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domingo, 1 de dezembro de 2013

UEL divulga lista dos aprovados da primeira fase do vestibular de 2014

UEL divulga lista dos aprovados da primeira fase do vestibular de 2014

Aprovados devem fazer as provas da 2ª fase nos dias 1°,2 e 3 de dezembro.
Aproximadamente 22 mil candidatos se inscreveram no vestibular.

Do G1 PR, em Paranavaí
A Universidade Estadual de Londrina (UEL), no norte do Paraná, divulgou nesta quinta-feira (21) o resultado da primeira fase do vestibular. Os aprovados devem fazer a segunda etapa do concurso nos dias 1°, 2 e 3 de dezembro, onde vão disputar 3.090 vagas, distribuídas em 66 cursos de graduação.
Nesta edição participaram aproximadamente 22 mil candidatos e o curso de Medicina é o mais concorrido, com 98,23 candidatos por vaga. Na sequência dos cursos mais disputados estão Engenharia Civil, com 30,33, e Biomedicina, com 26,42.
Na segunda fase do Vestibular 2014 os candidatos devem fazer as provas de Língua Portuguesa, Literatura, Redação, conhecimentos e habilidades específicas.

Fonte: G1.com

Cursinho integral vira 'casa' de candidatos de medicina na Fuvest

Cursinho integral vira 'casa' de candidatos de medicina na Fuvest

Curso especializado em medicina tem 68 horas de aula por semana.
Alunos dizem que passam mais tempo no cursinho do que em casa.

Ana Carolina Moreno Do G1, em São Paulo
Carlos Sartorato deixa seus livros didáticos no cursinho, já que passa 12 horas por dia lá (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)Carlos Sartorato deixa os livros didáticos no cursinho de medicina, onde passa 12 horas de seus dias (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
 
Para fugir de distrações em casa e aproveitar até o último momento a ajuda dos professores, candidatos que sonham em cursar medicina na Universidade de São Paulo (USP) passaram a quinta-feira (21) –o antepenúltimo dia antes da primeira fase da Fuvest– no que alguns deles até chamam de casa: a sala de aula de um cursinho pré-vestibular em tempo integral na região central de São Paulo, que dá 68 horas de aula por semana. A primeira fase da Fuvest acontece neste domingo (24) e mais de 172 mil estudantes estão inscritos. Os cursos de medicina no campus de Ribeirão Preto da USP e na Faculdade de Medicina de Pinheiros, em São Paulo, são os mais concorridos, com 62,91 e 58,57 candidatos por vaga, respectivamente.
No prédio de três andares do Hexag, na Rua da Consolação, alguns dos jovens que se inscreveram pela primeira, segunda ou quinta vez no vestibular para a carreira assistiam às aulas ou estudavam por conta própria em salas de estudo durante a tarde de quinta, penúltimo dia das aulas de revisão antes da primeira fase.
Enquanto duas garotas liam sozinhas em degraus de escadas, um jovem esperava por um professor na saída de uma sala de aula com uma apostila, um lápis e uma borracha na mão. Em uma sala vazia, meia dúzia de adolescentes descansavam deitados em um sofá improvisado com cadeiras enfileiradas e uma parede de encosto. Alguns caminhavam descalços pelos corredores, outros dormiam de bruços nas baias da sala de estudos, e havia até quem almoçava na cantina, onde também há microondas para quem leva a marmita de casa. "Passamos mais tempo aqui do que em casa" é a descrição mais comum que se ouve por ali.
Especializado em medicina, o cursinho tem aulas de segunda a sexta das 7h15 às 19h15, e aos sábados das 7h15 às 15h45. Alguns chegam a carregar as várias dezenas de livros didáticos em malas de rodinha, mas, como cada aluno tem sua própria carteira, e as salas com capacidade para até 70 pessoas não são revezadas, muitos os deixam no cursinho. É o caso de Carlos Sartorato, de 18 anos, que presta a Fuvest para medicina pela primeira vez neste domingo (24).
Aline Hamai ajuda o namorado Carlos a carregar seus livros (Foto: Ana Carolina Moreno/G1) 
Aline Hamai e Carlos se conheceram no cursinho e hoje namoram (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
 
