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domingo, 1 de junho de 2014

Dilma defende cotas no Enem e diz que medida é para superar racismo

Dilma defende cotas no Enem e diz que medida é para superar racismo

Presidente participou de bate-papo com internautas no Facebook.
Ela afirmou que investe na segurança do exame para garantir 'isonomia'.

Juliana Braga Do G1, em Brasília
Dilma manda "beijinho" para internautas durante chat no Facebook (Foto: Palácio do Planalto)Dilma manda "beijinho" para internautas durante chat no Facebook (Foto: Palácio do Planalto)
 
Em bate-papo com internautas sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a presidente Dilma Rousseff voltou a defender nesta quinta-feira (15) o uso de cotas raciais no sistema de avaliação educacional que garante vagas a universidades. Ao responder questionamento de um usuário da rede social Facebook sobre se as cotas não poderiam ser consideradas "racismo", ela disse que as ações afirmativas são necessárias para o país superar mais de "300 anos de escravidão"
"As cotas raciais integram as ações afirmativas necessárias para que superemos as consequências de 300 anos de escravidão e do racismo dela decorrente. #DilmaResponde", escreveu a presidente na página oficial do Palácio do Planalto no Facebook.
As cotas raciais integram as ações afirmativas necessárias para que superemos as consequências de 300 anos de escravidão e do racismo dela decorrente"
Dilma Rousseff, presidente da República
A lei de cotas sociais e raciais na rede federal de ensino superior entrou em vigor em agosto de 2012. A nova legislação prevê que, até 2016, todas as universidades e institutos federais reservem 50% de todas as suas vagas por critério de cor, rede de ensino e renda familiar.
O aumento das cotas deverá ser gradual até o prazo final: em 2013, no mínimo 12,5% das vagas já deveria ter seguido as regras da lei federal. Para 2014, a meta mínima é de 25%.
Muitas universidades, no entanto, já estão adotando 50% de vagas para cotista, antecipando-se em relação a 2016. Estas regras vale para alunos de escolas públicas.

Face to Face
Essa é a terceira vez que a presidente utilizou a rede social, em uma estratégia batizada de Face to Face, para iteragir com internautas. Na primeira oportunidade em que promoveu um chat, Dilma respondeu perguntas sobre o Marco Civil da Internet, que, na ocasião, recém tinha sido aprovado pelo Congresso Nacional. No segundo bate-papo virtual, as perguntas foram sobre o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
Nem todas as perguntas dos internautas publicadas na página do Planalto foram respondidas. Entre as questões elaboradas pelos usuários da rede social estavam dúvidas sobre acessibilidade à prova, segurança do Enem , correções dos testes e até mesmo sobre o programa Ciência Sem Fronteiras.
Em meio à sabatina, um internauta pediu que Dilma enviasse um beijo para ele. No meio do chat, a presidente publicou uma foto mandando "beijinho" para o internauta.
Segurança do Enem
Nesta quinta, além de falar sobre as cotas no Enem, a chefe do Executivo também comentou sobre as medidas de segurança adotadas pelo governo para evitar fraudes no exame. De acordo com a petista, a cada ano, o esquema de segurança é melhorado para garantir "isonomia" aos participantes.
"A cada ano, nós melhoramos o esquema de segurança relativo às provas do Enem. Sabe por que para nós a segurança é importante? É porque, com ela, garantimos a isonomia do exame: todas as pessoas que participam têm igualdade de oportunidade", sustentou.
Ainda sobre o sistema de segurança do Enem, Dilma destacou que o governo federal firmou "amplo acordo" com as secretarias de segurança estaduais para assegurar a lisura da prova. Ela ressaltou também que as áreas de inteligência da Polícia Federal e das Forças Armadas dão suporte à segurança do exame e que a Polícia Rodoviária Federal e as as polícias rodoviárias estaduais prestam apoio no transporte das provas.

Correções
Durante a sessão de perguntas, Dilma afirmou que os corretores recrutados para corrigir as provas do Enem recebem um número limitado de testes por dia. "Temos tido o cuidado de garantir aos corretores as melhores condições para que eles façam seu trabalho de forma adequada", disse a presidente.
Alguns internautas ironizaram as falhas que marcaram o Enem nos últimos anos. Um deles, por exemplo, perguntou se poderia escrever uma receita de bolo na redação do Enem, referindo-se aos estudantes que preencheram a prova dissertativa com receitas e não foram eliminados. "É um bolo gostoso, eu prometo", escreveu um usuário do Facebook.

