos tribunais da ditadura, é um anistiado. Militou na década de 1960 contra o regime militar e afirma ter sido torturado pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandante em São Paulo do Destacamento de Operações Internas do Exército, o temido DOI-CODI. Ele não acredita que julgar os torturados seria como reabrir antigas feridas. “Só a verdade cicatriza”, diz ele. Em seu livro sobre a anistia, Martins sustenta que em nenhuma época da humanidade ações de tortura, praticadas por agentes do governo, foram passíveis de anistia. “Alguém imagina que o Tribunal de Nuremberg poderia não ter existido?”, indaga o autor. A diferença, porém, é que os nazistas alemães haviam sido derrotados, enquanto no Brasil foi o próprio governo militar, na Presidência do general João Figueiredo, que negociou a anistia com setores da Oposição. A campanha pela anistia no Brasil teve início em 1968, liderada por nomes como o do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Essa luta foi decisiva para a redemocratização do País. “O que ainda está faltando é uma reparação histórica”, diz Martins. Ele não acredita que seja possível levar para a prisão oficiais responsáveis pela tortura que hoje já estão aposentados.
A manutenção da Lei da Anistia foi decidida por 7 votos a 2, em 29 de abril, pelo STF. Foi uma decisão considerada mais política do que técnica, sem maior argumentação jurídica. O presidente do tribunal, ministro Cezar Peluzo, justificou seu voto dizendo que “só o homem sabe perdoar, só uma sociedade superior e qualificada pela consciência dos mais elevados sentimentos pode perdoar.” O ex-presidente do STF ministro Gilmar Mendes votou a favor da manutenção para “esquecer o passado e viver o presente com vistas ao futuro”. A intenção era de evitar, eventualmente, reabrir um tema que poderia provocar uma crise com os militares.
Nesta sexta-feira, 03 de dezembro, foi divulgado o resultado da primeira fase do vestibular de 2011 da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Os aprovados realizarão a segunda fase nos próximos dias 19 e 20 de dezembro.
A primeira fase foi aplicada no último dia 14 de novembro, onde estiveram presentes setenta e três mil candidatos, com uma abstenção de 8,9%. Neste processo seletivo o curso mais concorrido da Unesp continua sendo o de medicina, de Botocatu, que obteve um índice de 128,9 candidatos por vaga. O segundo curso mais concorrido é o de direito, de Franca, com 50,2 candidatos por vaga.
Bom pessoal as férias ae, é hora de mergulhar numa bela aventura, O Senhor dos Aneis é um romance de fantasia criado pelo escritor, professor e filólogo britânico J.R.R. Tolkien. A história começa como sequência de um livro anterior de Tolkien, O Hobbit , e logo se desenvolve numa história muito maior. Foi escrito entre 1937 e 1949, com muitas partes criadas durante a Segunda Guerra Mundial. Embora Tolkien tenha planejado realizá-lo em volume único, foi originalmente publicado em três volumes, desde então foi reimpresso várias vezes e foi traduzido para mais de 40 línguas, somando os 3 livros publicados já venderam mais de 250 milhões de cópias, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século XX.
A história de O Senhor dos Aneis ocorre em um tempo e espaço imaginários, a Terceira Era da Terra Média, que é um mundo inspirado na Terra real, mais especificamente, segundo Tolkien, numa Europa mitológica, habitado por Humanos e por outras raças humanóides: Elfos, Anões e Orcs. Tolkien deu o nome a esse lugar a palavra do inglês moderno, Middle-earth (Terra-Média), derivado do inglês antigo, Middangeard, o reino onde humanos vivem na mitologia Nórdica e Germânica. O próprio Tolkien disse que pretendia ambientá-la na nossa Terra, aproximadamente 6000 anos atrás, embora a correspondência com a geografia e a história do mundo real fosse frágil.
A história narra o conflito contra o mal que se alastra pela Terra-média, através da luta de várias raças - Humanos, Anões, Elfos, Ents e Hobbits - contra Orcs e outros seres abissais, para evitar que o "Anel do Poder" volte às mãos de seu criador Sauron, o Senhor do Escuro. Partindo dos primórdios tranquilos do Condado, a história muda através da Terra-média e segue o curso da Guerra do Anel através dos olhos de seus personagens, especialmente do protagonista, Frodo Bolseiro. A história principal é seguida por seis apêndices que fornecem uma riqueza do material de fundo histórico e linguístico e até mesmo com parábolas de cunho moral, valores de persistência luta, ética e determinação estão impressos de forma alegórica no virar das páginas.