"Aqui temos o auxílio do professor", afirma o jovem que, no ano passado, tentou a Fuvest para direito, antes de mudar de ideia e decidir ser médico. Como se inscreveu apenas em instituições públicas, Carlos explicou ao G1 que, se não passar em nenhuma delas, voltará às salas do cursinho. O melhor dos cenários, para ele, é a vaga em medicina na USP.
Aline Hamai, de 18 anos, também vai prestar a Fuvest, mas diz que sua primeira opção é a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Namorada de Carlos –os dois se conheceram na sala de estudos do cursinho e começaram a sair há cerca de três ou quatro meses–, ela discorda dele quando o assunto é repetir a maratona de estudos pré-vestibulares. "Não tenho essa paciência", explicou ela, que também se inscreveu para as provas da Unesp e algumas instituições particulares, e pretende já se matricular em uma delas, se conseguir a aprovação.
Disciplinados, os dois conseguiram manter a rotina de estudos mesmo com o namoro, e garantem que o trabalho em dupla rende mais. "É até melhor, porque a gente se ajuda. Ele tem dificuldade onde eu tenho facilidade", explicou Aline. Carlos admite que ela sabe mais de matemática. Para a garota, a matéria mais temida é geografia. Mas uma regra eles tiveram que criar. "Foi a primeira coisa que a gente falou um para o outro: na hora do estudo a gente fica segregado", disse o vestibulando. Com pouco tempo livre, porém, os passeios típicos de casal acabam vetados até no domingo, único dia sem aulas. Segundo Carlos, o "programa de fim de semana é fazer um simulado da Fuvest".

Thaís e Rafaela aproveitam a semana de revisão para estudar em casa à tarde e tirar dúvidas na manhã seguinte no cursinho (Foto: Ana Carolina Moreno/G1) 
Thaís e Rafaela: truque para não desanimar é não checar o gabarito (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
 
Mas nem todos os namoros sobrevivem na vida de um candidato ou candidata do vestibular de medicina. A jovem Thaís Victor Paes, de 18 anos, namorava havia quase dois anos quando começou o cursinho, mas teve que escolher entre o namorado e os livros. Ela se mudou de Palmital, no interior de São Paulo, para a capital para se preparar, e a relação não resistiu. "Quis terminar porque não estava dando para fazer os dois. Quem não presta medicina não sabe como é", explicou.
Em 2012, ela prestou enfermagem porque não se sentia preparada para concorrer a uma vaga em medicina. Como passou na primeira fase, Thaís decidiu nem aparecer nas provas da segunda. "Nem fiz por medo de passar", revelou ela, que temia a pressão da família para aceitar a vaga em vez de voltar ao cursinho. Se passar em uma particular, ela diz que vai desistir das faculdades públicas. "Não tenho pressa, mas é torturante ficar aqui o dia inteiro."
Ao lado da amiga Rafaela Costa, também de 18 anos, ela decidiu ir para casa por volta das 15h30 desta quinta. A estratégia das duas é usar a apostila de revisão para estudar e reunir as dúvidas da aula da manhã seguinte, e então procurar os professores para resolver o que não entenderam. Outro truque usado por Rafaela é não checar o gabarito dos vestibulares antes da Fuvest. No da Unesp, que aconteceu no último domingo (17), ela ainda não sabe como foi. "Não conferi, vai que desanima", afirmou.