Fonte:G1.com

Governo divulga lista de escolas que vão ganhar ingressos para ver a Copa

Governo divulga lista de escolas que vão ganhar ingressos para ver a Copa

Serão 48 mil ingressos para alunos de escolas públicas das cidades-sedes.
Escola de Parelheiros terá ingressos para abertura do Mundial.

Do G1, em São Paulo
Arena Corinthians, em Itaquera, vai receber o jogo de abertura da Copa do Mundo entre Brasil e Croácia (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)A EMEF Ulysses da Sylveira Guimarães, em Parelheiros, Zona Sul de São Paulo, ganhou 24 ingressos para o jogo de abertura da Copa do Mundo entre Brasil e Croácia na Arena Corinthians (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
 
O governo federal divulgou nesta sexta-feira (16) a lista das escolas públicas das cidades-sedes da Copa do Mundo que vão receber 48 mil ingressos de jogos do Mundial. Outros 2 mil ingressos serão para comunidades indígenas vinculadas à Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Comitê Intertribal.

VEJA A LISTA DAS ESCOLAS
Curitiba é a cidade que vai receber mais ingressos, 7.808 entradas. Em seguida estão Fortaleza (7.496), Cuiabá (7.306), Porto Alegre (6.056), Recife (5.854), Salvador (4.008), Natal (2.906), Belo Horizonte (2.304), São Paulo (2.238), Manaus (1.902), Brasília (1.564) e Rio de Janeiro (558).
Em São Paulo, a EMEF Ulysses da Sylveira Guimarães, que fica no Jardim Santa Fé, região de Parelheiros, Zona Sul de São Paulo, terá 24 ingressos para dar aos alunos para o jogo de abertura entre Brasil e Croácia, dia 12 de junho.
O jogo Brasil x México, dia 17 de junho, em Fortaleza, terá 286 ingressos para alunos das escolas CAIC Maria Alves Carioca, EM Professor Clocaldo Pinto, CERE Maria José Santos Ferreira Gomes, EEFM Ayrton Senna da Silva, e EM Professora Maria Liduina Corrêa Leite.
O jogo Brasil x Camarões, dia 23 de junho, em Brasília, terá 50 alunos da EC 314 Sul e outros 50 da EC 407 Norte.
No Rio, serão 50 ingressos para alunos da Escola Municipal Coronel José Gomes Moreira, em Bangu, Zona Norte, que vão receber ingressos para a final da Copa do Mundo.
Os responsáveis das escolas farão a retirada dos ingressos nos centros de distribuição da Fifa e preencherão no próprio Simec os nomes e lugares dos alunos e seus responsáveis. A lista com o nome de todos os alunos sorteados, com os respectivos jogos, será divulgada publicamente antes do início da Copa do Mundo.

Alunos da Escola Municipal Coronel José Gomes Moreira, em Bangu, vão ver a final da Copa no Maracanã (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)Alunos da Escola Municipal Coronel José Gomes Moreira, em Bangu, vão ver a final da Copa no Maracanã (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
 
 

UFG vai adotar o Sisu como única forma de processo seletivo

UFG vai adotar o Sisu como única forma de processo seletivo

Decisão foi aprovada nesta sexta-feira e começa a valer no início de 2015.
Último vestibular tradicional da entidade será aplicado no próximo domingo.

Sílvio Túlio Do G1 GO
Estudantes fazem vestibular da UFG, em Goiânia (Foto: Gabriela Lima/G1) 
Último vestibular tradicional da UFG vai ocorreu no domingo  (Foto: Gabriela Lima/G1)
 
