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domingo, 30 de maio de 2010

Atualidades 10 - A Questão Nuclear


O Brasil e a Turquia anunciaram nesta segunda-feira, 17, em Teerã, um acordo para que o Irã envie urânio para o exterior e receba, em troca, urânio com grau maior de enriquecimento.

O acordo pode ajudar a evitar que o Conselho de Segurança da ONU aprove novas sanções contra o Irã, como defendem os Estados Unidos.

Confira uma série de perguntas e respostas que ajudam a explicar a complexa situação e a importância do acordo.

O que prevê o acordo? O Irã enviará 1,2 tonelada de urânio com baixo grau de enriquecimento (3,5%) para a Turquia em troca de 120 kg de combustível enriquecido a 20%. A troca deverá ter o acompanhamento da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica, órgão da ONU).
Para que o Irã quer o combustível? Para um pequeno reator de pesquisas médicas em Teerã, instalado pelos Estados Unidos há muitos anos. Ele está sofrendo com a falta de combustível, que antes era fornecido pelo exterior.
Qual seria o problema de permitir que o Irã enriquecesse o próprio urânio? O argumento contrário é de que, com isso, o Irã poderia desenvolver mais sua capacidade de enriquecimento. Muitos países temem que o país possa evoluir nesse campo até ter condições de construir um dispositivo nuclear, que requer urânio com um alto grau de enriquecimento, de cerca de 90%. Por outro lado, especialistas ocidentais acreditam que o Irã ainda não tem capacidade de fabricar sozinho as varetas de combustível necessárias para o reator de Teerã. Isso os leva a questionar a necessidade de o país ter acesso a urânio enriquecido a 20%, usado nas varetas. O Irã contesta isso e diz que simplesmente precisa de combustível.
Qual era a situação antes do acordo? No ano passado, os Estados Unidos, a Rússia e a França propuseram retirar do Irã urânio com baixo grau de enriquecimento em troca de combustível com urânio enriquecido a 20%. A proposta era que o material fosse enviado para a Rússia e a França - onde seria enriquecido e transformado em varetas para uso no reator de Teerã - antes de ser devolvido ao Irã. O Irã queria a troca de seu urânio pouco enriquecido por urânio mais enriquecido em pequenas quantidades e em seu próprio território, temendo a possibilidade de não receber de volta seu urânio. Após meses de incerteza, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, parecia aprovar a ideia original em outubro, mas posteriormente voltou atrás e ordenou aos seus cientistas nucleares que seguissem adiante com o enriquecimento de urânio no próprio país. O Irã diz que, se receber de outro país o urânio enriquecido a 20% para seu reator de pesquisas, não teria a necessidade de enriquecer o urânio. Governos ocidentais também argumentam que fornecer ao Irã mais combustível não eliminaria a possibilidade de novos enriquecimentos.
Por que o Conselho de Segurança ordenou que o Irã interrompesse o enriquecimento? Porque a tecnologia usada para enriquecer urânio para ser usado como combustível na produção de energia nuclear também pode ser usada no enriquecimento de urânio ao nível mais alto. Há receio de que o Irã esteja ao menos tentando adquirir a experiência necessária para que possa, um dia, se quiser, fabricar uma bomba. O Irã escondeu seu programa de enriquecimento por 18 anos, então, o Conselho de Segurança disse que, até que as intenções pacíficas do programa nuclear do país possam ser estabelecidas por completo, o país deve interromper o enriquecimento e algumas outras atividades nucleares.
O que o Irã diz sobre a produção de armas nucleares? O país diz que não descumprirá suas obrigações estabelecidas pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear (NPT, na sigla em inglês) e não usará a tecnologia para fabricar uma bomba nuclear. No dia 18 de setembro de 2009, o presidente Ahmadinejad disse à rede de televisão NBC: "Não precisamos de armas nucleares (...) isso não é parte dos nossos programas e planos". Ele também disse à ONU, no dia 3 de maio de 2010, que armas nucleares são "um fogo contra a humanidade". Pouco depois, o supremo líder religioso do Irã, Ali Khamenei, que, segundo relatos, teria baixado um fatwa (decreto religioso islâmico) contra armas nucleares, disse: "Nós rejeitamos fundamentalmente as armas nucleares". Ele já havia dito isso em fevereiro deste ano.