Gabriel e Vitor aproveitam todos os minutos possíveis antes da Fuvest na sala de aula (Foto: Ana Carolina Moreno/G1) 
Gabriel e Vitor aproveitam todos os minutos possíveis antes da Fuvest na sala de aula (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
 
Café, café e pílulas de café
Manter a rotina intensa de estudos é impossível, para boa parte dos candidatos de medicina, sem uma boa dose de ajuda. Entre a maioria dos vestibulandos no Hexag na tarde de quinta, o café (normal, descafeinado, com e sem açúcar ou até em pílulas termogênicas compradas em lojas de suplementos) é o combustível preferido. Três xícaras de café sem açúcar é a receita que mantém Vitor Fernandes, de 18 anos, em pé durante tantas horas de estudo. Ele e o amigo Gabriel Belnuvo pretendem frequentar o cursinho até o último dia antes da Fuvest, por acharem que, com os professores ao lado, acabam rendendo mais.
Gabriel dorme às 23h e acorda às 5h30 todos os dias, mas diz que não sente muito sono e evita tomar cafeína. Para relaxar, o jovem diz que aproveitava as noites de sábado para sair, mas deixou o hábito de lado por volta de outubro, antes do início das provas. Já Vitor procura praticar jiu-jitsu duas vezes por semana, à noite, para gastar a energia. À noite, na cama, os dois ainda assistem a algumas videoaulas preparadas pelos professores do cursinho antes de pegar no sono.
Mas nem todos os estômagos aguentam tanto café: Michelle Bertoldo, de 18 anos, teve que apelar para chás, bebidas com guaraná e açaí. "Comecei a ter problemas com gastrite", contou a adolescente que acorda às 5h para sair da Zona Sul e percorrer o trajeto até o cursinho.
Sua colega de sala Ingrid Melo, de 22 anos, teve problemas piores. A rotina de dedicação intensa aos estudos, em detrimento de outras atividades, a deixou com pré-diabetes, além de gastrite. Problemas familiares também atrapalharam a jovem, que vai prestar a Fuvest pela quinta vez neste ano.
Nas quatro primeiras tentativas, ela diz que só se inscreveu para instituições públicas. Mas, neste ano, ela decidiu prestar as provas de universidades privadas e, se passar, vai estudar em uma delas. Além dessa mudança, ela procurou ajuda médica para balancear a alimentação, começou a tomar calmantes fitoterápicos e aprendeu técnicas de relaxamento e meditação que aplica nas manhãs antes das provas. Seu rendimento, segundo ela, melhorou nas provas que já realizou.
Mesmo assim, Ingrid pretende frequentar todas as aulas até a última, que termina às 19h15 desta sexta-feira (22). "Ainda não terminei todos os exercícios da apostila de revisão", argumentou ela. No sábado (23), os professores estarão disponíveis em um plantão de dúvidas. Embora sejam poucos os exercícios que faltam para completar o livro, a frequência ao cursinho tem um lado psicológico: o da confiança pelo dever cumprido. "Faz toda a diferença. Vou sair da prova falando que dei o meu melhor."

As vestibulandas Michelle e Ingrid bebem chás e café descafeinado para evitar a gastrite (Foto: Ana Carolina Moreno/G1) 
Para manter a energia e driblar a gastrite, Michelle e Ingrid bebem chá, açaí e café descafeinado (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
 
Fonte: G1.com

UFSC recebe mais de 34 mil inscrições para o Vestibular 2014

UFSC recebe mais de 34 mil inscrições para o Vestibular 2014

Candidatos inscritos vão concorrer às vagas ofertadas para cinco cidades.
Política de cotas foi ocupada por 32,51% dos mais de 34 mil inscritos.

Do G1 SC
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgou na quinta-feira (21) o número de candidatos inscritos para prestarem o Vestibular 2014. São 34.024 inscritos para concorrer às 6. 511vagas ofertadas para os cinco campus. Ao todo, foram registrados 569 candidatos para Araranguá, 347 para Blumenau, 720 para Curitibanos, 31.456 para Florianópolis e 932 para Joinville. Para a próxima seleção, 11.060 candidatos optaram pelas vagas reservadas por meio da Política de Ações Afirmativas, o que representa 32,51% dos inscritos.
De acordo com a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da UFSC, o número desse ano teve uma pequena queda se comparado ao número de inscritos no ano passado. Em 2013, foram 36.503 inscritos, sendo 7.212 pela política de cotas, equivalendo no total de 19,75% para os cotistas.