A Universidade Federal de Goiás (UFG) aprovou, na tarde desta sexta-feira (16), a adesão integral ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que passa a ser o único processo seletivo para os cursos de graduação da instituição. A medida começa a valer no primeiro semestre de 2015, já com as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. O vestibular tradicional marcado para o próximo domingo (18) está mantido, mas será o último organizado pela entidade.
A mudança no processo seletivo foi decidida pelo Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura (Cepec). Dos 34 membros com direito a voto, 31 foram favoráveis à adesão integral ao Sisu. A primeira aprovação foi feita pela Câmara de Graduação da UFG na última terça-feira (13). Antes da decisão, 50% das vagas eram preenchidas por meio do vestibular tradicional e o restante via Sisu.
Para o presidente do Centro de Seleção da UFG, professor Wagner Wilson Furtado, a adesão pelo sistema irá ser benéfica tanto para a universidade quanto para os candidatos. Segundo ele, a mudança torna o acesso ao ensino superior mais "democrático".
"A quantidade de vagas ociosas que tínhamos era muito grande e, abrindo o leque, esse número irá cair. Além disso, o acesso pelo Enem é mais amplo. Para se ter ideia, em um vestibular de fim de ano, tínhamos cerca de 35 mil inscrições. No Enem do ano passado, esse número foi de 200 mil somente em Goiás. Com mais gente, podemos também selecionar melhor", explicou ao G1.
As inscrições para o Enem foram abertas na última segunda-feira (12) e seguem até as 23h59 do próximo dia 23, no site do exame. As provas serão realizadas nos dias 8 e 9 de novembro, e a expectativa é de que até 8,2 milhões de estudantes se inscrevam este ano.

Exceções
Em alguns casos, por critérios técnicos, o método de seleção nos cursos da UFG será diferente. Por conta de regra do Ministério da Educação, é proibido usar o Sisu como única forma de seleção de cursos que exigem Verificação de Habilidades e Conhecimentos Específicos (VHCE), como arquitetura, música, artes cênicas, design de ambientes e libras.
Por isso, segundo Furtado, essas graduações contabilizarão apenas a nota do Enem como forma de ingresso. "As provas específicas continuarão sendo realizadas, só que vamos chamar um número maior de aprovados para fazê-las. A quantidade do excedente ainda será votada, mas isso evitar ter que soltarmos várias chamadas", pontua.
Os cursos de Educação a Distância (EAD) obedecem a mesma norma. Por terem características regionais, não se enquadram no Sisu e também se valerão, como forma de avaliação, do Enem. O novo processo inclui ainda os cursos específicos de educação do campo, oferecidos nos campus de Goiânia e Catalão.
Somente para o projeto de educação intercultural, existente na capital para habilitar indígenas a lecionarem em suas comunidades, o processo será completamente diferente. Nesse caso, haverá uma prova específica.

Fonte: G1.com

Brasileiro que estuda nos EUA cria projeto educacional e ajuda jovens

Brasileiro que estuda nos EUA cria projeto educacional e ajuda jovens

Iniciativa em Santa Isabel (SP) já recebeu cerca de 1,5 mil alunos.
Projeto treina estudantes para olimpíadas do conhecimento.

Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano
Marco Antônio estuda no Instituto de Tecnologia de Massachussets e foi o idealizador do projeto (Foto: Teresinha Pedroso/Arquivo Pessoal) 
Marco Antônio estuda no Instituto de Tecnologia de Massachussets e foi o idealizador do projeto. (Foto: Teresinha Pedroso/Arquivo Pessoal)
 
Um projeto realizado em Santa Isabel vem transformando alunos em atletas do conhecimento. Intitulada "Olímpícos de Santa Isabel", a iniciativa prepara estudantes dos ensinos fundamental e médio para competições de matemática, astronomia e outras áreas.
O projeto começou em 2008 quando o estudante Marco Antônio Lopes Pedroso, então aluno de uma faculdade pública brasileira, teve a ideia de ajudar outros jovens. Ele fez uma prova e conseguiu uma bolsa para estudar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, o mais conceituado daquele país.
"A inspiração veio do fato de eu e meu irmão termos acesso a grandes oportunidades que surgiram a partir do nosso interesse em olimpíadas. A partir daí, meio que num senso de dever, decidimos mostrar esse mundo para outros alunos da nossa cidade. Hoje, vemos muitos e muitos alunos propagando essa ideia, principalmente alunos que se destacaram na Olímpicos e hoje estão liderando o projeto”, explica Marco Antônio. Hoje, o estudante está concluindo sua graduação em Ciência da Computação e de lá ajuda a coordenar o programa.