Com uma narração rica em detalhes imersiva que prende o leitor da primeira a ultima pagina, é um dos best sellers que não poderiamos deixar de fora de nossa lista de sugestões.
Leitores vorazes deguste sem moderação, o poder está contido até nas menores coisas.
Dados da Série
Título Original: The Pacific
Título Traduzido: The Pacific
Gênero: Drama/Ação/Guerra
Duração: 60 minutos Episodio e 540 minutos total
Episódio: 10
Data de Lançamento: 2010
Direção: Tom Hanks, Steven Spielberg e Gary Goetzman.
Sinopse
A guerra no fim do mundo
The Pacific, a nova e estupenda série da HBO, recria as batalhas
entre americanos e japoneses em ilhas remotas nos anos 40
A MOMENTOS DE HORROR... Os americanos enfrentam ataque japonês na selva, em The Pacific:
um sangrento choque de culturas
Depois de uma noite de combate intenso, os fuzileiros navais americanos têm uma visão do inferno ao despertar nas areias de Guadalcanal – ilha da Oceania onde se iniciou, em 1942, a ofensiva dos Estados Unidos contra o Japão na II Guerra. Das pilhas de cadáveres que cobrem o que até horas antes era uma praia paradisíaca, sai um soldado japonês mais morto do que vivo – mas disposto a continuar lutando. "Maldito macaco amarelo", reagem os americanos – e alguns passam a se divertir dando tiros destinados a apenas ferir, sem matar, o inimigo, para prolongar seu sofrimento. A cena do primeiro episódio da minissérie The Pacific, que estreia em 11 de abril no canal HBO, é uma espécie de resumo das intenções de seus produtores, o diretor Steven Spielberg e o ator Tom Hanks. Assim como no filme O Resgate do Soldado Ryan (1998) e em outra série da HBO, Band of Brothers (2001), a dupla se une novamente para retratar, com crueza realista, o dia a dia dos combatentes do conflito. Ao longo de seus dez capítulos (que custaram 200 milhões de dólares, o maior orçamento de uma série de TV em todos os tempos), The Pacific se debruça sobre a disputa dos americanos com as forças do Japão imperial em ilhotas remotas. Como nas produções anteriores, que enfocavam o embate com os nazistas na Europa, Spielberg e Hanks examinam o efeito devastador da guerra sobre a mente (e o caráter) daqueles que são lançados nela. Mas a mudança para o teatro de operações do Pacífico permite que se toque em uma questão cara aos americanos na atualidade: as armadilhas do confronto com um inimigo cuja cultura lhes é impenetrável.
Em um episódio de Band of Brothers, um veterano que participou da frente europeia observava que, muito embora ele e seus colegas lutassem com os alemães até a morte, era possível imaginar que, em outra situação, eles seriam capazes de travar amizade com aquelas pessoas: de um lado e do outro do front, eram quase todos brancos e cristãos, com origens e modos de vida similares. Com o Japão dos tempos da II Guerra, dava-se o contrário. Tratava-se de um dos países mais isolados do mundo, cuja cultura e religião nada tinham em comum com o Ocidente. O choque entre as duas nações, portanto, não era apenas bélico – era um choque de civilizações. The Pacific não pretende ser uma alegoria dos dissabores americanos no Iraque ou da luta contra os terroristas islâmicos da Al Qaeda. Mas a escolha deste momento para relembrar aquele capítulo da história não poderia ser mais oportuna.