Reitoria UFSC (Foto: Henrique Almeida/Agecom UFSC) 
Maior número de candidatos vai prestar o exame para o campus da capital catarinense
(Foto: Henrique Almeida/Agecom UFSC)
 
“As inscrições estão dentro do esperado. Aumentou o número de candidatos da Política de Ações Afirmativas, especialmente negros e indígenas. A quantidade de inscritos ficou um pouco na média dos últimos anos: abaixo do Vestibular 2013 e acima do Vestibular 2012”, informou o presidente da Coperve, Olinto José Varela Furtado.
O Programa de Ações Afirmativas da UFSC foi criado em 2008 com o quantitativo de 10% das vagas de todos os cursos e turnos para alunos negros – prioritariamente de instituições públicas – e a reserva de 20% para estudantes que cursaram o ensino fundamental e o ensino médio em escolas públicas. A criação de vagas suplementares para candidatos pertencentes a povos indígenas também foi definida pelo Conselho Universitário da UFSC, que ratificou os tipos de cotas e percentuais em 2012. Desde então, a UFSC vem se adequando à legislação. Até 2016, a Universidade deverá ofertar 50% das vagas para candidatos da rede pública.
Previsão é que até 2016, 50% das vagas sejam dedicadas para cotistas (Foto: Divulgação UFSC)Previsão é que até 2016, 50% das vagas sejam dedicadas para candidatos da rede pública (Foto: Divulgação UFSC)

As provas do Vestibular 2014 serão realizadas nos dias 14, 15 e 16 de dezembro, com início às 14h e término às 18h, em Florianópolis, Biguaçu, Palhoça, São José, Santo Amaro da Imperatriz, Blumenau, Brusque, Araranguá, Balneário Camboriú, Canoinhas, Chapecó, Caçador, Concórdia, Criciúma, Itajaí, Curitibanos, Jaraguá do Sul, Joaçaba, Lages, Joinville, São Miguel do Oeste, Rio do Sul e Tubarão.

Fonte: G1.com

Mais de 17 mil estudantes fazem prova de processo seletivo na UEPG

Mais de 17 mil estudantes fazem prova de processo seletivo na UEPG

Processo Seletivo Seriado (PSS) é no domingo (24), em 15 cidades do PR.
Concurso é para alunos que concluem uma das três séries do Ensino Médio.

Do G1 PR, em Ponta Grossa
Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) (Foto: Divulgação/UEPG) 
Provas do PSS serão aplicadas no domingo (24), em 15 cidades do Paraná (Foto: Divulgação/UEPG)
 
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), na região dos Campos Gerais do Paraná, realiza no domingo (24) as provas do Processo Seletivo Seriado (PSS) para estudantes do Ensino Médio. Mais de 17 mil alunos, que estão concluindo uma das três séries, vão participar do concurso.
Além de Ponta Grossa, as provas serão aplicadas em outras 14 cidades do estado, como Apucarana, Cascavel, Castro, Curitiba, Guarapuava, Irati, Jacarezinho, Jaguariaíva, Maringá, Palmeira, Rio Negro, São Mateus do Sul, Telêmaco Borba e Umuarama.
A realização do teste será permitida com a apresentação da ficha de inscrição, do documento de identidade original ou em fotocópia autenticada. O estudante ainda deve levar uma caneta esferográfica escrita grossa, de cor azul escura ou preta e feita com material transparente.
Três provas diferentes são aplicadas no PSS. Estudantes da primeira série vão elaborar a redação e preencher um teste com 60 questões. Para os candidatos do segundo ano, são 40 perguntas mais a redação. Os alunos que fizerem a prova do último ano terão de responder 50 questões e também, escrever a redação. As provas de todas as séries têm o valor total de mil pontos.
O candidato deve chegar ao local de prova até as 14h30 e terá entre 15h e 19h para responder às questões. O ensalamento e outras informações podem ser consultados no site da Comissão Permanente de Seleção da UEPG.