Projeto treina alunos para conseguir medalhas em olimpíadas de conhecimentos e bolsas em escolas particulares (Foto: Therezinha Lopes/Arquivo Pessoal) 
Projeto treina alunos para conseguir medalhas em olimpíadas de conhecimentos e bolsas em escolas particulares (Foto: Therezinha Lopes/Arquivo Pessoal)
 
Olímpicos de Santa Isabel

Na iniciativa, os alunos da rede pública estudam gratuitamente, no contraturno do período escolar, durante a semana e até nos dias de descanso. Além de conseguir boas colocações em olimpíadas de conhecimentos, a intenção também é obter bolsas de estudo.
O Olímpicos atualmente tem 70 alunos fazendo curso pré-vestibular e cerca de 120 em treinamentos para olimpíadas. “Quem treina matemática eleva o nível de conhecimento para todas as outras áreas, inclusive biologia e português”, conta a coordenadora do projeto, Therezinha Lopes.
O Olímpicos de Santa Isabel já levou conhecimento a cerca de 1,5 mil jovens. Os alunos atualmente se preparam para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Aeronáutica. Apenas no primeiro semestre do ano, os olímpicos farão provas para duas competições de física, duas de matemática, uma de informática e outra internacional de ciências.

Cursos são oferecidos durante a semana e também aos sábados e domingos (Foto: Therezinha Lopes/Arquivo Pessoal)Cursos são oferecidos durante a semana e também aos sábados e domingos (Foto: Therezinha Lopes/Arquivo Pessoal)
 
Uma das revelações do projeto é Ana Paula de Oliveira Faria, de 15 anos. Ela conseguiu uma bolsa de estudos para cursar o ensino médio em um colégio particular da capital graças ao treinamento puxado em quatro anos no Olímpicos. Hoje é tão grata à iniciativa que dedica seus domingos a dar aulas para crianças no projeto. "Eu entrei com 10 anos, meio que por acaso. Mas gostei muito e acabei ficando. Sem o projeto, eu não teria conseguido a bolsa, nem sabia que existia essa possibilidade. Hoje dou aulas de matemática e química para crianças que têm a mesma idade que eu tinha quando entrei", conta.

Aos 15 anos, Ana Paula dá aulas no projeto aos domingos e retribui o conhecimento que adquiriu (Foto: Therezinha Lopes/Arquivo Pessoal) 
Aos 15 anos, Ana Paula dá aulas no projeto aos domingos e retribui o conhecimento que adquiriu. (Foto: Therezinha Lopes/Arquivo Pessoal)
 
Ana Paula acumula 12 premiações em oimpíadas de conhecimentos. O reconhecimento mais recente foi uma menção honrosa na Olimpíada Brasileira de Química.

Khan Academy
O idealizador do Olímpicos de Santa Isabel conta que os alunos também estão aprendendo com a ajuda da Khan Academy, uma plataforma online internacional que ensina matemática por meio de videoaulas.

“Começamos esses testes pilotos de usar a Khan Academy com os alunos e eu estou atuando também como um tutor remoto através da plataforma. Tem sido bem interessante”, diz Marco Antônio.
Entre a conclusão de seu curso de graduação e o início de seu mestrado – também a ser cursado em Massachusetts – ele estará de volta ao país trabalhando na implantação da Khan Academy.  “Durante os meses de junho a agosto, estarei no Brasil trabalhando na Fundação Lemann, ajudando a expandir o impacto do projeto Khan Academy nas escolas. Há chance de trabalhar também num possível braço do projeto focado em ensinar programação” conclui.

Fonte: G1.com

Docentes da USP, Unicamp e Unesp fazem paralisação por reajuste salarial

Docentes da USP, Unicamp e Unesp fazem paralisação por reajuste salarial

Sindicatos negociam com reitores fim do congelamento de salários.
Assembleias de professores e funcionários vão votar indicativo de greve.

Do G1, em São Paulo
Faixas foram colocadas no campus de Marília (Foto: Reprodução / TV TEM) 
Faixas foram colocadas no campus da Unesp em Marília, interior de SP (Foto: Reprodução/TV TEM)
Professores e funcionários das três universidades estaduais paulistas – USP, Unicamp e Unesp – fazem nesta quarta-feira (21) paralisação em protesto à decisão dos reitores dessas instituições de não conceder reajuste salarial às categorias. Os representantes dos sindicatos de docentes e servidores das três universidades se reúnem nesta manhã com a diretoria do Conselho de Reitores (Cruesp) para uma nova rodada de negociação.
Os trabalhadores reclamam da decisão anunciada no dia 13 pelos reitores, que decidiram congelar os salários de professores e servidores este ano. Após a reunião desta quarta, docentes e funcionários farão assembleias para votar um indicativo de greve.
O Cruesp decidiu congelar os aumentos salariais em virtude do alto nível de comprometimento do orçamento com a folha de pagamento: 104,22% na USP, 96,52% na Unicamp e 94,47% na Unesp.
A decisão provocou indignação entre as entidades de classe. A Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) exige, entre outras coisas,  transparência da gestão financeira da USP, iniciando-se pela imediata abertura e divulgação de todas as contas das administrações anteriores e atual da instituição. O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) quer 9,78% de reajuste. Docentes e servidores da Unicamp e Unesp também pedem atualização dos salários.