Foi no Pacífico que os Estados Unidos tiveram sua mais longa frente de atuação na II Guerra. Ela se iniciou em dezembro de 1941, com a entrada oficial do país no conflito, desencadeada pelo bombardeio japonês à base de Pearl Harbor – mais de seis meses antes de os americanos virem a atuar no front europeu. E só se encerrou com a capitulação do Japão, em setembro de 1945, depois do lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki. O projeto da minissérie nasceu durante a produção de Band of Brothers, quando foram recolhidos depoimentos de veteranos das batalhas naquela parte do mundo. The Pacific se baseia na trajetória de três deles, Eugene Sledge, Robert Leckie e John Basilone (interpretados, respectivamente, pelos pouco conhecidos mas excelentes Joseph Mazzello, James Badge Dale e Jon Seda). A minissérie desnuda o horror que esses homens viveram. Havia, de um lado, os embates com o inimigo insidioso, bem armado e obstinado até um nível suicida. De outro, a angústia da fome, do tédio e de doenças como a malária. Essa situação limítrofe acarretou mais de 100 000 baixas só do lado americano – e levou milhares de combatentes a um quadro de stress pós-traumático. (Leckie foi um deles: depois do mergulho na barbárie, acabou internado num hospício.) Um veterano da Guerra do Vietnã foi encarregado de submeter o elenco a treinamentos excruciantes com o objetivo de reproduzir tal efeito.
O combate com guerreiros que obedeciam a um código de honra segundo o qual lutar até a morte era preferível a qualquer forma de rendição resultou em batalhas de pesadelo, como as de Guadalcanal, Okinawa e Iwo Jima. Uma praia no norte da Austrália foi fechada por vários meses para a reconstituição das batalhas. Foram transportados para lá 500 coqueiros, a fim de reproduzir a paisagem de lugares como Peleliu, ilha minúscula que foi palco de um dos enfrentamentos mais violentos, culminando na morte de quase 2 000 americanos e mais de 10 000 japoneses. Ainda que no momento do ataque já se soubesse que a conquista de Peleliu seria estrategicamente irrelevante, a rivalidade entre dois generais americanos – um defendia a invasão, o outro tentava sabotá-la – acabou multiplicando a carnificina. Na guerra, demonstra The Pacific, o inimigo pode mesmo estar em toda parte. Até nas linhas aliadas.
...E MOMENTOS DE ANGÚSTIA Os marines da série num dos fronts tropicais: tédio e malária no paraíso
Trailer:
Informações
Tamanho: 230MB em Média e 2,47 GB total
Resolução: 640 x 380
Frame Rate: 24 fps
Formato: DVDRip
Qualidade de Áudio: 10
Qualidade de Vídeo: 10
Vídeo Codec: RMVB
Áudio Codec: Mp3
Idioma: Inglês
Legenda: Português
O exame, que seleciona alunos para a USP (Universidade de São Paulo) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, foi aplicado neste domingo (28) e registrou índice de abstenção de 7,79%. Ou seja, 10.365 inscritos, dentre os 132.993 esperados, faltaram no exame.
A lista com os convocados para a próxima etapa será divulgada em 20 de dezembro.
Química impossível
Na saída da primeira fase da Fuvest 2011, os estudantes com quem o UOL Vestibular conversou consideram a prova puxada, de modo geral. E bastante "difícil" na parte de química. Segundo eles, português era a parte da prova mais simples, pois exigia mais interpretação de texto e menos conteúdos.
"Química era só chute, não dava para fazer nada", disse Nelson Nunes Leal Filho, 18, que concorre para agronomia. "Achei que estava difícil, pegaram muito pesado nas provas", completou o estudante que considerou que "diminuíram os textos [enunciados] mas aumentaram a complexidade" das questões.
Para Caroline dos Santos Pires Luiz, 17, candidata de publicidade, "física e matemática foram as matérias mais difíceis". Bruno Komatsu, 18, vestibulando de odontologia, concorda com ela: "a parte de exatas estava mais complicada, mas bem elaborada".
Entrada tranquila
Os estudantes ouvidos na FEA (Faculdade de Economia e Administração) da USP se mostraram tranquilos em relação à prova. "Fiz Unesp e Unicamp e acho que fui melhorando em cada prova. Hoje estou mais calma", disse Heloísa Morais Gonçalves, 19, que tenta engenharia bioquímica. "Na Unesp estava muito nervosa, mal dava pra escrever." A Unesp (Universidade Estadual Paulista) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) fizeram seus exames nos dois finais de semana anteriores.
Outro vestibulando que estava tranquilo com o exame -- o mais procurado entre as instituições públicas do Estado de São Paulo -- era Max Tapagheorgiou, 17, concorrente a uma vaga em psicologia. "Estou fazendo para saber como é a Fuvest; se não passar valeu como um teste", contou o rapaz.