Como funciona o PSS
Segundo a universidade, a UEPG foi a primeira instituição paranaense a implantar o sistema, no ano 2000. Diferente de um concurso tradicional, que realiza provas com todo o conteúdo escolar de uma vez só, no PSS, o aluno é avaliado ao final de cada série do Ensino Médio. Nos dois primeiros anos, o estudante realiza as provas sem definir por qual curso deseja disputar uma vaga.
Somente ao final do terceiro teste, o candidato pode optar por um dos 38 cursos ofertados pela UEPG. A partir da soma dos resultados dos três concursos, o aluno tem a chance de conquistar uma vaga. De acordo com a instituição, todos os anos, 25% das vagas dos cursos de graduação são reservadas para quem realiza este processo seletivo.

Fonte: G1.com

Veja o gabarito da 1ª fase da Fuvest

Veja o gabarito da 1ª fase da Fuvest

Prova aplicada neste domingo teve 19,8 mil candidatos ausentes.
Lista de aprovados para a segunda fase sairá dia 16 de dezembro.

Do G1, em São Paulo
A Fuvest divulgou na noite deste domingo (24) o gabarito oficial da prova da primeira fase aplicada durante a tarde. Dos 172 mil inscritos, 19.867 não apareceram para fazer a prova, com abstenção de 11,5% na primeira fase.
A primeira fase teve 90 questões de múltipla escolha sobre conteúdos das matérias do currículo do ensino médio: português, história, geografia, matemática, física, química, biologia e inglês.
O resultado da primeira fase será divulgado no dia 16 de dezembro, assim como os locais de prova dos candidatos convocados para a segunda fase.
As provas da segunda fase acontecerão nos dias 5, 6 e 7 de janeiro de 2014. No primeiro dia, todos os candidatos deverão fazer uma prova com dez questões de português e uma redação. No dia 6 será aplicada uma prova de 16 questões dissertativas de história, geografia, matemática, física, química, biologia e inglês. O terceiro e último dia da segunda fase terá 12 questões dissertativas, mas o conteúdo varia de acordo com a carreira escolhida pelo candidato, e pode abordar entre duas ou três disciplinas.
A primeira chamada será feita no dia 1º de fevereiro de 2014. A matrícula online será nos dias 4 e 5 de fevereiro para confirmar o interesse pela vaga, e a matrícula presencial será em 12 e 13 de fevereiro.
Gabarito da Fuvest (Foto: Reprodução/Fuvest)
Obra de Drummond é a mais cobrada na história do Enem (Foto: Reprodução) 
Drummond caiu na Fuvest (Foto: Reprodução)
 
Prova teve Drummond e Laerte
A prova teve predominância de enunciados e alternativas curtos e alta frequência de charges, fotos e tabelas. Entre os livros de leitura obrigatória, "Sentimento do mundo" de Carlos Drummond de Andrade, foi o que apareceu no maior número de questões.
A interdisciplinaridade de questões apareceu entre literatura e história, biologia e matemática e química e física, principalmente. Também foi usada uma tira do cartunista Laerte, que nos últimos anos passou a se vestir como mulher, com a personagem Muriel para abordar a questão de gênero.
Em português, cinco das 17 questões tomaram como base o poema "Revelação do subúrbio", presente no livro de Drummond listado como leitura obrigatória. Além de pedir conhecimentos dos candidatos sobre o movimento modernista na literatura brasileira, a prova também avaliou a capacidade de interpretação de trechos do poema.