Crise na USP
No fim de abril, o reitor da USP, Marco Antonio Zago, enviou uma carta aos professores e funcionários em que expôs a crise financeira da instituição. Foram suspensas as contratações de pessoal por tempo indeterminado, incluindo as substituições de aposentados ou demitidos. Além disso, os servidores tiveram seus salários congelados.

Funcionários e alunos da Unicamp fazem protesto contra reajuste de 0% nos salários dos docentes e servidores da universidade (Foto: Fernando Pacífico/G1 Campinas) 
Funcionários e alunos da Unicamp fazem protesto contra negativa de reajuste de salário a docentes e servidores da universidade (Foto: Fernando Pacífico/G1 Campinas)
 
Também foram suspensos investimentos em construções. A principal dificuldade da USP é arcar com a folha de pagamento, que atinge quase 105% do orçamento da universidade.

Protesto na Unicamp
Cerca de 600 pessoas entre funcionários e alunos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) fazem um protesto na manhã desta quarta-feira na Praça das Bandeiras, em frente ao prédio da reitoria, no campus do distrito de Barão Geraldo.
A manifestação é contra a decisão das universidades estaduais de reajuste zero para docentes e servidores. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), a paralisação teve adesão de cerca de 2 mil profissionais de várias áreas. Em nota, a assessoria de imprensa da Unicamp informou que as atividades na universidade funcionam normalmente na maior parte das 22 unidades de ensino e pesquisa. Ainda segundo a instituição, os atendimento da saúde seguem dentro da normalidade.

Servidores, professores e alunos paralisaram as atividades no campus da Unesp em Presidente Prudente (Foto: Carolina Mescoloti/G1) 
Servidores, professores e alunos paralisaram as atividades no campus da Unesp em Presidente Prudente, em SP (Foto: Carolina Mescoloti/G1)
 
Unesp sem aulas
Os campi da Universidade Estadual Paulista (Unesp) no interior do estado também paralisaram as atividades nesta quarta-feira. Na região Centro-Oeste paulista, estão parados os campi de Marília, Bauru, Assis e Ourinhos. Na região Oeste, parou o campus de Sorocaba e, no Noroeste, o de São José do Rio Preto. Apenas os serviços essenciais permanecem em funcionamento.
Já nas faculdades de Botucatu, Tupã, Itapeva e Araçatuba, o funcionamento é normal nesta quarta-feira.

Fonte: G1.com

Funcionários e alunos da Unicamp fazem ato contra reajuste salarial zero

Funcionários e alunos da Unicamp fazem ato contra reajuste salarial zero

Cerca de 600 pessoas se concentraram na Praça das Bandeiras.
Funcionários e docentes querem aumento de 10% nos vencimentos.

Do G1 Campinas e Região
Ato de funcionários e alunos em campus da Unicamp, em Campinas (Foto: Fernando Pacífico / G1 Campinas) 
Ato de funcionários e alunos em campus da Unicamp, em Campinas  (Foto: Fernando Pacífico / G1)
 
Pelo menos 600  funcionários e alunos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) fizeram um protesto na manhã desta quarta-feira (21) em frente ao prédio da reitoria, no campus do distrito de Barão Geraldo, em Campinas. A manifestação rejeita a decisão das universidades estaduais de reajuste zero para docentes e servidores. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), a paralisação teve adesão de 2 mil profissionais de várias áreas.
Caminhão de som
Um caminhão de som foi usado durante a manifestação, que contou com a batucada de alunos de institutos de graduação. A porta da reitoria permaneceu fechada e funcionários do setor de vigilância fizeram a segurança. Não houve registro de incidentes até a publicação desta reportagem.

Segundo o coordenador do STU João Raimundo Mendonça Souza, a categoria quer 10% de reajuste e carga de trabalho com máximo de 30 horas para quem atua no setor da saúde. A categoria entregou uma pauta à universidade em que também reivindica mais vagas em creches, redução no valor descontado do salário por conta do uso de ônibus fretado, além de melhorias no serviço, e também vale-alimentação para os aposentados.