Por que o Irã se recusa a obedecer as resoluções do Conselho de Segurança? Segundo o NPT, países signatários têm o direito de enriquecer urânio para ser usado como combustível na geração de energia nuclear com fins civis. Estes Estados devem permanecer sob inspeção da AIEA. O Irã está sendo inspecionado, mas não de acordo com as regras mais rigorosas, porque o país não concorda com elas. Apenas os signatários que já tinham armas nucleares quando o tratado foi criado, em 1968, têm permissão de enriquecer urânio até o nível mais alto, necessário para a obtenção de armas nucleares. O Irã dizia que estava simplesmente fazendo o permitido pelo tratado e que pretendia enriquecer urânio até o nível requerido para a produção de energia ou outros fins pacíficos. O país atribui as resoluções do Conselho de Segurança a pressões políticas dos Estados Unidos e seus aliados. E argumenta que precisa de energia nuclear e quer controlar o processo por conta própria. O presidente Ahmadinejad disse várias vezes que seu país não vai ceder à pressão internacional: "A nação iraniana não sucumbirá a intimidações, invasões ou violações de seus direitos".
O que exatamente o Conselho de Segurança e a AIEA queriam que o Irã fizesse? Eles queriam que o Irã suspendesse todas as atividades de enriquecimento, incluindo a preparação do urânio, a instalação de centrífugas nas quais o gás do urânio é circulado para separar as partes mais ricas e a inserção do gás nas centrífugas. Os órgãos da ONU também queriam que o Irã suspendesse projetos envolvendo água pesada, particularmente a construção de um reator de água pesada. Este tipo de reator pode produzir plutônio, que pode ser usado como substituto do urânio em uma bomba nuclear. A AIEA também pediu que o Irã ratifique e implemente um protocolo adicional permitindo inspeções mais minuciosas como uma forma de criar mais confiança.
Que sanções já foram impostas contra o Irã? Em março de 2008, a ONU impôs uma última rodada de sanções, que incluem a proibição de viagens internacionais para cinco autoridades iranianas e o congelamento de ativos financeiros no exterior de 13 companhias e de 13 autoridades iranianas. A resolução também impede a venda para o Irã dos chamados itens de "uso duplo" - que podem ter tanto objetivos pacíficos como militares. Em 10 de junho de 2008 os Estados Unidos e União Europeia anunciaram que estariam dispostos a reforçar as sanções com medidas adicionais. Treze dias depois, a EU concordou em congelar bens do maior banco iraniano, o Banco Melli, e estender a proibição de vistos para iranianos envolvidos no desenvolvimento do programa nuclear. Ainda em junho daquele ano, o então representante da União Europeia para política externa, Javier Solana, apresentou, em nome de China, UE, Rússia e Estados Unidos, um pacote de incentivos econômicos ao Irã em troca de garantias de que o país não fabricaria armas nucleares.
A decisão de elevar o nível de enriquecimento de urânio para 20% provocou novas sanções? Sim. Um dia depois do anúncio do Irã, o governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções, passando a punir quatro empresas ligadas às Guarda Revolucionária do país asiático. As companhias são ligadas a uma empresa de construção que pertence à Guarda Revolucionária, a Khatam Al-Anbiya, e ao diretor da empresa, general Rostam Qasemi. Os ativos no exterior de Qasemi e das quatro empresas foram congelados. Segundo o governo americano, os lucros da Khatam Al-Anbiya ajudam a patrocinar os programas nuclear e de desenvolvimento de mísseis do Irã. Além dos EUA, autoridades da França, da Rússia e da Alemanha também afirmaram que novas sanções seriam necessárias contra o país.