Machado de Assis (Foto: TV Globo/Reprodução) 
Machado de Assis (Foto: TV Globo/Reprodução)
 
"Memórias póstumas de Brás Cubas" foi o segundo livro mais pedido, especificamente o capítulo LXXI da obra de Machado de Assis, que inspirou quatro questões.
Três questões da prova de português exigiram dos candidatos conhecimento para comparar obras tanto no conteúdo quanto no estilo dos escritores. Uma delas pediu a comparação da abordagem da escravidão nos livros "Memórias de um Sargento de Milícias", "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e "O cortiço". Outra listou cinco obras e perguntou qual tinha o estilo mais próximo ao do livro de Machado de Assis. Uma terceira colocou lado a lado os livros "Vidas Secas", de Graciliano Ramos, e "Capitães de Areia", de Jorge Amado, e pediu semelhanças e diferenças entre eles.

Gênero e alcoolismo
Já uma tira de Laerte, publicada em maio deste ano, inspirou duas questões de interpretação de texto. O desenho trazia a personagem Muriel e debatia questões de gênero e alcoolismo.

Laerte, vestido de mulher, foi um dos destaques do encontro neste domingo (Foto: Jéssica Balbino/ G1) 
Laerte teve personagem Muriel retratada em questão da Fuvest (Foto: Jéssica Balbino/ G1)
 
As manifestações de junho pelo Brasil apareceram na Fuvest em um dos textos da prova de inglês, adaptado de um artigo publicado na revista britânica The Economist em 29 de junho deste ano.
Em ciências humanas, as 11 questões de história foram marcadas por enunciados curtos e predominância de temas de história geral (com seis questões). Apenas três enunciados estavam ilustrados: um trouxe a história fotografia de um homem chinês parado em frente a tanques militares, outro abordou o movimento republicano brasileiro no século XIX usando o quadro "Moema", de Victor Meirelles, de 1866, e um terceiro pediu explicações sobre o "voto de cabresto" no Brasil do início do século com uma charge de 1927.
Uma questão de geografia remeteu os candidatos às aulas de história e combinou conhecimentos das diferentes fronteiras internas e externas que o Brasil já teve no decorrer dos séculos, desde o Tratado de Tordesilhas.
Tira do cartunista Laerte que caiu na prova da Fuvest (Foto: Reprodução/Fuvest)Tira do cartunista Laerte que caiu na prova da Fuvest (Foto: Reprodução/Fuvest)
Interdisciplinariedade

A interdisciplinaridade apareceu em história com um trecho da obra "A cidade e as serras", de Eça de Queirós. A pergunta exigia que o candidato conhecesse características do período histórico em que se passa a narrativa.
Já as questões de geografia tiveram maior variedade de recursos de imagens, com mapas, fotos, gráficos de barra e numéricos e uma anamorfose, presentes em oito das 11 questões.
Os temas abordaram desde conhecimentos clássicos como vegetação, clima, produção agrícola e extrativismo mineral quanto questões atuais, como o uso de drones pelo exército dos Estados Unidos em regiões tribais na África e no Oriente Médio, os assassinatos de indígenas no Mato Grosso do Sul em decorrência dos conflitos de terra, a globalização, o consumo de energia no mundo e desastres naturais.
Os enunciados e recursos visuais em geografia, porém, não eram suficiente para que o candidato chegasse à resposta correta, e exigiam conhecimento anterior básico sobre os assuntos abordados.

manifestação paulista (Foto: Marcelo Mora/G1) 
Protestos pelo Brasil foram abordados em questão de inglês (Foto: Marcelo Mora/G1)
 