Sem acordo
Os reitores das três universidades estaduais paulistas – USP, Unicamp e Unesp – propuseram, nesta quarta-feira (21), discutir o reajuste salarial de professores e funcionários somente entre setembro e outubro. O assunto foi discutido na reunião entre o Conselho de Reitores (Cruesp) e o Fórum das Seis, entidade que reúne os sindicatos das duas categorias nas três universidades.

Como não houve acerto, informou o STU, uma assembleia foi agendada para esta quinta-feira (22) na Praça da Paz, onde será definido o indicativo de greve dos funcionários. “A mobilização não é somente da Unesp, USP e Unicamp. Ela é da educação brasileira”, ressalta o estudante de midialogia Mateus Guzzo, de 22 anos, que integra o Centro Acadêmico do Instituto de Artes.

O Cruesp decidiu congelar os aumentos salariais em virtude do alto nível de comprometimento do orçamento com a folha de pagamento: 104,22% na USP, 96,52% na Unicamp e 94,47% na Unesp. A decisão provocou indignação entre as entidades de classe.
Reflexos
Em nota, a assessoria de imprensa da Unicamp informou que as atividades na universidade funcionam normalmente na maior parte das 22 unidades de ensino e pesquisa. Ainda segundo a instituição, os atendimento da saúde seguem dentro da normalidade e que representantes da reitoria participam de uma reunião entre o Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) e o Fórum das Seis, que integra sindicatos da categoria. A Unicamp tem 9.947 funcionários, sendo 2.042 docentes, 87 pesquisadores e 7.818 técnicos administrativos.

Ato de funcionários e alunos em campus da Unicamp, em Campinas (Foto: Fernando Pacífico / G1 Campinas)Protesto contra reajuste zero reuniu 600 funcionários e alunos na Unicamp   (Foto: Fernando Pacífico / G1)
 
Fonte: G1.com

Enem 2014 já tem mais de 5 milhões de inscritos; prazo acaba nesta sexta

Enem 2014 já tem mais de 5 milhões de inscritos; prazo acaba nesta sexta

Às 13h desta terça-feira (20), sistema tinha 5.008.713 candidatos.
É possível se inscrever na prova do MEC até as 23h59 da sexta (23).

Do G1, em São Paulo

Mais de 5 milhões de pessoas já fizeram a inscrição para a edição de 2014 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), segundo balanço parcial divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Às 13h desta terça-feira (20), o número de inscrições era de 5.008.713 candidatos. Os interessados em participar do exame têm até as 23h59 de sexta-feira (23) para se inscrever pelo site oficial do exame. O Enem será realizado nos dias 8 e 9 de novembro.
A taxa de inscrição custa R$ 35 e o pagamento do boleto deve ser feito até o dia 28 de maio. Ficam isentos da cobrança todos os alunos de escola pública ou que comprovarem renda familiar mensal inferior a R$ 1.086.
Com base no volume de visitantes no site, o Inep afirma  que os melhores horários para se inscrever na prova do MEC são até as 9h, entre as 14h e as 17h, e após as 21h.
O Enem deverá ser usado pelas 115 universidades federais para o acesso a cursos de graduação.
Os candidatos podem tirar dúvidas sobre a inscrição em um passo a passo da inscrição no site enem.inep.gov.br.
A expectativa é que até 8,2 milhões de estudantes se inscrevam este ano –em 2013, o número total foi de 7,1 milhões de candidatos, e mais de 5 milhões fizeram os dois dias de prova.

Site de inscrição para o Enem já está no ar (Foto: Reprodução/Inep) 
Site de inscrição do Enem (Foto: Reprodução/Inep)
 
 Assim como nos anos anteriores, o Enem ocorrerá em dois dias seguidos. No sábado, dia 8, os participantes farão as provas de ciências humanas e ciências da natureza, entre as 13h e as 17h30 (horário de Brasília). No domingo, dia 9, serão aplicadas as provas de linguagens e códigos, matemática e redação. Nesse dia, o tempo de exame será mais longo, entre as 13h e as 18h30 (horário de Brasília).
Segundo o MEC, serão impressas 18,3 milhões de provas (incluindo normal, ampliada, ledor e braile – estas três últimas, para quem tem diferentes graus de deficiência visual) em 1.699 municípios do país. Este ano, 785 mil funcionários vão ajudar na realização do Enem, entre coordenadores de locais de aplicação, assistentes de coordenação, chefes de sala, fiscais e apoio. Em todo o Brasil, haverá 16,6 mil locais de prova.