Quais novas sanções seriam possíveis? A China continua relutante em concordar com novas sanções do Conselho de Segurança. Por isso, uma coalizão de países, que inclui a União Europeia, podem tomar algumas ações separadamente. Já foi considerado parar a exportação de produtos de petróleo refinado para o país. Apesar da riqueza petroleira, o Irã não consegue produzir uma quantidade suficiente desses produtos sozinho. Apesar disso, há oposição a essa ideia porque poderia afetar a população geral. Pode haver esforços para conseguir uma proibição para o investimento de petróleo e gás e em negócios financeiros.
Alguns incentivos estão sendo oferecidos ao Irã. Quais são eles? Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha afirmam que se o Irã suspender o enriquecimento de urânio, podem começar as negociações para um acordo de longo prazo. A oferta prevê ao reconhecimento do direito do Irã desenvolver energia nuclear para fins pacíficos e o diz ainda que o Irã será tratado "da mesma maneira" que outros Estados signatários do Tratado de Não-Proliferação. O Irã teria ajuda para desenvolver usinas de energia nuclear e teria garantias de combustível para as usinas. Além disso, receberia concessões comerciais, inclusive o possível fim das sanções dos EUA, que proíbe o país, por exemplo, de comprar novas aeronaves civis e equipamentos para os aviões.
Quais são as chances de um ataque contra o Irã? O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, já falou diversas vezes do que acredita ser uma ameaça em potencial do Irã. Há relatos de que Israel tenha realizado um grande exercício aéreo, considerado um teste para uma eventual ofensiva contra o território iraniano. O governo de Israel não acredita que os meios diplomáticos forçarão o Irã a suspender o enriquecimento de urânio e não quer Teerã sequer desenvolva capacidade técnica para produzir uma bomba nuclear. Portanto, a possibilidade de um ataque de Israel permanece.
Afinal, o que, na prática, impede o Irã de fazer uma bomba nuclear? Especialistas acreditam que o Irã poderia enriquecer urânio suficiente para construir uma bomba em alguns meses. Entretanto, o país aparentemente ainda não detém o domínio da tecnologia para criar uma ogiva nuclear. Em teoria, o Irã poderia anunciar que está abandonando o Tratado de Não-Proliferação das armas nucleares e, três meses depois de fazê-lo, estaria livre para fazer o que bem entendesse. Mas ao fazer isso, o país estaria sinalizando suas intenções e ficaria vulnerável a ataques. Se o Irã tentasse obter secretamente o material para fazer uma bomba e o plano fosse descoberto, o país estaria vulnerável da mesma forma. Por isso, alguns acreditam que a ameaça de que o Irã desenvolva uma bomba atômica tem sido exagerada.
Os países que já têm armas nucleares e são signatários do tratado de Não-Proliferação nuclear não se comprometeram a acabar com esses armamentos? O artigo 6º do Tratado obriga os signatários a "fazer negociações de boa-fé sobre medidas que levem ao fim da corrida armamentista nuclear em uma data próxima e ao desarmamento nuclear". As potências nucleares alegam que têm feito isso ao reduzir seus arsenais, mas críticos alegam que eles, na verdade, não tem seguido no caminho do desarmamento. Analistas também argumentam que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha violaram o tratado ao transferirem tecnologia nuclear de um para o outro.
E Israel, inimigo do Irã na esfera internacional, tem bombas nucleares? Israel nunca confirmou isso. Contudo, como Israel não é signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, então não é obrigado a obedecê-lo. O mesmo pode ser dito da Índia ou do Paquistão, dois países que têm armamentos nucleares. A Coreia do Norte abandonou o tratado e anunciou que também tem a capacidade de ter bombas atômicas. Em 18 de setembro de 2009, a AIEA pediu a adesão de Israel ao NPT ou que o país permita que suas instalações nucleares sejam inspecionadas. Israel se recusa a aderir ao acordo ou permitir a supervisão. Acredita-se que o país tenha até 400 ogivas nucleares, mas Israel se nega a confirmar ou confirmar isso.