Nas questões de exatas e biológicas, as disciplinas que exigiram mais cálculo dos candidatos foi matemática, com 11 questões, e física, com 12. Além dos enunciados clássicos que introduzem os conceitos das matérias em situações-problema do dia-a-dia, como ingredientes de uma sopa instantânea, o movimento de um corredor e o funcionamento de um telefone celular, a Fuvest se inspirou na própria Cidade Universitária, onde fica sua sede na Zona Oeste de São Paulo para elaborar seus enunciados.
Exemplos disso são as questões sobre o ângulo de rotação da Terra, que usou uma foto de um relógio de sol presente no campus Butantã, e sobre o cálculo de área em geometria plana, tomando como base formato da piscina do Centro Poliesportivo da USP.
Em matemática, predominaram as questões de geometria, mas também caíram questões de probabilidade, logaritmo, equação e tangente, além de regra de três.
Física pediu do candidato cálculos de velocidade, massa e volume, além de questões com prismas, eletricidade, termodinânima e frequência sonora. Conhecimentos de óptica apareceram em uma questão sobre substâncias químicas no bloco de questões de química, onde também apareceram a tabela periódica, em uma questão específica sobre as propriedades do ródio, e a massa molar de ácidos carboxílicos.
Várias questões abordaram as reações químicas de maneira direta ou indireta, como uma sobre a introdução de substâncias geneticamente modificadas no processo de obtenção de etanol a partir da cana de açúcar.
Já biologia contou com pouco apoio visual -só quatro das 11 questões trouxeram um gráfico, tabela ou foto. Uma questão, sobre ecologia, abordou conhecimentos básicos de química sobre moléculas.
Os temas da prova foram amplos e incluíram citologia (interfase e meiose) e genética (as formas de reprodução de plantas e herança genética que determina propensão a enfermidades), além do funcionamento do corpo humano, principalmente o sistema nervoso e a filtragem de glicose no rim. Temas atuais também foram abordados, como um gráfico com a evolução da razão entre homens e mulheres diagnosticados com Aids nos últimos anos no Brasil.

Fonte: G1.com

Fuvest teve prova clássica e inteligente, dizem professores

Fuvest teve prova clássica e inteligente, dizem professores

Primeira fase foi neste domingo (24); resultado sai dia 16 de dezembro.
Pergunta interdisciplinar de matemática foi a mais difícil, diz coordenadora.

Do G1, em São Paulo
SÃO PAULO - Estudantes fazem a prova da primeira fase da Fuvest na FEA-USP (Foto: Flávio Moraes/G1) 
Estudantes fazem a prova da primeira fase da Fuvest na FEA-USP (Foto: Flávio Moraes/G1)
 
Professores ouvidos pelo G1 afirmaram que a primeira fase do vestibular da Fuvest aplicada neste domingo (24) foi uma "prova bem feita, inteligente e atual." Mais de 152 mil candidatos fizeram o exame. O resultado dos aprovados para a segunda fase será divulgado no dia 16 de dezembro.
"Foi uma prova bem elaborada com enunciados claros. Se for para arriscar, acho que as notas de corte devem ser mantidas. Para algumas matérias ficou mais simples, mas para outras as dificuldades foram as mesmas", diz Marcelo Dias Carvalho, coordenador do curso Etapa.
Segundo Carvalho, em história os assuntos estavam bem distribuídos e o nível de dificuldade mais simples em relação aos anos anteriores. Em inglês, segundo o coordenador, a prova a estava bem elaborada, com temas atuais com o da manifestação presente no texto da "The Economist."
"Em física e matemática se preservou a cobrança clássica de assuntos. Não tinha nenhuma questão de graça, aluno tinha que se esforçar para achar a alternativa. Geografia teve questão interdisciplinar com matemática, foi a mais trabalhosa, envolvendo conceitos de latitude e longitude. As outras foram mais tranquilas. Português teve uma prova com enunciados mais curtos e química com poucos cálculos, pareceu uma prova mais simples", afirma Carvalho.

Melhores questões interdisciplinares
Para Célio Tasinafo, diretor pedagógico da Oficina do Estudante, a prova teve um terço de questões fáceis, um terço de medianas e um terço de difíceis. "Não fugiu ao padrão, o modelo da Fuvest está bem consolidado, com as melhores questões interdisciplinares. É um prêmio para o aluno que se preparou, de fato, porque ninguém acerta uma questão por sorte."
Tasinafo afirma que a prova valorizou as atualidades e foi bem dosada entre os assuntos. "Também valorizou as obras de leitura obrigatória, precisava mesmo ler os livros, e o aluno não sente que leu à toa."