CRONOGRAMA DO ENEM 2014
INSCRIÇÕES

12 de maio (às 10h):
início das inscrições

23 de maio (às 23h59): fim das inscrições

28 de maio: último dia para pagar a taxa de R$ 35
PROVAS

8 de novembro (das 13h às 17h30, horário de Brasília):
provas de ciências humanas e ciências da natureza

9 de novembro (das 13h às 18h30, horário de Brasília): provas de linguagens
e códigos, matemática e redação

Transexuais podem usar nome social
Candidatos travestis ou transexuais poderão usar o nome social para prestar o Enem. Para isso, precisarão fazer a solicitação ao Inep, por telefone, durante o prazo de inscrição.
Segundo o site, "o participante travesti ou transexual que desejar ser identificado por nome social nos dias e locais de realização do exame deve fazer essa solicitação pelo telefone 0800 616161, até o final do período de inscrição". O edital do Enem 2014, no entanto, não faz nenhuma referência ao uso do nome social pelos  candidatos.

Detectores de metal
Na última quinta-feira (8), o MEC anunciou que nesta edição serão aperfeiçoados os procedimentos de segurança contra fraude na aplicação das provas. Os fiscais poderão, inclusive, usar detectores de metais portáteis para comprovar que candidatos não estão usando equipamentos eletrônicos durante a realização do exame.
O detector poderá ser utilizado em qualquer estudante inscrito, a não ser que a pessoa apresente uma justificativa para que não possa passar por esse tipo de monitoramento. O aparelho também poderá comprovar o uso indevido de celulares para postar fotos do Enem nas redes sociais – infração que acabou eliminando dezenas de jovens nas últimas duas edições.
Segundo o MEC, este ano o edital foi traduzido para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), e o site do Enem terá uma versão do edital incorporada a um sistema de computação acessível a cegos, chamado Dosvox.

Sabatistas
Este ano, os alunos sabatistas (que guardam o sábado por motivos religiosos) poderão fazer a prova de 8 de novembro às 19h (horário de Brasília) desse dia, exceto nos estados do Acre, Amazonas, de Roraima e Rondônia. Nesses quatro estados, os candidatos sabatistas poderão realizar o primeiro dia de provas às 19h de sua hora local, em função do horário de verão.

Site do Enem traz o passo a passo para o candidato fazer a inscrição (Foto: Reprodução/Inep) 
Site do Enem traz o passo a passo da inscrição (Foto: Reprodução/Inep)
 
Correção da redação
Segundo o ministro da Educação, Henrique Paim, os atuais filtros de correção da redação do Enem serão mantidos e ampliados. De acordo com ele, o MEC tem investido no aprimoramento dos itens de correção e na capacitação dos corretores. O presidente do Inep, Francisco Soares, também disse a jornalistas na quinta-feira que cada prova será avaliada por dois corretores.
"Se as notas dadas por cada corretor tiverem diferença de 100 pontos, um terceiro corretor irá avaliar a redação. Cada um avalia cinco quesitos. No caso de diferença de 80 pontos em cada quesito, também será chamado um terceiro avaliador", explicou Soares.
"Estamos com um grande processo de monitoramento e capacitação constante. Quando a redação é enviada ao corretor, assim como todo o sistema de acompanhamento, a redação é acompanhada de várias maneiras. A cada ano, acrescentamos detalhes, dada a experiência. Existirão novos filtros e sinalizações, e isso é um processo contínuo", afirmou o presidente do Inep.

Combatendo a abstenção
Segundo informou o MEC na quinta, os candidatos que não compareceram às provas do ano passado e se inscreverem novamente em 2014 receberão uma mensagem do governo alertando sobre o problema de faltar ao Enem mais uma vez.
De acordo com os dados levantados pelo governo, a maioria dos ausentes no exame são pessoas que não precisam pagar a taxa de inscrição – como treineiros, que ainda não terminaram o ensino médio, e adultos que já acabaram o ensino médio e trabalham.
Em 2013, o governo estima que cerca de 30% dos candidatos inscritos no Enem não chegaram a fazer os dois dias de prova. O prejuízo com os ausentes, no ano passado, foi de R$ 58 milhões, segundo o MEC.

Fonte: G1.com