200 Dicas para o Vestibular


Pesquisadas em dezenas de obras literárias e de SITES de Vestibular da Rede Mundial de Computadores-Internet, muitas delas condensadas ou ampliadas, revisadas gramaticalmente, atualizadas e organizadas

1ª. ACERTOS.

Concentração e tranqüilidade garantem o máximo de acertos possível.

Não se preocupe em tentar acertar um determinado número de questões.

2ª. ACHISMOS.

Nada de achismos!

Não adianta fazer suposições.

Utilize apenas as informações que, de fato, constam no enunciado. Não suponha nada além.

Não acredite cem por cento nas figuras: acho que esse ângulo é reto. Não! Ou está escrito no enunciado que ele é reto ou terá que deduzir isso.

3ª. AFETIVIDADE.

O estudante não pode tirar férias de sua condição humana.

As relações afetivas dão ao candidato o equilíbrio emocional necessário para enfrentar a rotina de estudos.

4ª. ÁGUA.

É importante manter-se hidratado.

Beba muita água (oito copos por dia, em média).

O leite e os sucos naturais de frutas, além de serem boas fontes de água, fornecem outras substâncias nutritivas essenciais ao organismo.

A água ajuda na digestão, no funcionamento dos rins e intestinos, além de regular a temperatura do corpo. Repõe a perda de líquidos aumentada com o calor e o estresse.

5ª. ALIMENTAÇÃO.

As proteínas, vitaminas e sais minerais são muito importantes.

As frituras são desaconselhadas, pois causam transtornos gastrointestinais.

Cereais, pães integrais e queijos irão deixá-lo bem mais disposto para estudar.

Ingira líquido à vontade, como água ou suco natural, mas nada de refrigerantes.

Feijoada, nem pensar, porque causa sonolência, deixando o raciocínio mais lento.

A alimentação balanceada é fundamental para um melhor desempenho das funções mentais.

Deixe o chiclete o mais rapidamente possível. Ele fabrica ácido clorídrico e provoca sensação de fome.

Os carboidratos são a principal fonte de energia do organismo e são encontrados no arroz, na batata, massas e pães.

Fazer pelo menos cinco refeições diárias, sem exagerar na quantidade, é o segredo (café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar).

No dia da prova, coma alimentos suaves e leves, como frutas, sucos e vitaminas. Evite comidas gordurosas, de difícil digestão, doces, chocolates, refrigerantes e balas, que causam desconforto gástrico.

6ª. AMBIENTE DE ESTUDO.

Fique longe de conversas e evite ruídos repetitivos.

Evite movimentos e sons que tirem sua concentração.

Não é necessário desligar-se totalmente do mundo – uma música instrumental, por exemplo, em volume mais baixo, é sempre uma boa companhia – mas resista a atender o telefone.

7ª. AMIGOS.

Cultive amigos.

Estabelecer relações sociais é necessário para alegrar a vida.

Um ombro amigo vale para dividir prazeres e tristezas e para compartilhar momentos especiais.

8ª. ANOTAÇÕES.

Manter os apontamentos é fundamental.

A escrita é um poderoso instrumento para preservar o conhecimento.

Tomar notas é a melhor técnica para guardar as informações obtidas em aula e em livros.

9ª. ANSIEDADE.

Não carregue sobre os ombros as expectativas de seus pais. Já bastam as suas!

O diálogo é a melhor saída para controlar a ansiedade de ser aprovado no vestibular.

A ansiedade e o medo são considerados reações normais em situações aflitivas, como provas.

A adrenalina produzida pela ansiedade pode ajudar no processo competitivo, gerando iniciativa e garra para lutar.

Aprender a ter controle sobre a situação em vez de entrar em pânico é a chave para um melhor aproveitamento da adrenalina.

10ª. ANTES DA PROVA.

Alivie a tensão, fazendo algo de que gosta e o deixa relaxado.

Assista a um filme, escute música, faça uma caminhada, etc.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Notícias Vestibulares Meio de Ano

Unicamp divulga prova do simulado do novo vestibular

Já está disponível para consulta, na página da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a prova do simulado da primeira fase do novo vestibular da universidade
  
Confira a prova do simulado.         Veja o gabarito das questões.