Biologia, física e matemática difíceis
Vera Lucia da Costa Antunes, coordenadora pedagógica do Objetivo, diz que as questões de biologia, física e matemática estavam difíceis; geografia, inglês e química com nível médio de dificuldade; e português e história fáceis.
"No geral, uma prova mais difícil do que a do ano passado, o que é natural porque há mais candidatos. O aluno que estudou se sentiu prestigiado. A prova é inteligente, bem feita e adequada para a primeira fase."
Para Vera Lucia, a pergunta mais difícil do exame foi uma de matemática interdisciplinar (número 46 da prova V), pois exigia uma visão espacial que nem todos os alunos do ensino médio possuem.
"Física também estava difícil, exigiu domínio dos conceitos, estava muito conceitual, mas com formulações claras. Biologia foi uma das provas mais difíceis dos últimos anos, exigiu raciocínio e interpretação", afirma.
A coordenadora lembra que a "tônica" da prova foram as atualidades. "Foram questões bem boladas, como a do texto de inglês da 'The Economist', a questão de geografia com os drones, o tufão nas Filipinas, e o IDH dos municípios. Por outro lado, apareceram também os assuntos clássicos."
Vera Lucia afirma que assim como Enem, a Fuvest também abordou muito os temas africanos. "De dez questões, três foram sobre a África, tem sido uma tendência. Com nível de dificuldade médio, a prova foi muito elogiada pelos professores."

Fonte: G1.com

Professores do ensino médio terão bolsa do MEC para curso de formação

Professores do ensino médio terão bolsa do MEC para curso de formação

Ministério lançou nesta segunda (25) pacto para 'fortalecer o ensino médio'.
Docentes e coordenadores pedagógicos terão curso de 200 horas de aula.

Do G1, em São Paulo
O Ministério da Educação lançou nesta segunda-feira (25) um programa para dar bolsas de estudos a professores do ensino médio interessados em passar por um curso de formação oferecido pela pasta. Segundo a portaria que instituiu o Pacto pelo Fortalecimento do Ensino Médio, publicada na edição desta segunda do "Diário Oficial da União", o curso será oferecido pelo MEC e ministrado presencialmente por instituições de ensino superior que aderirem ao programa.
O programa prevê a criação de uma rede de formação nos estados e no Distrito Federal. As instituições de ensino indicarão um coordenador-geral e um coordenador adjunto para cuidar do programa. Cada secretaria estadual ou distrital de Educação indicará o supervisor da formação, responsável pela relação entre os coordenadores e o programa. Haverá ainda a seleção de formadores nas instituições e de formadores regionais, indicados pelas secretarias. Estes serão responsáveis pela formação dos orientadores de estudo que, por sua vez, serão os que efetivamente ministrarão o curso aos professores e coordenadores pedagógicos do ensino médio.
Segundo a portaria, está previsto o pagamento de bolsa para os professores, os formadores e os orientadores de estudo, desde que eles já não recebam outro tipo de bolsa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)

Requisitos
Os requisitos para os professores incluem a atuação como docente em sala de aula ou coordenador pedagógico no ensino médio em escola da rede estadual, e a condição de professor efetivo para o ano letivo de 2014. Além disso, eles precisam constar no Censo Escolar de 2013 na mesma rede em que estarão vinculados em 2014
Os coordenadores pedagógicos que não estiverem registrados como docentes de turmas, e identificados pelo CPF no censo poderão ser registrado no programa pelos formadores regionais indicados pela secretaria estadual.
O curso para os professores terá duração de 200 horas anuais e usará material didático oferecido de forma digital pelo próprio MEC. Já os cursos de capacitação dos formadores e orientadores de estudos terá duração de 96 horas.

Fonte: G1.com