O objetivo de aplicar e divulgar um piloto da prova, segundo a Comvest, é familiarizar os candidatos com o novo formato do vestibular, que vai mudar, depois de 24 anos. Os participantes foram escolhidos por meio de um sorteio eletrônico. A Comvest recebeu 16 mil inscrições e sorteou 1.280 participantes. Segundo a Comvest, 1.128 inscritos (88,1%) fizeram a prova do simulado. Os exemplos de textos da prova de redação produzidos durante o simulado, com comentários da banca, serão divulgados a partir do dia 15 de junho. Os participantes terão acesso, individualmente, às notas que obtiveram no exame, a partir do dia 15 de junho.
Novo modelo
Segundo o novo modelo do vestibular da Unicamp, aprovado no final de 2009, a prova terá duas partes: 48 questões de múltipla escolha, que formam a parte de conhecimentos gerais, e a parte de redação, em que os participantes terão de elaborar três textos de gêneros diversos. A prova terá cinco horas de duração. Até o ano passado, a primeira fase tinha 12 questões dissertativas e uma redação, em que o candidato selecionava uma de três propostas (dissertação, narrativa ou carta) e preparava apenas um texto. O tempo de prova era de quatro horas. Outra novidade do vestibular 2011 é que os exames da segunda fase serão aplicados em três dias, com o conteúdo distribuído em três áreas do conhecimento. O resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) continuará valendo até 20% da nota da primeira fase. No entanto, o seu uso passa a ser obrigatório para todos os candidatos. As inscrições para o vestibular Unicamp 2011 serão realizadas no período de 23 de agosto a 8 de outubro, exclusivamente na página eletrônica da Comvest.
  
PUC-Campinas abre inscrições para vestibular 

A Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) abriu inscrições para o vestibular de inverno nesta segunda-feira (17). O prazo termina em 15 de junho. A universidade oferece 620 vagas para os cursos de administração, direito, medicina, além de cinco superiores de tecnologia. A taxa de inscrição para os candidatos aos cursos de medicina e direito, que fazem prova em dois dias, será de R$ 100. Já para os cinco cursos superiores de tecnologia e administração, que tem um único dia de prova, o valor da taxa é de R$ 50. As provas ocorrem em 2 e 3 de julho. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site da universidade. Os candidatos poderão usar o resultado do Enem 2009 no processo de seleção. Os interessados devem indicar o número do Enem no momento da inscrição. No caso de indicação incorreta ou da não indicação, o exame não será considerado. Mesmo quem optar por utilizá-lo terá de fazer as provas. A divulgação dos resultados do vestibular ocorrerá no dia 14 de julho e as matrículas serão realizadas em 19 e 20 de julho.


Atualidades 9 - Entenda o Conflito do Afeganistão

A violência que atinge o Afeganistão tem em sua origem um conflito étnico iniciado há 30 anos. Desde 1979, quando a União Soviética invadiu o país, diversos grupos que recebiam o nome genérico de mujahedin (aquele que busca a jihad) combateram o governo comunista, com o objetivo comum de instaurar um Estado muçulmano regido pela sharia, a lei islâmica. Após a retirada soviética, em 1989, e a queda do governo comunista, em 1992, os mujahedin se dividiram. De um lado, o Talibã, grupo baseado no sul do país e predominantemente pashtun, a maior etnia do Afeganistão. Do outro, a Aliança do Norte, liderada pelo segundo maior grupo étnico do país, os tajiques, e pelos uzbeques, um grupo minoritário.

Hoje em dia, enquanto o Talibã é um grupo bastante ativo, a Aliança do Norte não existe como organização, mas divisões étnicas continuam a influenciar a política do país. O que agrava ainda mais a situação é o fato de as várias tribos pashtuns terem grandes divisões internas. Todas essas divergências explicam a hostilidade do Talibã aos candidatos pashtuns Hamid Karzai e Ashraf Ghani, e a Abdullah Abdullah, um tajique.
HISTÓRIA DO AFEGANISTÃO














 

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Atualidades 8 - Entenda o que é a Camada de Pré-sal

A camada do pré-sal já foi manchete, polêmica e até bandeira da próxima campanha presidencial. Apesar dos bilhões de barris de petróleo alardeados pelo governo, que estão supostamente encobertos por espessas camadas de sal abaixo do leito do mar brasileiro, muito do que se falou até hoje são meras conjecturas. O que realmente significa o pré-sal para o país? Como essa riqueza será explorada? Quais são as garantias de que a extração de petróleo nessas áreas é um bom investimento? Essas e outras respostas irão ajudar você a entender a questão.

1. O que é o pré-sal e onde ele está situado?
É uma porção do subsolo que se encontra sob uma camada de sal situada alguns quilômetros abaixo do leito do mar. Acredita-se que a camada do pré-sal, formada há 150 milhões de anos, possui grandes reservatórios de óleo leve (de melhor qualidade e que produz petróleo mais fino). De acordo com os resultados obtidos através de perfurações de poços, as rochas do pré-sal se estendem por 800 quilômetros do litoral brasileiro, desde Santa Catarina até o Espírito Santo, e chegam a atingir até 200 quilômetros de largura.



segunda-feira, 17 de maio de 2010

Provas Enem Enade e Vestibulares










Atualidades 7 - Entenda a Crise na Grécia

Os principais países da Europa possuem uma elevada dívida pública, um passivo previdenciário crescente e uma carga tributária que já absorve praticamente a metade do PIB. Uma rara exceção é a Irlanda, que fez inúmeras reformas liberais e apresenta um quadro bem mais confortável. Para os demais países, reformas que cortem as despesas estatais são uma necessidade, mas encontram forte resistência por parte dos grupos organizados, que não desejam abrir mão dos privilégios. Juntando os problemas provenientes da tensão cultural causada pela imigração descontrolada, a demografia desfavorável e o excesso de governo atravancando a economia, o cenário para o futuro europeu não é dos melhores. Se nada significativo se alterar neste curso, poderemos presenciar, nesse século ainda, o declínio da Europa. Somente o tempo vai dizer se essas previsões mais pessimistas irão mesmo se concretizar. Mas os riscos existem e não podem ser minimizados.

Nos últimos dias, as bolsas de valores do mundo inteiro, inclusive no Brasil foram derrubadas pelas dúvidas de que alguns países da Europa, os chamados Pigs (porco, em inglês) não consigam honrar suas dívidas. A sigla representa as iniciais de Portugal, Itália e Irlanda, Grécia e Espanha (Spain, em inglês).

A crise financeira mundial, que atingiu o auge em setembro de 2008, agravou os problemas financeiros de alguns países da UE (União Europeia). Os governos, para diminuir os impactos da crise, ajudaram os setores mais críticos da economia com pacotes bilionários, que evitariam perdas de empregos e atenuariam os efeitos negativos das turbulências no setor financeiro. Com tantos pacotes de ajuda, a arrecadação destes governos diminuiu e eles ficaram mais endividados.

ENTENDA A CRISE NA GRÉCIA


A Grécia, que criou um pacote de medidas de ajuste fiscal para receber ajuda financeira da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) - plano aprovado em 6 de maio, tem enfrentado dificuldades para refinanciar suas dívidas e despertado preocupação entre investidores de todo o mundo sobre sua situação econômica.

O país acumulou uma dívida de 300 bilhões de euros e um déficit fiscal em 2009 de 13,6%, bem acima do teto fixado pelo Tratado de Maastricht para os países da zona do euro, que situa o Produto Interno Bruto (PIB) em 3%.

Isso acontece porque a Grécia é um dos países que passam por um desequilíbrio fiscal devido à crise financeira global que atingiu as principais economias do mundo a partir de 2008: com a arrecadação em baixa e os gastos em alta, ela gasta mais do que arrecada.

Num momento em que os custos de financiamento se encontram nos níveis mais altos dos últimos 12 anos e sua economia afunda pelo segundo ano consecutivo, a Grécia está tentando cortar seu déficit fiscal com dolorosas medidas de austeridade para convencer os mercados de que não dará calote na dívida.